Fala, galera! Sou Eduardo Carli, estou aqui no Ponto de Cultura d’A Casa de Vidro, e decidi hoje fazer mais um episódio do Kino Kritik, que é o nosso programa de crítica cinematográfica, após assistir Iracema, uma transa amazônica, no Cine Cultura, em sua versão 4K. E, novamente, fui muito impactado por esse petardo na
Publicado em: 12/08/25
O ANTROPOCENO ENTRA EM CENA: O CINEMA NA ÉPOCA GEOLÓGICA DOS HUMANOS, por Eduardo Carli de Moraes. Linha de pesquisa: Estética e Filosofia da Arte. BANCA EXAMINADORA: Juliana Fausto, Rodrigo Oliveira de Araújo, Filipe Lazzeri Vieira, Mateus Uchôa. Presidente/Orientadora: Carla Milani Damião. A Faculdade de Filosofia...
Publicado em: 25/05/26
”Buliram muito com o planetaE o planeta como um cachorro eu vejoSe ele já não aguenta mais as pulgasSe livra delas num sacolejo…”RAUL SEIXAS O cinema da misantropia que Lanthimos pratica se mostra com sinistro esplendor em Bugonia. Não é para a glória...
Publicado em: 21/04/26
“Somente quem tem o caos dentro de si pode dar à luz uma estrela bailarina.”Nietzsche (Assim Falou Zaratustra) A distinção entre os cisnes branco e negro, assim como a afirmação de que a dançarina protagonista do balé Tchaikovskyano teria...
Publicado em: 11/02/26Como definir Euphoria em uma palavra? Se fosse para caber num tweet, para consumo imediato em uma lida de 10 segundos, como sintetizar esta série acachapante produzida pela HBO? Eu escolheria o termo fissura. Eis a síntese da sina não só de Rue, que quase morreu de overdose na adolescência, e cuja saga a série
Publicado em: 16/04/22O maior arrasa-quarteirão cinematográfico dos últimos tempos, que alegra os acionistas da corporação transnacional Netflix, coloca um cometa em rota de colisão com nosso planeta e depois gasta duas horas tirando sarro da imensa comédia de erros que conduz à nossa extinção. Curioso o destino do hoje famoso filme de Adam McKay sobre esta intrusão que
Publicado em: 01/02/22“Meu Nome É Bagdá” (Brasil, 2020), dirigido por Caru Alves de Souza, é um filme pulsante, repleto de corpos políticos em aliança contra as opressões do dia-a-dia. Protagonizado pela jovem atriz Grace Orsato, o filme faturou o Prêmio do Júri para melhor longa metragem da mostra Geração do Festival de Berlim. A partir de uma
Publicado em: 28/08/21Uma criança acaba de morrer em uma UTI. Diante das lágrimas da mãe, fluindo a partir de uma tristeza que ficamos tentados a chamar de inconsolável, um desconhecido no saguão de hospital lhe diz: “Tente enxergar a beleza colateral desta situação.” Como avaliar este tipo de consolo? É possível diagnosticar nisto um sintoma daquilo que vem
Publicado em: 26/08/21Que futuro pode ter uma nação amnésica? A questão é pertinente diante da Cinemateca em Chamas, do expurgo de livros na Fundação Palmares ou da transformação em cinzas do Museu Nacional (RJ). Já vamos nos acostumando à expressão “tragédia anunciada” diante de um cortejo infindável de desastres para o nosso direito à memória e à
Publicado em: 19/08/21Um elemento fascinante na trajetória de Bong Joon-Ho é o quanto de sucesso ele tem conseguido através de filmes que tocam temáticas que não são exatamente crowd pleasers. Lidando com temas que muitas vezes são fobia para as massas — aquecimento global conduzindo a cenário apocalíptico em Snowpiecer, carnismo e especismo em contexto de engenharia
Publicado em: 04/06/21A idealização do “amor de mãe” é uma força cultural poderosa, uma construção por quase todos tida como sagrada. Colocar em questão o ideal do amor materno como algo angelical e perfeito significa convocar a furibunda crítica do esquadrão de defesa da família tradicional e suas maravilhas infindas. Ainda que sua força tenha sido chaqualhada
Publicado em: 31/05/21“Dizer a palavra não é um ato verdadeiro se isso não está ao mesmo tempo associado ao direito de auto expressão e de expressão do mundo, de criar e recriar, de decidir e escolher e, finalmente, participar do processo histórico da sociedade. Na cultura do silêncio as massas são ‘mudas’, isto é, elas são proibidas de
Publicado em: 30/03/21“Liberdade ou morte!” (Be free or die!) – poucas figuras históricas encarnaram esta alternativa excruciante melhor que Harriet Tubman (1822-1913). Hoje celebrada como uma “American legend”, ela liderou várias campanhas bem-sucedidas na libertação de centenas de escravizados através da Underground Railroad. Além disso, foi uma das poucas mulheres a liderar exércitos abolicionistas durante a Guerra Civil dos EUA
Publicado em: 27/03/21Mark Twain dizia que “não deve espantar ninguém que a verdade seja mais estranha que a ficção” – afinal de contas, “a ficção tem que fazer sentido” . Já a verdade… os paladares maduros sabem muito bem o quanto pode ser amarga e cruel. A verdade muitas vezes nos atropela com todo o seu nonsense.
Publicado em: 04/03/21A Casa de Vidro Ponto de Cultura e Centro de Mídia