Uma história de amor, rock e liberdade – Sobre “Lua em Sagitário”, um filme de Márcia Paraiso

LUA EM SAGITÁRIO

por Eduardo Carli de Moraes || Cinephilia Compulsiva @ A Casa de Vidro

Tudo conspirava para que este cinéfilo, por puro preconceito, passasse bem longe de Lua em Sagitário. De cara, tive uma enganosa primeira impressão do filme como uma comédia romântica possivelmente bem clichêzenta, com pitadas de astrologia barata para mistificar as massas, voltada ao público infanto-juvenil e adolescente, destinada apenas ao sucesso em insossas Sessões da Tarde na Rede Goebbels

Havia algo no aspecto exterior do projeto que instigava uma repulsa instintiva por suspeita de que se tratasse de um caça-níqueis, de mais um exemplar daquela lamentável legião de filmes comerciais vendidos aos parâmetros estéticos e ideológicos de uma besta-fera chamada Mercado. E estou cada vez menos afim de mergulhar de cabeça nas águas rasas de um cinema mesquinhamente mercadológico, mercador de mentiras confortáveis e babaquices açúcaradas.

Com um pouco de pé atrás, avancei até a sinopse, refletindo que valia a pena perder 1 minuto lendo o resumo da ópera para que eu enfim confirmasse que não valia a pena perder 2 horas de vida assistindo o treco. Mas a sinopse me fisgou,  abaixei a guarda das aversões apressadas e dei uma chance a um filme que pretendia tematizar, de modo neo-realista e cheio de empatia, um dos maiores e mais importantes movimentos sociais do continente americano, o MST.

Afinal de contas, talvez houvesse uma boa dose de entretenimento passável e algumas interessantes abordagens de temáticas sócio-políticas nesta obra que pretendia ser uma espécie de Romeu e Julieta em Santa Catarina, misturando o enredo mil-vezes requentado da tragédia Shakespeareana com um plot de road movie sobre 2 rodas. Dei o play e logo pintou a psicodelia dos Boogarins em “Lucifernandis”, dando o tom para o início de uma jornada cinematográfica destinada a “abrir a cabeça” e que superou, e muito, minhas parcas expectativas iniciais.

Os dois protagonistas são os pombinhos apaixonados Ana (Manuela Campagna) e Murilo (Fagundes Emanuel), que moram em pequenas cidades catarinenses próximas à fronteira com a Argentina. São cidades mortas repletas de vidas chatas, onde o sinal de celular e a conexão à Internet são difíceis de conquistar, onde todos parecem morar em sua paróquia e não em cosmópolis. 

No filme, o rock, a web e a motocicleta aparecem como as rotas de fuga em direção a um mundão mais amplo e aberto do que a sufocante estreiteza reinante. A vibe do Easy Rider de Dennis Hopper marca presença, relembrando-nos o incotornável clássico do cinema-hippie.

O elemento de antagonismo, evocando a rixa sangrenta entre Capuletos e Montechios na Verona de Romeu e Julieta, está no fato de que a família de Ana é visceralmente contrária aos sem-terra. Como escreveu Eleonora de Lucena, em crítica para a Ilustrada da Folha de São Paulo,

os pais dela detestam o pessoal do assentamento; defendem a pequena propriedade familiar, a meritocracia. Ele vem de um grupo de luta por conquista de terra, que prega o coletivismo. O embate desses mundos e suas contradições está em Lua em Sagitário”, de Marcia Paraiso. (…) Como em “Terra Cabocla” (2015), Paraiso vai buscar histórias do Brasil profundo. Naquele filme, a diretora tratou da guerra do Contestado (1912-16), conflito sangrento que há cem anos opôs caboclos e uma madeireira multinacional.

Agora, em “Lua em Sagitário”, a mesma tensão está nas entrelinhas. Nessa ficção com atmosfera juvenil e muito rock, os confrontos são levados de forma mais suave e romântica. De certa forma, os personagens da ficção são descendentes do confronto camponês relatado no documentário. Quase na mesma geografia, os caboclos, filhos de escravos, índios, peões, ressurgem no assentamento dos sem-terra –agora pequenos proprietários rurais mobilizados pela política– e no acampamento do MST, com barracas de lona, cantorias e escolas improvisadas. O enfrentamento é com os pequenos senhores de classe média que se sentem superiores e que carregam o processo de “europeização” da região, cevando o ódio aos pobres.

(LUCENA, Folha de S. Paulo)

O cinema de Marcia Paraiso evoca a estética e a ética dos melhores filmes de Jorge Furtado: O Homem Que Copiava, Meu Tio Matou Um Cara, Saneamento Básico etc. Como Furtado é mestre em fazer, Paraiso também sabe unir a leveza e o humor, por um lado, com uma abordagem crítica dos conflitos sociais. Já o caráter road movie de Lua em Sagitário evoca também toda uma série de obras onde foras-da-lei buscam fugir de suas vidinhas chatas em busca de intensos thrills (Thelma e Louise, Bonnie e Clyde, Badlands são alguns dos clássicos…), sendo sensível talvez uma influência do Walter Salles de Diários de Motocicleta (baseado nos diários de viagem de Che Guevara) e On The Road (do romance beatnik de Jack Kerouac).

No caso, Ana embarca com Murilo numa espécie de viagem iniciática em que transcenderá os limites estreitos de sua vida cotidiana de filha única, superprotegida, obrigada a ouvir ladainhas paternas raivosas de ataque aos “vagabundos do MST”. Um discurso de ódio, patriarcal e elitista, que ela, com seus fones-de-ouvido, submerge debaixo das cataratas de distorção e peso dos Black Drawing Chalks e outras bandas indie brasileiras. Ana descobrirá junto de Murilo a falsidade das opiniões atucanadas de seu pai, encontrando nos assentamentos do MST um modo-de-vida onde solidariedade, fraternidade e comunitarismo não são pálidos ideais mas vívidas realidades do convívio diário.

Os dois encontrarão, pela estrada, alguns personagens secundários que encarnam aquela estupidez relinchante de certas elites rurais do Brasil que, ao falarem sobre o MST, usam nossos pobres ouvidos como privadas. A certo momento, Ana revolta-se contra a prepotência de uma mulher que gaba-se de ser filha do prefeito e que, posuda advogada, vomita impropérios contra o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.

Ana demonstra neste momento que seu convívio amoroso com Murilo serviu também como pedagogia política, como modo de acercar-se dos oprimidos, e ela mostra-se indignada “com gente que fala tanta bosta” e não tem a mínima capacidade sensível ou intelectual de dizer algo decente sobre o tema da reforma agrária. Sobre isto, a diretora Marcia Paraiso revelou, de modo bem didático:

“Reforma Agrária é redistribuir de forma justa a terra, reparando um processo antigo onde prevalecem os grandes latifúndios e uma legião de trabalhadores rurais sem terra para produzir. O instrumento jurídico para a reforma agrária é a desapropriação das grandes terras improdutivas, feita pelo Estado. Mesmo com os governos de Lula e Dilma Rousseff caminhamos muito pouco. A bancada ruralista se mantém forte nas decisões políticas, garantindo a manutenção do modelo colonial, substituindo o trabalho escravo pelo uso de máquinas e agrotóxicos – mesmo assim, até os dias de hoje, ainda há o uso de trabalhadores escravizados nos latifúndios. Com o momento político que vivemos, a reforma agrária é um sonho. Um sonho que permanece vivo nos movimentos sociais organizados no campo e que se concretiza nos assentamentos com novos modelos produtivos, exemplos de sucesso da agroecologia e na formação de uma nova geração rural.” – Marcia Paraiso. Leia a matéria completa da qual foi extraída a seleção acima.

 


No poster do filme, o slogan propala que Lua em Sagitário é um filme sobre “amor, rock e liberdade”. Não é propaganda enganosa. O casal Ana e Murilo conhece-se e inicia o romance sob os auspícios do argentino LP, uma espécie de velho hippie, que adora Sui Generis e Charly Garcia e empresta livros bacanas para os frequentadores de sua lan-house, A Caverna. Ele atua no filme como uma espécie de guru da contracultura, que abre os horizontes dos jovens tanto para clássicos da cultura latino-americana (de suas mãos Ana recebe Histórias de Cronópios e Famas, de Cortázar), tanto para comportamentos mais libertários vinculados ao amor livre e à vida nômade-boêmia.

Neste contexto é que o Festival Psicodália ganha os contornos de uma espécie de Eldorado, idealizado por Ana e Murilo, que partem em busca deste Graal de modo similar àqueles jovens dos anos 1960 que encaravam centenas de milhas de viagem para chegar a Monterey ou Woodstock. Todo o filme é embalado por uma trilha sonora primorosa onde o rock serve não apenas como trilha-sonora decorativa na vida dos protagonistas, mas como algo mais potente e fecundo: como força viva de contestação e rebeldia, inspiração que convida a quebrar com os velhos dogmas de comportamento e a arriscar saudáveis desobediências às correntes infames da subserviência.

Lua em Sagitário acaba, por isso, soando como uma versão brasileira do adorável filme de Ang Lee, Aconteceu em Woodstock. Até pintam participações especiais bem bizarras de ícones da esquisitice como Elke Maravilha e Serguei (este, vestindo uma camiseta onde se lê “Eu Comi A Janis Joplin”), o que aproxima ainda mais o filme do universo que os detratores chamariam de riponguice. A verdade é que poucos filmes do cinema brasileiro contemporâneos são ripongas com tanto estilo e inspiração quanto este.

Comecei este texto evocando meus preconceitos infundados diante do filme e comentando que as expectativas baixas acabaram por gerar uma experiência fílmica surpreendentemente positiva. Agora devo dizer – alertando antes que aí vem spoiler – que tudo em Lua de Sagitário conspirava para uma espécie de gran finale: eu já estava aguardando ansiosamente que, após muitas adversidades e percalços no caminho, o casal em sua motoca surrada enfim curtiria a glória do amor, do rock e da liberdade em meio à efervescência das artes integradas em confluência lá no Psicodália. Porém o que Marcia Paraiso preparou para nós foi um tremendo dum anti-clímax.

Depois de muito refletir sobre isso, cheguei à conclusão de que o desfecho anti-clímax – avesso e antônimo do deux ex machina – só melhora o filme como obra-de-arte. Deste modo, ele fica mais fiel à vida, ainda que frustre as expectativas do espectador. Quando esperávamos uma conclusão epifânica, uma apoteose de beijos em meio à multidão em ritual hippie-celebrativo no Psicodália, o filme dá um súbito rewind que conduz os viajantes de volta ao ponto de origem. Eles nunca chegam ao Eldorado, envolvidos pela teia da vigilância familiar e da tentativa de captura policial, reconduzidos à paróquia após os sonhos de abraçar cosmópolis.

Se atingir o Psicodélia era o télos desta jornada, dela só poderíamos dizer que fracassou. Mas não. A jornada foi em si mesma a recompensa: pelos encontros e aprendizados que estavam polvilhados pela poeira dos caminhos, pelos beijos e transas que abriram a Ana e Murilo a fonte jorrante dos orgasmos, pelas imersões em realidades menos paroquiais e opressivas, Lua em Sagitário evoca a busca por libertação como sistemático esforço de aniquilação do medo.


Veja o Trailer:

Da mesma cineasta:

P.S. – Estou convicto de que este filme pode ser utilizado com excelentes frutos em sala-de-aula, em especial com turmas do ensino-médio, para uma discussão mais digna e profunda do MST do que aquela que é costumeira em nossa mídia. Sabemos que o MST sofre há décadas com as calúnias e difamações movidas pela imprensa corporativa; este adora papaguear uma enxurrada de termos depreciativos como “invasões” e “vândalos”, utilizados ao invés dos muitos mais apropriados “acampamentos/assentamentos” e “trabalhadores-ativistas”.

Em seu texto “Jornalismo de Verdade”, um prefácio a um dos livros mais importantes já publicados sobre o tema – o livro-reportagem de Sue Branford e Jan Rocha (Ed. Casa Amarela), Rompendo a Cerca, vencedor do Prêmio Vladimir Herzog 2004 [http://bit.ly/2pfbfpt] – José Arbex Jr. diz:

“O MST é total e abertamente demonizado pelos maiores veículos da imprensa escrita, televisionada e radiofônica. Basta que o leitor compare o capítulo do livro Rompendo a Cerca dedicado a descrever o esforço feito pelo MST para educar suas crianças e idosos, que nunca tiveram oportunidade de frequentar uma escola, com as descrições do movimento feitas pela mídia em geral. O brilhante, exaustivo e minucioso trabalho de reportagem feito por Jan Rocha e Sue Branford, para além daquilo que representa em termos de contribuição para que a verdadeira história do MST não passe ao esquecimento, é também um daqueles momentos brilhantes que resgatam o sentido mais profundo da atividade jornalística. Se interessa sempre ao poder passar uma borracha na memória, a obrigação do jornalismo, ao contrário, é fazer aflorar as vozes que foram intimidadas e sufocadas, pois é aí – e não na versão oficial – que se encontra a notícia.

A vocação ética do jornalista, nesse sentido, deve se espelhar no anjo descrito por Walter Benjamin, em sua tese 9 sobre a história: sua ambição maior é deter o tempo, para permitir que fale a legião dos que foram atropelados pelos rumos implacáveis daquilo que se convenciona chamar “progresso”. Jan e Sue fazem isso, com notável conhecimento de causa. Demonstram, sobretudo, uma grande capacidade de entender, ouvir e estabelecer uma relação de empatia com um povo que não fala sua língua natal, não se alimenta e não se veste como os de sua terra, nem adora os mesmos deuses. Eis aí outro componente fundamental do fazer jornalístico tão bem resgatado pelas autoras: a capacidade de traduzir o estrangeiro, de ser, por assim dizer, um correspondente, no sentido mais radical e profundo do termo.

Em uma época histórica tão fortemente marcada pela promiscuidade entre o poder de Estado e os órgãos da mídia, e em que se multiplicam ao infinito os casos de jornalistas que aceitam o papel de escribas oficiais da corte em troca de um punhado de reais ou dólares, é reconfortante saber que existem profissionais como Jan Rocha e Sue Branford.” – (ARBEX – LEIA MAIS)

Se o livro Rompendo a Cerca é um dos mais meritórios trabalhos de jornalismo-de-verdade já realizados sobre o MST, arrisco-me a dizer que Lua em Sagitário, guardadas as devidas proporções, também merece ser considerado como um dos filmes brasileiros que fornece uma compreensão mais empática-simpática dos ativismos, em terra brasilis, em prol de justiça social e reforma agrária, confrontando a velha estrutura patriarcal e latifundiária que faz do Brasil um dos países com pior distribuição de renda e de terra em todo o globo.

Fotografia: Sebastião Salgado

* * * * *

P.S. II – Ciente da dificuldade que muitos terão para assistir este filme na TV ou nos cinemas, estou disponibilizando por aqui o torrent para baixá-lo que circula no fórum Making Off; de maneira alguma desejamos com isso violar direitos autorais ou prejudicar a produção, apenas visamos democratizar o acesso à obra pra que seja degustada; quem gostar do filme, aproveite para dar apoio, fazendo propaganda boca-a-boca ou pelas redes, comprando o DVD ou solicitando sessões em cineclubes locais.

CONFLUÊNCIAS: Festival de Artes Integradas, 3ª Edição: Domingo, 02 de Abril, na Trip

Vem aí o Confluências: Festival de Artes Integradas, 3ª edição, chegando para unir as tribos e somar as vertentes artísticas em um mesmo caldeirão efervescente! Neste Domingão (02 de Abril), lá na Trip (Rua 115e, Setor Sul), teremos vários MCs mostrando toda a força do rap de Goiânia em shows com Tati Ribeiro, A Jay Ajhota e Subversão Feminista.

Vai rolar também uma exposição com algumas das melhores ilustrações de Heitor Vilela, da Rabiscos e Escarros, além de roda-de-prosa com o artista. Vão rolar ainda intervenções poéticas com Walacy Neto, William Trapo, Ma Ha (Siririca Poética), Goitacá Escafandrista, Kesley Rocha Dias. Complementando as artes visuais, teremos o Vinícius Yano grafitando a entrada da Trip. Além disso, discotecagens timbradas com os DJs Bruno Vieira Batista (Caveira) e Eduardo Carli de Moraes.

Não perca!

Abertura da casa: 16h. Ingresso: R$ 10. Conflua!

Endereço: Rua 115e, Setor Sul.

CONFLUÊNCIAS é uma produção d’A Casa de Vidro


Design gráfico e identidade visual: Annie Marques.

Página do evento: https://www.facebook.com/events/277267286060351/


APERITIVOS:

Ilustração: Heitor Vilela. Acesse o álbum completo.


A JAY A JHOTA
Ep de Estréia


DJ BRUNO CAVEIRA




TATI RIBEIRO




RELEMBRE: Vídeos das primeiras edições do Confluências

CÉREBRO ELETRÔNICO | Gilberto Gil, 1969

“O cérebro eletrônico faz tudo
Faz quase tudo
Mas ele é mudo

O cérebro eletrônico comanda
Manda e desmanda
Ele é quem manda
Mas ele não anda

Só eu posso pensar
Se Deus existe (só eu!)
Só eu posso chorar
Quando estou triste (só eu!)

Eu cá com meus botões
De carne e osso
Eu falo e ouço
Eu penso e posso

Eu posso decidir
Se vivo ou morro por que
Porque sou vivo
Vivo pra cachorro e sei

Que cérebro eletrônico nenhum me dá socorro
No meu caminho inevitável para a morte
Porque sou vivo
Sou muito vivo e sei

Que a morte é nosso impulso primitivo e sei
Que cérebro eletrônico nenhum me dá socorro
Com seus botões de ferro e seus
Olhos de vidro…”

200 DISCOS CLÁSSICOS DA MPB NOS ANOS 60, 70 E 80 PARA OUVIR ONLINE (COMPLETOS E EM ORDEM CRONOLÓGICA) [PARTE II]

Os Mutantes

Os Mutantes

Ilustração por Daniel Gnatalli

Ilustração por Daniel Gnatalli

“Sem música a vida seria um erro.”
Nietzsche (1844-1900)

Uma das maravilhas maiores que a Internet nos proporciona é o acesso a uma imensa biblioteca musical. Este baú de tesouros está acessível a qualquer um que se conecte à grande rede digital planetária, mas as pepitas estão dispersas por toda parte e a compilação da fina flor deste acervo gigante exige todo um trampo de garimpagem e coleta. Na intenção de organizar um pouco todo este vasto material musical, A Casa de Vidro apresenta aqui uma seleção com 200 álbuns da música brasileira nas décadas de 60, 70 e 80, todos eles disponíveis para audição na íntegra no YouTube. Obras cruciais na história cultural brasileira estão aí reunidas para degustação livre. A lista vai ser expandida constantemente e as sugestões de vocês são muito bem-vindas. Subam o volume e boa viagem! Apreciem sem moderação!

CLICK AQUI E CONFIRA A PRIMEIRA PARTE DESTE ESPECIAL COM OS 100 PRIMEIROS ÁLBUNS POSTADOS

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  1. Dorival Caymmi
    Eu Não Tenho Onde Morar (1960)
  2. Moacir Santos
    Coisas (1965)
  3. Elis Regina e Zimbo Trio 
    O Fino do Fino (1965)
  4. Sidney Miller (1967)
  5. Caetano Veloso (1968)
  6. Orquestra Afro-Brasileira (1968)
  7. Teatro Arena Conta Zumbi (1968)
    Texto: G. Guarnieri e A. Boal, Música: Edu Lobo (e Vinícius de Moraes)
  8. Os Brazões (1969)
  9. João Donato
    A Bad Donato (1969)
  10. Rita Lee
    Build Up (1970)
  11. Gerson King Combo
    E A Turma Do Soul (1970)
  12. Módulo 1000
    Não Fale Com Paredes (1970)
  13. Novos Baianos
    É Ferro na Boneca (1970)
  14. Vinicius De Moraes, Maria Bethânia & Toquinho
    Ao Vivo em Mar del Plata (1971)
  15. Erasmo Carlos
    Carlos, Erasmo… (1971)
  16. Bango (1971)
  17. Spectrum
    Geração Bendita (1971)
  18. Os Mutantes
    Jardim Elétrico (1971)
  19. Gal Costa
    Fa-Tal (1971)
  20. Clube da Esquina (1972)
  21. Os Mutantes
    E Seus Cometas No País dos Baurets (1972)
  22. Elis Regina (1972)
  23. Elza Soares
    Pede Passagem (1972)
  24. Sá, Rodrix e Guarabyra
    Passado, Presente, Futuro (1972)
  25. Hermeto Pascoal (1972)
  26. Rita Lee
    Hoje É O Primeiro Dia do Resto da Sua Vida (1972)
  27. Gilberto Gil
    Expresso 2222 (1972)
  28. Tom Zé
    Se O Caso É Chorar (1972)
  29. Paulinho da Viola
    Nervos de Aço (1973)
  30. Rita Lee & Lucinha Turnbull: Cilibrinas do Éden (1973)
  31. Nelson Cavaquinho (1973)
  32. Tim Maia (1973)
  33. Airto Moreira
    Free (1973)
  34. Milton Nascimento
    Milagre dos Peixes (1973)
  35. João Donato
    Quem É Quem (1973)
  36. Sá, Rodrix e Guarabira
    Terra (1973)
  37. Flaviola e o Bando do Sol (1974)
  38. Elis Regina e Tom Jobim (1974)
  39. Moto Perpétuo (1974)
  40. Gal Costa
    Cantar (1974)
  41. Som Nosso De Cada Dia
    Snegs (1974)
  42. Altamiro Carrilho e Carlos Poyares
    Pixinguinha De Novo (1975)
  43. Martinho da Vila
    Maravilha de Cenário (1975)
  44. João Bosco
    Caça à Raposa (1975)
  45. Jorge Ben e Gilberto Gil
    Ogum Xangô (1975)
  46. Raul Seixas
    O Novo Aeon (1975)
  47. Gonzaguinha
    Plano de Vôo (1975)
  48. Jorge Ben
    África Brasil (1976)
  49. Rita Lee & Tutti Frutti
    Entradas e Bandeiras (1976)
  50. Terreno Baldio (1976)
  51. Made In Brazil
    Jack O Estripador (1976)
  52. Casa das Máquinas
    Casa de Rock
  53. Banda Black Rio 
    Maria Fumaça (1977)
  54. Elizeth Cardoso, Zimbo Trio e Jacob do Bandolim
    Ao Vivo (1977)
  55. João Gilberto
    Amoroso (1977)
  56. Francis Hime
    Passaredo (1977)
  57. Sônia Santos
    Crioula (1977)
  58. Caetano Veloso e Banda Black Rio
    Bicho Baile Show (1978)
  59. Olívia Byington & A Barca do Sol
    Corra o Risco (1978)
  60. João Nogueira
    Vida Boêmia (1978)
  61. Maria Bethânia
    Álibi (1978)
  62. Beto Guedes
    Amor de Índio (1978)
  63. A Barca do Sol
    Pirata (1979)
  64. Rita Lee (1979)
  65. Lourenço Baêta (1979)
  66. Ângela Ro Ro (1979)
  67. Beto Guedes
    Sol de Primavera (1979)
  68. Gilberto Gil
    Realce (1979)
  69. 14 Bis (1979)
  70. Elis Regina
    Ao vivo no Festival de Montreux (1979)
  71. Lula Côrtes
     O gosto novo da Vida  (1981)
  72. Flávio Venturini
    Nascente (1981)
  73. 14 Bis
    Além Paraíso (1982)
  74. Camisa de Vênus (1983)
  75. Nei Lisboa
    Pra Viajar No Cosmos Não Precisa Gasolina (1983)
  76. Júlio Reny
    Último Verão (1983)
  77. Bacamarte
    Depois do Fim (1983)
  78. Arrigo Barnabé
    Tubarões Voadores (1984)
  79. Ratos de Porão
    Crucificados Pelo Sistema (1984)
  80. Tributo a Torquato Neto
    Um poeta desfolha a bandeira e a manhã tropical se inicia (1985)
  81. Plebe Rude
    O Concreto Já Rachou (1985)
  82. Garotos Podres
    Mais Podres Do Que Nunca (1985)
  83. Arrigo Barnabé
    Cidade Oculta (1986)
  84. Os Replicantes
    O Futuro É Vórtex (1986)
  85. Cólera
    Pela Paz Em Todo Mundo (1986)
  86. Celso Blues Boy
    Marginal Blues (1986)
  87. Bezerra da Silva
    Alô Malandragem, Maloca o Flagrante! (1986)
  88. Violeta de Outono (1986)
  89. Inocentes
    Pânico em SP (1986)
  90. Ira!
    Vivendo e Não Aprendendo (1986)
  91. Os Paralamas do Sucesso
    Selvagem? (1986)
  92. Blues Etílicos (1987)
  93. TNT (1987)
  94. Picassos Falsos (1987)
  95. Ratos de Porão
    Cada Dia Mais Sujo e Agressivo (1987)
  96. Engenheiros do Hawaii
    A Revolta dos Dândis (1987)
  97. Inocentes
    Adeus Carne (1987)
  98. Os Replicantes
    Histórias de Sexo e Violência (1987)
  99. Picassos Falsos
    Supercarioca (1988)
  100. Joelho de Porco
    18 Anos Sem Sucesso (1988)
  101. Cazuza
    Ideologia (1988)
  102. Cazuza
    O Tempo Não Pára – Ao Vivo (1988)
  103. Os Cascavelletes (1988)
  104. Egberto Gismonti
    Dança de Escravos (1989)
  105. Os Cascavelletes
    Rock’a’Lua (1989)

 ACESSE MAIS 100 ÁLBUNS NA PARTE 1 DESTE POST

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Confira também os usuários do Youtube: Henrique Beira, Marcelo Mara.

NA LIVRARIA A CASA DE VIDRO: Obra poética reunida de Ana Cristina César (1952-1983), Companhia das Letras, 2016, 4ª Edição, Posfácio de Viviana Bosi

“Conheces a cabra-cega dos corações miseráveis?”
Ana Cristina César em “Sexta-Feira da Paixão”,
poema do livro A Teus Pés [1982], 2016, p. 111.

[Comprar Poética – Cia das Letras, 2016 @ Livraria A Casa de Vidro]

Homenageada da FLIP 2016, “expoente da literatura marginal brasileira nos anos 70” e “ícone literário de sua geração” (para citar o El País Brasil), Ana Cristina César renasce das cinzas neste livro-antologia, Poética (Cia das Letras, 2013). Lançado 30 anos após seu suicídio, em 1983, quando tinha vivido apenas 31 anos, Poética reúne toda a produção de poesia e prosa da Ana C., incluindo também aos desenhos de próprio punho e alguns facsímiles de seus manuscritos. O livro traz posfácio da professora Viviana Bosi (a filha de Ecléa e Alfredo Bosi), da FFLCH/USP, além de apresentação por Armando Freitas Filho e vários textos anexos, de resenhas publicadas nos jornais sobre seus livros a ensaios de análise biográfica e estética.

Através deste livro, mergulhe a fundo na obra desta poetisa nascida no Rio de Janeiro, em 1952, que formou-se em Letras pela PUC-Rio e depois tornou-se mestre em dose dupla: fez mestrado em comunicação social pela UFRJ e em teoria e prática da tradução literária pela Universidade de Essex (Inglaterra) – onde realizou elogiados trabalhos traduzindo, por exemplo, Bliss de sua adorada Katherine Mansfield (1888-1923). Em 1975, Ana Cristina César despontou integrando a antologia 26 Poetas Hoje (1975), compilada por Heloísa Buarque de Hollanda.

COMPRE "26 POETAS HOJE"

COMPRE “26 POETAS HOJE”. Participaram da antologia os poetas:  Poetas: Francisco Alvim, Carlos Saldanha, Antônio Carlos de Brito, Roberto Piva, Torquato Neto, José Carlos Capinan, Roberto Schwarz, Zulmira Ribeiro Tavares, Afonso Henriques Neto, Vera Pedrosa, Antonio Carlos Secchin, Flávio Aguiar, Ana Cristina Cesar, Geraldo Eduardo Carneiro, João Carlos Pádua, Luiz Olavo Fontes, Eudoro Augusto, Waly Salomão, Ricardo G. Ramos, Leomar Fróes, Isabel Câmara, Chacal, Charles, Bernardo Vilhena, Leila Miccolis.

soneto-ana-cristina-cesarSobre Ana Cristina César, Caio Fernando Abreu deixou-nos uma retrato lapidar, publicado na primeira edição de A Teus Pés pela Editora Brasiliense, em 1982: “fascinada por cartas, diários íntimos ou o que ela chama de ‘cadernos terapêuticos’, Ana C. concede ao leitor aquele delicioso prazer meio proibido de espiar a intimidade alheia pelo buraco da fechadura. (…) A Teus Pés revela finalmente, para um grupo maior, um dos escritores mais originais, talentosos, envolventes e inteligentes surgidos ultimamente na literatura brasileira.”

Já Italo Moriconi escreve que “os amantes da poesia poderão constatar ao lerem  este livro como era avançada a pesquisa poética de Ana C. naqueles idos dos anos 1970 e início dos 1980, buscando radicalizar e narrativizar a sintaxe do poema conversacional que, se por um lado retomava dicções modernistas (algum Mário, muito Drummond, todo o Bandeira, ecos de T.S. Eliot e Baudelaire), por outro as desviava num sentido pop que não parasitava, e sim fagocitava literariamente, com esperteza e ironia, o rock, o rádio, o sexo, as cenas de cinema, a hiperestesia pós-moderna, os embates de um feminismo inquieto.”


ALGUNS POEMAS:

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QUANDO CHEGAR

Quando eu morrer,
Anjos meus,
Fazei-me desaparecer, sumir, evaporar
Desta terra louca
Permiti que eu seja mais um desaparecido
Da lista de mortos de algum campo de batalha
Para que eu não fique exposto
Em algum necrotério branco
Para que não me cortem o ventre
Com propósitos autopsianos
Para que não jaza num caixão frio
Coberto de flores mornas
Para que não sinta mais os afagos
Desta gente tão longe
Para que não ouça reboando eternos
Os ecos de teus soluços
Para que perca-se no éter
O lixo desta memória
Para que apaguem-se bruscos
As marcas do meu sofrer
Para que a morte só seja
Um descanso calmo e doce
Um calmo e doce descanso.

Julho / 1967
p. 141


aSAMBA-CANÇÃO

Tantos poemas que perdi.
Tantos que ouvi, de graça,
pelo telefone – taí,,
eu fiz tudo pra você gostar,
fui mulher vulgar,
meia-bruxa, meia-fera,
risinho modernista
arranhando na garganta,
malandra, bicha,
bem viada, vândala,
talvez maquiavélica,
e um dia emburrei-me,
vali-me de mesuras
(era comércio, avara,
embora um pouco burra,
porque inteligente me punha
logo rubra, ou ao contrário, cara
pálida que desconhece
o próprio cor-de-rosa,
e tantas fiz, talvez
querendo a glória, a outra
cena à luz de spots,
talvez apenas teu carinho,
mas tantas, tantas fiz…

Do livro “A Teus Pés”, p. 113

Bianca Comparato declama “Samba-Canção”:


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COMPRE NA LIVRARIA A CASA DE VIDRO:
Obra POÉTICA reunida de Ana Cristina César (1952-1983)
Companhia das Letras, 2016, 4ª Edição, Posfácio de Viviana Bosi.

ASSISTA:

Cássia Eller canta Chico Buarque

“Deus é um cara gozador, adora brincadeira
Pois pra me jogar no mundo, tinha o mundo inteiro
Mas achou muito engraçado me botar cabreiro
Na barriga da miséria, eu nasci brasileiro…”
Chico Buarque de Holanda

Ouça versão de Cássia Eller ao vivo:

Letra completa

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CONFLUÊNCIAS: Festival de Artes Integradas, 1ª Edição: “Arte ReXistente” – Evoé Café Com Livros, Domingo (18/12)

APRESENTAÇÃO

O “Confluências: Festival de Artes Integradas” nasce com a proposta de contribuir para o intercâmbio intercultural, buscando reunir as tribos e propiciar encontros entre criadores e apreciadores das múltiplas vertentes artísticas. Os eventos visam congregar música, performances, poesia, artes visuais, dança, teatro, cinema, dentre outras expressões artísticas, convivendo e se interfecundando no mesmo espaço. Artistas e público, em posições cambiáveis, podem assim conviver num território fluido de criação e experimentação.

A nossa primeira edição, “Arte ReXistente”, ocorrerá na Evoé Café com Livros, no próximo Domingo, dia 18 de Dezembro de 2016, a partir das 16h. Ingressos no dia: R$10 até as 19h, R$15 após as 19h. Teremos shows com Diego Mascate, Chá de Gim e Manoel Siqueira. Performances e Poesia Encenada com Morgana Poiesis, Kesley Rocha Dias, dentre outros.

Ocorre ainda uma exposição e uma oficina sobre processo criativo com a dupla responsável pelo projeto “Valderundestein”: o poeta Vitor Hugo Lemes e o ilustrador Bergkamp Magalhães. Além disso, a discotecagem busca abrir as portas da percepção para um “Lindo Sonho Delirante” ofertando aos ouvidos somente Música Psicodélica Brasileira dos anos 1960 e 1970. Para completar, ocorre um Feirão de livros, novos e usados, da Livraria A Casa de Vidro.

Contatos com a produção @ A Casa de Vidro [www.acasadevidro.com] >>> Eduardo Carli de Moraes: educarlidemoraes@gmail.com; Juliana Marra: julianamarr@gmail.com.

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CONHEÇA MAIS SOBRE OS ARTISTAS:

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Diego Mascate é o pseudônimo do multiartista Diego De Moraes (que tem entre seus projetos atuais a Pó De Ser Banda e a dupla Waldi & Redson). Compositor, cantor, músico, poeta, professor, historiador e ator (com trabalho junto ao grupo Bastet), Diego começou a marcar presença no cenário com o álbum Parte de Nós, do grupo Diego e o Sindicato. Hoje é reconhecido como um dos “cantautores” mais talentosos e consolidados da nova música brasileira, desbravando territórios contraculturais e vanguardistas, sem nunca deixar de soar palatável. Diego atualmente desenvolve trabalho de doutorado com pesquisa sobre a obra de Tom Zé e Jards Macalé. Entre os ícones que inspiram sua travessia, cita também Sergio Sampaio, Odair José, Arnaldo Baptista, Júpiter Maçã, Juraildes da Cruz, Luiz Tatit, Itamar Assumpção, dentre outros.

Aproveite para ouvir na íntegra o álbum do Mascate lançado em 2014 e também conhecido como “A.C.” (Antes do Coágulo):

MÚSICAS: 01) Dia Bonito (3:31) 02) Não vou ser seu plano B (3:48) 03) Ornitorrinco (2:45) 04) 2070 (3:24) 05) No bastidor (3:48) 06) O show vai continuar (3:06) 07) E pra piorar a situação (5:32) 08) Curioso isso (3:24) 09) O light-show de uma civilização (4:39) 10) Esteticamente estranho (2:50) 11) Antes que eu enlouqueça (4:15) 12) Nem tudo passa (8:29).

Videoclipes:

DIEGO MASCATE, “Dia Bonito”:

DIEGO E O SINDICATO, “Todo Dia”:


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O quarteto Chá de Gim surgiu no cenário artístico goiano dos últimos anos como uma das mais saborosas novidades ao sintonizar MPB, samba-rock e muita lisergia com letras cheias de lirismo e contestação. Ouça o álbum de estréia do quarteto, “Comunhão” (2016): http://bit.ly/2hzOWKK. A Chá despontou no radar daqueles que estão antenados ao cenário musical de Goiânia com a canção “Zé”, consagrada com o prêmio do júri e do público no Festival Juriti de Música e Poesia Encenada em 2014 [assista à performance: http://bit.ly/2gQJZMl]. Na ocasião, o júri contou com a presença de Jorge Mautner e sob o impulso da premiação a banda pôde gravar este seu vigoroso debut. Uma digna reportagem no Monkeybuzz esclarece um pouco da inserção da Chá de Gim – que sempre marca presença em festivais como Festival Vaca Amarela e Grito Rock – no cenário de “Goiânia Rock City”:

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Festival Juriti de Música e Poesia Encenada 2014, uma produção da Matuto, durante a premiação do Chá de Gim por melhor música, segundo júri e público, com “Zé” – Fotografia: Layza Vasconcelos

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MONKEYBUZZ: “A rápida ascensão do grupo Chá de Gim deve-se puramente à cena efervescente de Goiânia. Já não é novidade para ninguém que a capital é um dos maiores expoentes brasileiros de revelações nos últimos anos. A sua cena musical é autosustentável e festivais como Bananada e Vaca Amarela são a porta de entrada para que artistas de outros estados possam entender o que parece ser mágico na cidade: o Rock’n’Roll. Nos últimos anos, inúmeros atos romperam o casulo e alcançaram projeção nacional, como Boogarins, Hellbenders, Black Drawing Chalks e Carne Doce, entre outros. No entanto, se cada um cria o Rock à sua maneira, o que parecia estar em evidência na região é a tal da Psicodelia – e é nesse quesito que esta nova banda Goiânia se encaixa perfeitamente.

Formada em 2014 por Diego Wander (vocal e percussão), Alexandre Ferreira (bateria), Bruno Brogio (baixo) e Caramuru Brandão (guitarra), o grupo surpreende pela rápida ascensão(…). Os singles e Samba Verde, no entanto, mostram que existe muita unidade por trás dos sons da banda e um futuro muito interessante pela frente. A mistura traz muito da música brasileira tradicional, como o Samba e o Forró, ao lado de Rock e Psicodelia – adereços que criam maior profundidade e impacto no som criado. (…) Auxiliada por acordes aéreos processados no atraso do delay e combinados a uma percussão marcante, a música torna-se um hit certeiro.” (Txt: Gabriel Rolim)

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Ouça abaixo o álbum de estréia da Chá de Gim, “Comunhão” (2016), na íntegra. Eis um bom aperitivo para o que poderá ser conferido ao vivo e a cores no Confluências: Festival de Artes Integradas, neste próximo Domingo (18/12), na Evoé Café com Livros:

OUVIR:

Tracklist:
01. Maracujá
02. Samba Verde
03. Dropei
04. Baião
05. Cordeiro do Mundo
06. Benzim
07. A Benção
08. Zé


evoeCONHEÇA: EVOÉ CAFÉ COM LIVROS

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performance-4“Epístolas Profanas”, de Morgana Poiesis, é uma performance artística que articula elementos corporais, visuais, sonoros e literários, a partir de um estado de escuta, presença e encontro. Vestida com máscaras de boca, a artista convida o público a testemunhar o silêncio. Sentados frente a frente, dois a dois, estabelecem um contato mediado pelo olhar e pelos sussurros da “Carta Para Uma Outra Mulher”, produzindo um duplo eco da nossa voz interior.

“Epístolas Profanas” reúne elementos do livro-objeto artesanal de mesmo nome, em que a artista experimenta uma escrita performativa, através de cartas com temas, conceitos, personagens, autores, artistas, dentre outras espécies de correspondentes reais, fictícios, imaginários ou personificados, bem como da performance artística “Poemas & Sussurros” em que sussurra suas poesias aos ouvidos dos passantes, nas ruas das cidades.

“Epístolas Profanas” já foi executada na exposição “Paulo Tiago: a verdade na alma”, na 11ª edição da Mostra Cinema Conquista e no Conquista Ruas: festival de artes performativas, em Vitória da Conquista-BA, em 2015 e 2016, com a “Carta a um artista que conheci” e “Carta para Vitória”, respectivamente.


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O Manoel Siqueira acaba de lançar seu primeiro EP, “Sãnguêba” (sangue brasileiro). Ele é uma das atrações musicais da 1ª edição do Confluências: Festival de Artes Integradas, que rola neste Domingão (18/12) na Evoé Café com Livros. Ouça abaixo o som do Siqueira neste EP de estréia, com participação de Adriel Vinícius, e leia a seguir o testemunho do próprio sobre o contexto que envolve este seu trabalho:

“É a expressão artística de um brasileiro que viveu como todos neste país. País este que passa por um ano caótico, confuso e conflituoso, tudo dentro de um enorme cenário político. A violência policial se espalha, a desigualdade social cresce, o Brasil volta a viver tempos e mentalidade de ditadura, como se o mundo tivesse sido atingido por uma onda conservadora em tempos modernos, com direito à golpes. Toda a expressão artística se torna uma forma de tentativa de sobrevivência perante o meio tão depressivo e sem aparentes perspectivas pois a ideologia adotada se mostra retrógrada, como se o passado estivesse tão presente em nossos dias. A maior parte da arte vendida em esquinas é fútil e desigual. O trabalho então, não almeja solucionar os problemas, mas sim trazer a expressão de quem os vivencia.”

VÍDEO TEASER: MANOEL SIQUEIRA


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“Valderundestein” é o um projeto que busca unir a criatividade do poeta Vitor Hugo Lemes e do ilustrador Bergkamp Magalhães. Os trabalhos exploram vanguardas artísticas, com o surrealismo, o dadaísmo e a Geração Beat. São dotados de lirismos incatalogáveis, com versos e desenhos inspirados também na filosofia, na literatura e no cinema, de Jean Paul Sartre a David Cronenberg. Estes trabalhos estarão em exposição na Evoé durante o Confluências, primeira edição, e os artistas também realizarão com os interessados uma oficina sobre o processo criativo, em que os participantes poderão conversar e debater sobre as obras e também improvisar, na hora, versos e desenhos nascidos deste contexto.

Conheça mais: 12 POEMAS ILUSTRADOS – Por Vitor Hugo Lemes & Bergkamp Magalhães


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