POLIFONIA DE PINDORAMA – Coletânea de música brasileira [Janeiro de 2016 – 16 canções – 1 hora de duração]

POLIFONIA DE PINDORAMA
Coletânea de música brasileira
[Janeiro de 2016]

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Um país polifônico e plural como o Brasil, dotado de uma cultura musical tão diversificada e múltipla, merece que esta riqueza toda se manifeste em coletâneas que não tenham preocupações com a homogeneidade ou a ortodoxia. É um pouco este o ideal que anima a série de cyber-coletas Polifonia de Pindorama, que busca abrigar as diferenças sob o guarda-chuva da mesma mixtape, colocando elementos díspares para conviver e “reagir” (no sentido quase bioquímico do termo!). No caldeirão dos grooves e batuques, das melodias e harmonias, procuramos fornecer uma viagem cultural pelo país. (Ouça as coletas já publicadas nos últimos anos)

Neste 2016, a periodicidade da “fitinha” digital será mensal, estará disponível para streaming ou download, e trará a cada edição sempre 1 hora de música timbrada, selecionada com esmero dentre aquilo que mais tem encantado nossos tímpanos e estimulado nossos cérebros pelas vias do som. Lançamentos e clássicos entram na mesma ciranda: nesta edição, pepitas das antigas (Elza Soares, Candeia, Clara Nunes, Bezerra da Silva, Edu Lobo e Bethânia…) convivem com algumas das melhores novidades da música nacional (Boogarins, O Terno, Ventre, Cícero…).

Nosso foco é na produção musical que consegue incluir uma dimensão política, elementos de crítica social ou de crônica cotidiana, de modo a incidir sobre os nossos modos-de-vida coletivos. “A Babilônia vai cair”, promete Russo Passapusso no dub batucante do Baiana System (“Jah Jah Revolta”). Já os Boogarins, em revolta contra os prédios que não nos deixam ver o Sol, cometem uma “Avalanche” de psicodelia e eco que pretende liberar espaços solares num contexto urbano cinzento. É justamente “O Cinza” que o power-trio paulista O Terno comenta liricamente em canção que adiciona novos matizes ao “Não Existe Amor em SP” de Criolo.

Já o folk introspectivo e cheio de lirismo de Cícero – que de bobo não tem nada… – e o pós-rock experimental e angustioso do Ventre fornecem outras vertentes interessantes exploradas recentemente por artistas independentes que “correm todos os riscos”, como diz a linda faixa do Pó de Ser (que dá nome ao disco de estréia dos caras já destacado por aqui). Já Lenine marca presença em composição em parceria com Carlos Rennó, “Quede Água”, um verdadeiro tratado ecológico que vai fundo no diagnóstico do sistema que têm estraçalhado nossos recursos hídricos e assassinado a doçura de nossos rios agora enlameados por tóxicos.

Destacamos também figuras que ainda merecem ser mais conhecidas e reverenciadas – caso de Sidney Miller e Jards Macalé (que aqui aparece tocando uma canção de Sérgio Sampaio). Dentre as instrumentais, oferecemos um choro animado composto por Chiquinha Gonzaga, o “Corta Jaca”, a cargo de Abel Ferreira, além da versão big band jazz do maestro Quincy Jones para o “Desafinado” de Tom Jobim e Newton Mendonça (célebre na interpretação de João Gilberto).

Subam o volume e apreciem sem moderação!

POLIFONIA DE PINDORAMA
Coletânea de Música Brasileira – Edição Janeiro de 2016
16 canções – 1h de duração

OUÇABAIXE

  1. Elza Soares – “A Banca Do Distinto” (2:13)
  2. Boogarins – “Avalanche” (3:30)
  3. O Terno – “O Cinza” (3:24)
  4. Sidney Miller – “Maria Joana” (2:06)
  5. Clara Nunes – “Fuzuê” (3:50)
  6. Baiana System – “Jah Jah Revolta” (5:21)
  7. Pó de Ser – “A Dança da Canção Incerta” (5:22)
  8. Jards Macalé – “Velho Bandido” (de Sérgio Sampaio) (3:08)
  9. Quincy Jones – “Desafinado” (2:57)
  10. Bezerra da Silva – “Vítimas Da Sociedade” (3:04)
  11. Candeia – “Ouro, Desça do Seu Trono / Mil-Réis” (4:50)
  12. Abel Ferreira – “Corta Jaca” (de Chiquinha Gonzaga) (2:27)
  13. Cícero – “O bobo” (3:41)
  14. Edu Lobo & Maria Bethânia – “Borandá” (3:22)
  15. Lenine e Carlos Rennó – “Quede Água” (5:30)
  16. Ventre – “Peso do Corpo” (6:50)

Click PLAY e boa viagem!

“O PROGRESSO É MATO!” – COLETÂNEA DE MÚSICA GOIANA DO SÉCULO XXI (OUÇA JÁ: CARNE DOCE, BOOGARINS, PÓ DE SER, VIOLINS, DIEGO MASCATE E MUITO MAIS)

CAPA

Nesta coleta, agreguei numa cyberfita um pouco da fina flor sonora do Goyaz. São 13 canções que servem como um retrato caleidoscópico do efervescente cenário goiano de música alternativa em alguns de seus mais ilustres representantes: Carne Doce, Diego de Moraes, Boogarins, Violins, Black Drawing Chalks, Umbando, Chá de Gim, dentre outros. Do stoner chalkiano ao prog-rock do Caminhão Espacial, do comovido grito dos Vícios da Era à ironia grunge dos Violinos… Tem pra todos os gostos! Aprecie com pamonha e pequi! Ilustração da capa: Oscar Fortunato.

“O PROGRESSO É MATO!”
Coletânea de Música Goiana do Sec. XXI

01) Pó de Ser, “Bicho Urbano”
02) Carne Doce, “Sertão Urbano”
03) Boogarins, “Doce”
04) Umbando, “Olho Mágico”
05) Chá de Gim, “Zé”
06) Vícios Da Era, “Tudo Que Retrata O Amor”
07) Casa Bizantina, “Minha Liberdade”
08) Diego Mascate, “No Bastidor”
09) Orquestra Abstrata, “Scramble Pie”
10) Violins, “Grupo de Extermínio de Aberrações”
11) Black Drawing Chalks (oficial), “My Favorite Way”
12) Space Truck, “Back to Gyn”
13) Cambriana, “Sad Facts”

OUÇA JÁ