Fala, galera! Sou Eduardo Carli, estou aqui no Ponto de Cultura d’A Casa de Vidro, e decidi hoje fazer mais um episódio do Kino Kritik, que é o nosso programa de crítica cinematográfica, após assistir Iracema, uma transa amazônica, no Cine Cultura, em sua versão 4K. E, novamente, fui muito impactado por esse petardo na
Publicado em: 12/08/25
O ANTROPOCENO ENTRA EM CENA: O CINEMA NA ÉPOCA GEOLÓGICA DOS HUMANOS, por Eduardo Carli de Moraes. Linha de pesquisa: Estética e Filosofia da Arte. BANCA EXAMINADORA: Juliana Fausto, Rodrigo Oliveira de Araújo, Filipe Lazzeri Vieira, Mateus Uchôa. Presidente/Orientadora: Carla Milani Damião. A Faculdade de Filosofia...
Publicado em: 25/05/26
”Buliram muito com o planetaE o planeta como um cachorro eu vejoSe ele já não aguenta mais as pulgasSe livra delas num sacolejo…”RAUL SEIXAS O cinema da misantropia que Lanthimos pratica se mostra com sinistro esplendor em Bugonia. Não é para a glória...
Publicado em: 21/04/26
“Somente quem tem o caos dentro de si pode dar à luz uma estrela bailarina.”Nietzsche (Assim Falou Zaratustra) A distinção entre os cisnes branco e negro, assim como a afirmação de que a dançarina protagonista do balé Tchaikovskyano teria...
Publicado em: 11/02/26INCH’ALLAH (2012, Canadá, 82 min, de Anaïs Barbeau-Lavalette ) é um filme tremendo – e assisti-lo novamente hoje, em outubro de 2023, enquanto a crise humanitária e os crimes de guerra disparam nos territórios da Palestina e de Israel, é um must. A gente sai da exibição como se tivesse acabado de sobreviver a um terremoto. Dizer que Chlöe e
Publicado em: 24/10/23INCH’ALLAH (2012, Canada, 82 min, by Anaïs Barbeau-Lavalette) is a tremendous film – and to re-watch it nowadays, in October 2023, as the humanitarian crisis and war crimes skyrockets in Palestine and Israel territories, it’s a must. One leaves the screening as if he just survived an earthquake. To say that Chlöe and her (mis)adventures,
Publicado em: 23/10/23Um filme deve ser julgado não apenas pela experiência estética e intelectual que proporciona durante a exibição, mas também pela sua ressonância posterior: desaparece rapidamente da memória ou permanece na mente, continuando a estimulá-la? Isto parece implicar que um crítico de cinema não deve apressar-se a publicar um texto depois de ter visto o filme,
Publicado em: 22/10/23A film should be judged not only by the aesthetic and intellectual experience it provides during the screening, but also by its resonance afterwards: does it evanesce quickly from memory, or does it linger on the mind, continuing to stimulate it? This seems to entail that a film critic shouldn’t rush to publish a text
Publicado em: 19/10/23OUR FOSSIL FOOLISHNESS The climate catastrophe we’re immersed in has become “an existential crisis for manking” (Naomi Klein) and yet products made from oil are frighteningly everywhere. We’re addicted to many of them, junkies of gadgets made from fossil fuel extraction. We’re entangled inside this Oil Machine like <Chaplin caught in the cogs of the
Publicado em: 09/10/23Sobre “Triângulo da tristeza” – Dir. Ruben Ostlund e “Por um Destino Insólito” – Dir: Lina Wertmüller (Itália, 1974) No <filme de Wertmüller>, o azul paradisíaco murmura junto das acaloradas discussões sobre capitalismo e comunismo. A satisfação de um grupinho de super ricos (deitados) é motor para que os serviçais (em pé, ajoelhados) desse iate
Publicado em: 16/08/23O PROMETEU ATÔMICO A epígrafe do 12º filme do <cineasta inglês Christopher Nolan> é uma evocação do <mito de Prometeu>, o Titã que “stole fire from the gods and gave it to man. For this he was chained to a rock and tortured for eternity.” A alusão ao roubo do fogo mítico, que antes era
Publicado em: 01/08/23Esse belíssimo filme começa cômico quando o pastor de ovelhas Pádraic (Colin Farrell) bate à janela de Colm (Breendan Gleeson) para convidá-lo a visitar o pub do povoado. Evento banal demais para dar em qualquer dor de cabeça, certo? Errado. Surdo às investidas, o velho companheiro fita o vazio, mas não diz palavra. Surpreso, Pádraic
Publicado em: 05/07/23por Eduardo Carli de Moraes para A Casa de Vidro “Goiânia Distópica” foi o nome que o sugeri a Lucas Nakamura, meu colaborador na curadoria, para batizar uma das mostras que promovemos no evento “Viva o Centro” (que rolou no feriado da padroeira, em 24 de Maio de 2023). Na mostra exibimos e debatemos, lá
Publicado em: 29/05/23É o século 29 d.C. e a humanidade inteira já abandonou uma Terra arruinada. Nosso ex-lar planetário – apelidado pela Mafalda de “hospício esférico” – foi transformado numa mega wasteland. Habitada apenas por baratas e pelo simpático e solitário robôzinho compactador de lixo que protagoniza o filme, o planeta distópico nele retratado é <“urgentemente relevante”,
Publicado em: 23/03/23A Casa de Vidro Ponto de Cultura e Centro de Mídia