Caindo no Choro, no ponto de cultura A Casa de Vidro: show com Borandá e filmes “Brasileirinho” e “O Choro de Pixinguinha”

O Ponto de Cultura A Casa de Vidro, na 1ª edição do evento “Caindo no Choro”, celebra a força histórica e a vitalidade atual de um dos estilos de música popular mais importantes do Brasil, o choro: nesta sexta (07/02/2020), a casa acolhe um show de encantadora musicalidade com o grupo goianiense Borandá, tocando mais de 2 horas de repertório de choro – o trio é composto por Anderson Umbuzeiro (bandolim de 10 cordas, também integrante do grupo Diabo a Quatro), Leandro Mourão (Violão de 7 cordas) e Henry Francisco Ribeiro (percussão).

Também teremos uma mostra de documentários e clipes que iluminam a caminhada e a força do choro no presente, com destaque para “Brasileirinho – Grandes Encontros Do Choro” (2005, 90 min), documentário do finlandês Mika Kaurismäki, e o musical da EBC / TV BRASIL, “O Choro de Pixinguinha: Música Animada”, que serão exibidos na íntegra a partir das 18h. Show às 21h.

MOSTRA AUDIOVISUAL – Curadoria: Eduardo Carli de Moraes – Programação:

MÚSICA ANIMADA apresenta O CHORO DE PIXINGUINHA (Uma produção EBC – TV Brasil, Direção: Enio Puello, 50 min)
[youtube  id=https://www.youtube.com/watch?v=9vF3-DhcfP0]


BRASILEIRINHO – Grandes Encontros Do Choro (2005) – de Mika Kaurismäki

* EBC – TV BRASIL:  “Kaurismaki, finlandês radicado no Brasil, relembra no filme Brasileirinho, como foi o início do Choro no país, suas origens e os primeiros a aderirem ao novo estilo musical. O longa faz um retrato dos rumos que o popular chorinho tomou, mostrando quem são os adeptos desse gênero musical.

No final do século XIX, no Rio de Janeiro, os músicos pararam de compor e tocar no estilo europeu para misturar melodias europeias com ritmos africanos, gerando o choro. Aos poucos o gênero ganhou espaço nos salões de dança e nos palcos de teatro, sendo considerado a primeira expressão musical da emergente classe média da cidade.

Indicado na categoria Melhor Documentário no Jussi Awards (2007), o “Oscar finlandês”, o filme conta com a participação dos músicos: Paulo Moura, Yamandu Costa, Zé da Velha, Silvério Pontes, Joel do Bandolim, Jorginho do Pandeiro, Marcos Suzano, Maurício Carrilho, Luciana Rabello, Trio Madeira Brasil, Elza Soares, Guinga, Teresa Cristina, Grupo Semente, Zezé Gonzaga, Ademilde Fonseca. Reprise. 90 min.”

* Érika Borgo em Omelete: https://www.omelete.com.br/filmes/brasileirinho – “Diferente do que fez Wim Wenders em Buena Vista Social Club, por exemplo, filme que apressados teimam em comparar a Brasileirinho, Kaurismäki não está interessado nos exoticismos brasileiros. Seu filme é sobre a música, não sobre os músicos. Não há aprofundamentos de personagem – não sabemos como vivem os que ali são retratados – mas sabemos como, e onde, tocam.

A opção é louvável, pois tira do filme a aura “for export” que fatalmente ele teria se esmiuçasse as vidas do retratados – os “brasileiros sofredores”. O que se vê em Brasileirinho são apaixonados pela música e pelo estilo de vida do choro. Por outro lado, um pouco de atenção ao entorno não faria mal. Ok, o cineasta usa as belas paisagens do Rio de Janeiro como cenários para entrevistas e rodas de choro, mas faltou mostrar um pouco dos bares, das agremiações onde a música ganhou força – e segue firme. Também faltou um pouca da cultura do gênero – especialmente a da bebida, que aparece em praticamente todos os quadros, sempre nos cantinhos, ou como influência nos olhos vidrados de um dos músicos, mas jamais é abordada diretamente.

Há uma certa resistência da crítica também pela categorização como documentário, já que a grande maioria das cenas é nitidamente pré-combinada, planejada. Mas devo concordar com o próprio diretor, que explica que, sim, as rodas de choro foram montadas para o filme, o grande show ao final idem, mas que todos os depoimentos são espontâneos e não-roteirizados. Novamente, o interesse é exclusivamente a música, que permite grupos de 20, 30 pessoas tocando e improvisando juntas, e sua virtuosa execução. E nesse aspecto, o filme é impecável.”

 


SAIBA MAIS:

* Onde? 1ª Avenida, 974 – Setor Leste Universitário. Goiânia/GO.

* Quando? Sex, 07/02/2020

* Quanto? $10 de ingresso – contribuição aos artistas e produtores culturais.

* Que horas? A partir das 17h, discotecagem com grandes choros da história. A partir das 18h30, mostra de filmes (docs e curtas). A partir das 21h até 23h30, show com Borandá.

* Comes e bebes? Tapiocas veganas deliciosas com a Tapiocaria Lulastê: Renato Costa e Marcelle Veríssimo. Pra beber, breja (lata ou long neck), catuaba (Da Raça ou Selvagem), Sucos de polpa, Doses de cachaça, taças de vinho.

* Como acompanho A Casa de Vidro? Instragram @acasadevidro_pontodecultura; Site oficial: www.acasadevidro.com; Facebook: /blogacasadevidro

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

* Choro em Wikipedia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Choro

* EBC TV Brasil: http://tvbrasil.ebc.com.br/programadecinema/episodio/brasileirinho-3

OBS – Cartaz construído a partir de ilustração de Elifas Andreato representando Pixinguinha.


Conheça outras ilustrações de Elifas Andreato:

Show inédito de Ana Flor de Carvalho em Goiânia anima A Casa de Vidro (Sexta, 31/01/2020)

A Casa de Vidro Ponto de Cultura promoveu o show, inédito em Goiânia, de Ana Flor de Carvalho (página do evento no Facebook / reportagem no O Que Rola). Acompanhada por uma banda cheia de suingue e unida por laços sanguíneos, Flor dividiu o palco com seus irmãos Noel Carvalho (bateria), Daniel Pregnolatto (guitarra), Emanuel Pregnolatto (baixo) e amigo Marcos Galvel Morais (teclado) e propiciou uma noite envolvente com muita dança n’A Casa de Vidro.

FOTOS DO EVENTO – Por Fernandinha (@Maria Tatuaria)

RELEASE

Todo jardim precisa de terra boa, luz e muita água. Ana Flor de Carvalho, ou só FLOR, brota de um jardim fértil, nasce forte e tem tudo isso na sua música. A terra, o chão vem da sua ancestralidade, da sua relação com a cultura popular. É filha do mestre Tião Carvalho (Wikipedia – Cravo Albin) e, desde criança, conviveu com a música dentro de casa.


Flor vivenciou diversas expressões e matrizes da cultura popular brasileira em grupos como Cupuaçu (SP) e Flor de Pequi (GO). Mas, Flor também desbravou e continua a desbravar outros terrenos, como a banda Zafenate e o Forró do Assaré, e agora com este projeto solo e autoral.

A luz emana dela mesma – de dentro, do seu percurso da vida, do seu ser feminino. De temperamento intempestivo, FLOR está sempre de prontidão; não para o conflito, necessariamente, mas para os afetos – seja o amor ou não, mas sempre intensa. Sua música traz essa energia, fluindo de momentos rock n’roll e urbanos a outros, caipiras e idílicos.

A água vem da saliva, do verbo, gastado nos versos das canções. São canções que se alternam num movimento pendular, hora viscerais – explosivas e cheias de verdades pessoais -, hora debochadas – balançadas, auto irônicas, mas não menos verdadeiras. Entoadas por sua voz árida e potente, trazem a sensação que fazem qualquer sertão virar mar (ou um belo e estranho jardim).”

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Na próxima Sexta (31/01/2020), um lindo show com @oficialanaflor, acompanhada por músicos de primeira, aqui em @acasadevidro_pontodecultura! Banda: Noel Carvalho (@noel.som), @danielpregnolatto, @emanueleall, @marcosgalvel. Casa aberta a partir das 17h, show às 21h. Ingressos $10. Não percam, oportunidade única! E se liguem na promoção: marque 3 amigos nos comentários e concorra a um par de ingressos gratuitos. Resultado será divulgado no dia do evento. Saiba mais: "Todo jardim precisa de terra boa, luz e muita água. Ana Flor de Carvalho, ou só
FLOR, brota de um jardim fértil, nasce forte e tem tudo isso na sua música.
A terra, o chão vem da sua ancestralidade, da sua relação com a cultura popular. É
filha do mestre Tião Carvalho e, desde criança, conviveu com a música dentro de
casa. Vivenciou diversas expressões e matrizes da cultura popular brasileira em grupo
como Cupuaçu (SP) e Flor de Pequi (GO). Mas, Flor também desbravou e continua a
desbravar outros terrenos, como a banda Zafenate e o Forró do Assaré, e agora com
este projeto solo e autoral. A luz emana dela mesma – de dentro, do seu percurso da vida, do seu ser feminino.
De temperamento intempestivo, FLOR está sempre de prontidão; não para o conflito, necessariamente, mas para os afetos – seja o amor ou não, mas sempre intensa. Sua
música traz essa energia, fluindo de momentos rock n’roll e urbanos a outros, caipiras
e idílicos. A água vem da saliva, do verbo, gastado nos versos das canções. São canções que
se alternam num movimento pendular, hora viscerais – explosivas e cheias de
verdades pessoais -, hora debochadas – balançadas, auto irônicas, mas não menos
verdadeiras. Entoadas por sua voz árida e potente, trazem a sensação que fazem
qualquer sertão virar mar (ou um belo e estranho jardim)."

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OUÇA FLOR:

“Salomé” (Single)

“Delito” (Ao Vivo)

“Carroça” (Ao Vivo)

“Meu Xuxu” (Ao Vivo)

“Treta” (Ao Vivo)

Saiba mais

VERTENTES ARTÍSTICAS EM CONFLUÊNCIAS: A Casa de Vidro Ponto de Cultura promoveu, em sua inauguração, a 6ª edição do festival Confluências

O Ponto de Cultura A Casa de Vidro, localizado no Setor Universitário de Goiânia, promoveu sua inauguração oficial em Agosto de 2019. Realizamos, como evento inaugural, a 6ª edição do Confluências: Festival de Artes Integradas, que rolou em 31/08/19 em um dia de atividades que pôs as vertentes artísticas e as resistências políticas pra confluir. Assista abaixo o documentário curta-metragem que agrega um pouco da trajetória do “Conflu” nas suas 5 primeiras edições, e na sequência aprecie um pouco dos rastros e ecos deste sexto rolê:


CONFLUÊNCIAS #6

Houve a inauguração do mural na frente da casa com a obra “Guerrilha” de Diogo Rustoff (que também assina o cartaz do evento). A obra nasce dos bate-papos entre o produtor cultural (Edu Carli) e o grafiteiro Rustoff em que matutaram sobre a melhor representação gráfica da ideia de Artes Integradas em uma época como a nossa, em que vem triunfando o obscurantismo neofascista. No mural, quatro figuras, duas masculinas e duas femininas, empunham suas “armas” que atiram belezas e não balas: os livros, as câmeras, os violões, as tintas etc.

No grafite, atentem para um detalhe: o folk antifascista marca presença em uma das figuras do mural pois no Batalhão Cultural o artista Rustoff evocou o emblemático “This Machine Kills Fascists”, lema inscrito no violão do lendário Woody Guthrie, cantor e compositor que inspirou lendas da música politizada como Bob Dylan, Joe Strummer, Rage Against The Machine, dentre outros.

Rolou também a discotecagem temática “Tropicalismo Ontem e Hoje”, intercalando sonoridades tropicalientes do passado e do presente em seleção de Eduardo Carli de Moraes; escute os sons na nossa playlist do Spotify:

Houve também o lançamento do curta-metragem: “A Arte de (R)Existir” – Transexualidade em Goiânia, com projeção seguida de debate com as realizadoras: Daniela Alpa, Dani Bettini, Lays Vieira, seguido por bate-papo sobre o livro “Por Que Não Me Sinto Segura Dentro Da Minha Própria Casa? – A Chacina do Solar Bougainville”. Lançado em 2019, o livro foi apresentado por sua autora Maria Ramos e pelas ativistas do grupo Mães Pela Paz, além de participações do deputado Mauro Rubem e da representante do Comitê de Direitos Humanos Dom Tomás Balduíno, Angela Cristina Ferreira.

Para fechar a noite, tivemos shows com importantes figuras da música autoral alternativa do cenário goianiense: o quinteto Cabaré Lúdico (vulgo Cabi Ludus) e o cantor-compositor Rheuter (acompanhado por Fernanda e Pabli). Confira a cobertura:

FOTOGRAFIA – Por Ana Maria Maia || Perpettuart


NO ESTÚDIO CONFLUÊNCIAS… ENSAIO DOS CABI LUDUS:

VÍDEOS AO VIVO

Caliente show da banda Cabaré Lúdico (vulgo Cabi Ludus); neste vídeo, confira trechos da canção autoral “Galinha Papelada” e também da cover de “Bogotá” do Criolo. A banda é composta por Ênio (guitarra e voz), Akira (percussão e voz), Levi (baixo), Guilherme (trompete) e Rafael (guitarra). Filmagem e montagem por Eduardo Carli de Moraes. Goiânia, 31/08/2019.

VEJA TAMBÉM:

Rheuter interpreta “Nó Cego”, canção que lhe consagrou como campeão do 5º Juriti – Festival de Música e Poesia Encenada: