De fato, “o futuro não é mais como era antigamente”, como cantou a Legião Urbana. Nossos horizontes temporais estão sendo radicalmente transformados pelo frenesi contemporâneo que nos espreme entre o último tuíte e o próximo deadline: neste mundo imediatista, repleto de presenças evanescentes e famas que duram 15 segundos no Insta ou no TikTok, a
Publicado em: 29/04/22
INTRODUÇÃO – “Talvez as revoluções sejam o gesto da espécie humana (Menschengeschlecht) viajando nesse trem de puxar o freio de emergência” – Benjamin dispara esta imagem-do-pensamento em polêmica com Marx e sua afirmação das revoluções como locomotivas da história....
Publicado em: 11/02/26
“Seria inútil desviar-se do passado para não pensar senão no futuro. O futuro não nos traz nada, não nos dá nada; somos nós que para o construir devemos dar-lhe tudo, dar-lhe nossa própria vida. Mas para dar é preciso...
Publicado em: 09/02/26
Se viver é uma arte, e talvez a arte suprema, Diógenes de Sinope (404 – 323 a.C) certamente merece ser reconhecido como um dos mais radicais experimentadores neste campo da estética da existência. O lendário filósofo que morava em...
Publicado em: 02/10/25“Pobreza não é desonra”. Muito bem. No entanto desonram os pobres. Fazem isso e o consolam com o provérbio. Este é daqueles que antigamente se podiam admitir como válidos, mas cuja data de vencimento já chegou há muito tempo. Da mesma forma como aquele brutal “Quem não trabalha não come”. Quando havia trabalho que alimentava
Publicado em: 04/11/11“O homem não tem uma natureza humana definitiva, não é uma criatura terminada, mas uma aventura da qual pode ser em parte o criador.” ALBERT CAMUS. O Homem Revoltado. Eu, tornar-me o co-criador de mim mesmo? Que tarefa pesada, e que responsabilidade! Mas que frêmito de aventura, que brisa de risco causando arrepios de excitação! Que noite
Publicado em: 02/10/11MESMO QUE O CÉU NÃO EXISTA – Capítulo 1por Eduardo Carli de Moraes “A abolição da religião como a felicidade ilusória do povo é necessária para sua felicidade real. O apelo para que abandonem as ilusões sobre sua condição é o apelo para abandonarem uma condição que necessita de ilusões. A crítica da religião é,
Publicado em: 25/11/10“There is no refuge from change in the cosmos”Carl Sagan Nos últimos tempos, mergulhei de cabeça em duas séries de TV antigas que me cativaram, maravilharam e fizeram refletir um bocado: O Poder Do Mito (que contêm 6h de entrevistas concedidas por Josephn Campbell a Bill Moyers sobre “temões” como mitologia, sabedoria e o sentido
Publicado em: 27/08/10SÓCRATES: A MOSCA IRRITANTE por Eduardo Carli de Moraes Há poucas figuras mais emblemáticas nos mais de 2.500 anos de história da filosofia. Ele marcou época de modo tão radical que fez com que todos os pensadores antes dele, relegados a uma espécie de “pré-história do pensamento”, recebessem a alcunha de “pré-socráticos”. A Razão jamais
Publicado em: 03/07/10O CLARO ESPELHO DO MUNDO PRIMAZIA DA VONTADE SOBRE O CONHECIMENTO Clément Rosset, em sua obra Schopenhauer: Filósofo do Absurdo, considera Schopenhauer como um “precursor” de grandes correntes de pensamento posteriores a ele, como a psicanálise freudiana, o procedimento “genealógico” nietzschiano, o existencialismo camusiano, citando ainda suas reverberações nas obras de pensadores e literatos como
Publicado em: 02/07/10“Nada é mais difícil do que não nos iludirmos a nós próprios.” (…) “Nunca será grande quem se engana a respeito de si próprio: se lançar poeira aos seus próprios olhos.” (…) “A verdade pode apenas ser exposta por alguém que se sinta relativamente a ela como em sua casa; não por alguém que ainda
Publicado em: 01/07/10Há males que vem para o bem, dizem. Como se fossem males meramente aparentes, horrendos só na fachada, mas carregados de tesouros secretos. Como uma pessoa de rosto deformado, corcunda e mau-cheirosa, com bafo de onça, que ao primeiro contato nos causa repulsa, mas em quem encontramos um excelente coração e mil jóias de bondade
Publicado em: 23/04/10A CIVILIZAÇÃO NO BANCO DOS RÉUS– Breve passeio pelas idéias de Jean Jacques Rousseau – “Nós, civilizações, sabemos agora que somos mortais…”. É o que escreveu o poeta francês Paul Válery, ecoando a seu certo o pensamento de Rousseau (Contrato Social, Livro 1, XI): “Se Esparta e Roma pereceram, qual o Estado que pode esperar
Publicado em: 18/03/10A Casa de Vidro Ponto de Cultura e Centro de Mídia