JORNALISMO DE VERDADE – Por José Arbex Jr. Sobre o livro “Rompendo o Cerco – A História do MST”, de Sue Branford e Jan Rocha

 

JORNALISMO DE VERDADE – Por José Arbex Jr.

Prefácio ao livro-reportagem de Sue Branford e Jan Rocha (Ed. Casa Amarela), Rompendo a Cerca, vencedor do Prêmio Vladimir Herzog 2004 [http://bit.ly/2pfbfpt]

Em “1984”, George Orwell cria uma fantástica metáfora para explicar os mecanismos utilizados pelo poder para produzir a amnésia social: a história é permanentemente reescrita, sempre de acordo com as conveniências dos mandatários de plantão. É perigoso ter ou cultivar a memória dos fatos, e muito pior – inimaginável – é olhar para o passado segundo uma perspectiva crítica.

Também no “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley a percepção dos acontecimentos cotidianos é fabricada por uma engenharia social arquitetada por poucos que sabem e conhecem a dinâmica real dos processos históricos. O tema se repete, com variações, em muitos outros clássicos da ficção, na literatura e no cinema, que se preocuparam com a formação das sociedades totalitárias.

Passando à implacável esfera do “mundo real”,Hannah Arendt nota que, de fato, a produção social do esquecimento é inerente ao exercício do poder nos regimes autoritários ou mesmo em boa parte dos sistemas dito democráticos. (…) Interessa, por exemplo, a George W. Bush apresentar Osama Bin Laden como um ícone do terror islâmico, desde que se esqueça que ele foi treinado e armado pela CIA, para ajudar a Casa Branca a combater a ocupação do Afeganistão pelo Exército Vermelho (1979-1989); da mesma forma, a partir de certo momento, passou a ser vantajoso para Washington acusar o ex-ditador iraquiano Saddam Hussein de ser o responsável pelo males do mundo, mas relegando ao mais profundo buraco negro da história o fato de ele ter sido armado pelos Estados Unidos, nos anos 80, com o objetivo de mover sua providencial guerra contra o Irã do aiatolá Khomeini.

Também interessa repetir à exaustão que o ataque às torres gêmeas, em 11 de Setembro de 2001, foi o “pior atentado terrorista da história”, pois isso ajuda a esquecer, entre outras coisas, o bombardeio atômico sobre a população civil de Hiroshima e Nagasáqui, em agosto de 1945.

Em todos esses casos, o poder instituído em determinado país conta, a não ser em situações excepcionais, com o apoio das corporações da chamada “grande mídia” nacional. Nada disso é novidade… No Brasil, em particular, a “fabricação do esquecimento” é feita com desenvoltura muito maior do que a encontrada em boa parte dos países europeus e nos EUA. A razão é simples: dados a extrema desigualdade social, o imenso número de analfabetos e a desorganização política da sociedade civil, a elite sempre foi capaz de, confortavelmente, contar ao seu modo a história do país. (…) Os movimentos populares e organizações de esquerda raramente conseguiram emplacar jornais de grande tiragem, e menos ainda diários. Em outros termos, no Brasil, talvez mais do que em qualquer outro grande país ocidental, o monopólio da narrativa histórica sempre foi exercido pelas elites.

Eric Hobsbawm: “Esta é a narrativa mais completa do que é, provavelmente, o mais ambicioso movimento social da América Latina contemporânea – leitura essencial para qualquer um que esteja interessado nesse continente.”

No Brasil contemporâneo, a cobertura das ações do MST é a mais pura, clara e nítida expressão dessa história. O MST é total e abertamente demonizado pelos maiores veículos da imprensa escrita, televisionada e radiofônica. Basta que o leitor compare o capítulo deste livro – “Rompendo a Cerca” (Cutting the Wire) – dedicado a descrever o esforço feito pelo MST para educar suas crianças e idosos, que nunca tiveram oportunidade de frequentar uma escola, com as descrições do movimento feitas pela mídia em geral.

O brilhante, exaustivo e minucioso trabalho de reportagem feito por Jan Rocha e Sue Branford, para além daquilo que representa em termos de contribuição para que a verdadeira história do MST não passe ao esquecimento, é também um daqueles momentos brilhantes que resgatam o sentido mais profundo da atividade jornalística. Se interessa sempre ao poder passar uma borracha na memória, a obrigação do jornalismo, ao contrário, é fazer aflorar as vozes que foram intimidadas e sufocadas, pois é aí – e não na versão oficial – que se encontra a notícia.

A vocação ética do jornalista, nesse sentido, deve se espelhar no anjo descrito por Walter Benjamin, em sua tese 9 sobre a história: sua ambição maior é deter o tempo, para permitir que fale a legião dos que foram atropelados pelos rumos implacáveis daquilo que se convenciona chamar “progresso”.

Jan e Sue fazem isso, com notável conhecimento de causa. Demonstram, sobretudo, uma grande capacidade de entender, ouvir e estabelecer uma relação de empatia com um povo que não fala sua língua natal, não se alimenta e não se veste como os de sua terra, nem adora os mesmos deuses. Eis aí outro componente fundamental do fazer jornalístico tão bem resgatado pelas autoras: a capacidade de traduzir o estrangeiro, de ser, por assim dizer, um correspondente, no sentido mais radical e profundo do termo.

Em uma época histórica tão fortemente marcada pela promiscuidade entre o poder de Estado e os órgãos da mídia, e em que se multiplicam ao infinito os casos de jornalistas que aceitam o papel de escribas oficiais da corte em troca de um punhado de reais ou dólares, é reconfortante saber que existem profissionais como Jan Rocha e Sue Branford. (ARBEX – LEIA MAIS)

Fotografia por Sebastião Salgado

 

“REVOLTA E MELANCOLIA – O Romantismo na contracorrente da modernidade”, uma obra de Michael Löwy e Robert Sayre (Boitempo, 2015)

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“REVOLTA E MELANCOLIA – O Romantismo na contracorrente da modernidade”

Uma obra de Michael Löwy e Robert Sayre. Ed. Boitempo Editorial, trad. Nair Fonseca, 2015.

“Indiquemos de pronto a essência de nossa concepção: para nós, o romantismo representa uma crítica da modernidade, isto é, da civilização capitalista, em nome de valores e ideais do passado (pré-capitalista, pré-moderno). Pode-se dizer que desde a sua origem o romantismo é iluminado pela dupla luz da estrela da Revolta e do ‘sol negro da Melancolia’ (Nerval). (…) No presente livro, a ‘modernidade” remeterá à civilização moderna engendrada pela Revolução Industrial e a generalização da economia de mercado. Como já foi constatado por Max Weber, as principais características da modernidade – o espírito de cálculo, o desencantamento do mundo, a racionalidade instrumental, a dominação burocrática – são inseparáveis do aparecimento do ‘espírito do capitalismo’.” (p. 38-39)

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“Dado que a sensibilidade romântica representa uma revolta contra a civilização criada pelo capitalismo, ela é portadora de um impulso anticapitalista. (…) O romantismo é uma crítica moderna da modernidade. Isso significa que, mesmo se revoltando contra ela, os românticos não poderiam deixar de ser profundamente influenciados por sua época. A visão romântica constitui uma autocrítica da modernidade. (…) De fato, na óptica romântica essa crítica está vinculada à experiência de uma perda; no real moderno uma coisa preciosa foi perdida, tanto no nível do indivíduo quanto no da humanidade. A visão romântica caracteriza-se pela convicção dolorosa e melancólica de que o presente carece de certos valores humanos essenciais, que foram alienados. Senso agudo de alienação, então, frequentemente vivido como exílio.

Há um desejo ardente de reencontrar o lar, retornar à pátria, no sentido espiritual, e é precisamente a nostalgia que está no âmago da atitude romântica. (…) O passado que é objeto dessa nostalgia pode ser inteiramente mitológico ou lendário, como na referência ao Éden, à Idade de Ouro, ou à Atlântida perdida. Contudo, mesmo nos inúmeros casos em que é bem real, sempre haverá uma idealização desse passado. A visão romântica toma um momento do passado real, no qual as características funestas da modernidade ainda não existiam e os valores humanos sufocados por ela ainda existiam, e transformam-no em utopia, moldam-no como encarnação das aspirações românticas… a imagem de um futuro sonhado, além do mundo atual, inscreve-se na evocação de uma era pré-capitalista.” (p. 43-44)

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“Na perspectiva orientada para uma realização futura – a de Shelley, Proudhon, William Morris e Walter Benjamin, por exemplo -, a lembrança do passado serve como arma na luta pelo futuro. (…) Repúdio à realidade social atual, experiência de perda, nostalgia melancólica e procura do que foi perdido: tais são os principais componentes da visão romântica. Mas o que se perdeu exatamente? Quais são os valores positivos do romantismo? São um conjunto de valores qualitativos, em oposição ao valor de troca… O primeiro desses grandes valores é a subjetividade do indivíduo, o desenvolvimento da riqueza do eu, em toda a profundeza e complexidade de sua afetividade, mas também em toda a liberdade de seu imaginário. (…) A exaltação romântica da subjetividade é uma das formas de resistência à reificação e (…) representa a revolta da subjetividade e da afetividade reprimidas, canalizadas e deformadas.” (47)

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“Numerosos são os românticos que sentem intuitivamente que todas as características negativas da sociedade moderna – a religião do deus Dinheiro, que Carlyle chama de ‘mamonismo’, o declínio de todos os valores e laços humanos qualitativos, (…) a morte da imaginação e do romanesco, a aborrecida uniformização da vida, a relação puramente ‘utilitária’ dos seres humanos entre si e com a natureza – decorrem desta fonte de corrupção: a quantificação mercantil. O envenenamento da vida social pelo dinheiro e o do ar pela fumaça industrial são entendidos por vários românticos como fenômenos paralelos, resultantes da mesma raiz perversa.

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Um exemplo para ilustrar o ato de acusação romântica contra a modernidade capitalista é Charles Dickens, um dos autores favoritos de Karl Marx – em “Tempos Difíceis” (1854) contêm uma expressão excepcionalmente articulada da crítica romântica à sociedade industrial. O espírito frio e quantificador da era industrial é magnificamente personificado por um ideólogo utilitarista e membro do Parlamento, Mister Thomas Gradgrind (senhor Triturador-Sob-Medida); a filosofia de Gradgrind era que ‘tudo devesse ser pago. Não se podia, em hipótese alguma, dar nada a ninguém, ou oferecer ajuda gratuita. A gratidão deveria ser abolida, e as virtudes que dela brotavam deveriam deixar de existir. Cada minuto da existência humana, do nascimento até a morte, deveria ser uma barganha diante de um guichê.’

Dickens também mostra em ‘Tempos Difíceis’ como a modernidade expulsou da vida material dos indivíduos qualidades como beleza, cor e imaginação, reduzindo-a a uma rotina fastidiosa, cansativa e uniforme. A cidade industrial moderna, Coketown, é descrita como ‘uma cidade de máquinas e chaminés altas, pelas quais se arrastavam perenes e intermináveis serpentes de fumaça, (…) feia cidadela onde a Natureza era mantida firmemente do lado de fora pelas mesmas paredes de tijolos que mantinham os ares e os gases letais do lado de dentro’; suas altas chaminés, lançando suas ‘baforadas venenosas’, escondiam o céu e o sol, e este estava ‘eternamente em eclipse’.” (59-60)

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“Existe uma dimensão romântica significativa, ou até realmente dominante, em Marx e Engels – uma dimensão que não foi enfatizada com muita frequência e que, em seguida, foi eliminada pelo marxismo ‘oficial’, tanto da 2ª quanto da 3ª Internacional: nos escritos de um Kautsky, um Plekhánov, um Bukharin, para não falar de Stalin, seria inútil procurar traços de uma herança romântica.

A dimensão romântica presente nos pais fundadores do marxismo torna-se mais central em certos autores que se intitulam marxistas, mas são marginais ou excêntricos em relação à ortodoxia – como William Morris, Ernst Bloch, E.O. Thompson, Raymond Williams, Henri Lefebvre.

Aparentemente, Marx não tinha nada em comum com o romantismo. É claro que, durante a juventude, ele não foi insensível às cores rutilantes da cultura romântica. Escolheu, durante os anos de estudo na Universidade de Bonn, os cursos do velho romântico Schlegel sobre Homero. Seus primeiros escritos – poemas, dramas, peças de teatro – têm a marca visível da literatura romântica (especialmente Hoffmann) e atestam uma revolta tipicamente romântica. Enfim, sua primeira tentativa de crítica a Hegel é profundamente influenciada pela ‘Naturphilosophie’ [filosofia da natureza] de Schelling.

Marx vê o capitalismo como um sistema que ‘transforma todo progresso econômico em uma calamidade pública’. É na análise das devastações sociais provocadas pela civilização capitalista – bem como em seu interesse pelas comunidades pré-capitalistas – que ele se junta, pelo menos em certa medida, à tradição romântica.

Tanto Marx como Engels tinham em alta conta certos críticos românticos do capitalismo industrial, em relação aos quais tinham uma dívida intelectual indiscutível. A obra de ambos foi significativamente influenciada não somente por economistas românticos como Sismondi ou o populista russo Nikolai Danielson, com o qual se corresponderam por 20 anos, mas também por escritores como Dickens e Balzac, por filósofos sociais como Carlyle, por historiadores da comunidade antiga como Maurer, Niebuhr e Morgan – sem falar dos socialistas românticos como Fourier, Leroux ou Moses Hess. Na realidade, o romantismo é uma fontes esquecidas de Marx e Engels, uma fonte que talvez seja tão importante para o trabalho deles quanto o neo-hegelianismo alemão ou o materialismo francês.” (120-121)

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“O principal objeto de ‘O Capital’ é a exploração do trabalho, a extração do mais-valor (ou mais-valia) pelos proprietários capitalistas dos meios de produção. Mas inclui também uma crítica radical da própria natureza do trabalho industrial moderno. Em sua acusação contra o caráter desumanizante do trabalho industrial-capitalista, sem dúvida, há uma ligação entre essa crítica e a dos românticos. É evidente que Marx, ao contrário de Ruskin, não sonha em restabelecer o artesanato medieval; no entanto, entende o trabalho industrial como uma forma social e culturalmente degradada em relação às qualidades humanas do trabalho pré-capitalista.

Marx, citando o livro de Engels, ‘A situação da classe trabalhadora na Inglaterra’, diz que com a máquina capitalista, o trabalho se torna um ‘meio de tortura’, é reduzido ‘à morna rotina de um trabalho desgastante e sem fim’ e que ‘assemelha-se ao suplício de Sísifo – o peso do trabalho, como o da rocha, recai sempre sobre o operário exausto’ (MARX, O Capital, Livro 1).

O operário é transformado em apêndice vivo de um mecanismo morto, obrigado a trabalhar com a ‘regularidade de uma peça de máquina’. No sistema industrial moderno, toda a organização do processo de trabalho esmaga a vitalidade, a liberdade e a independência do trabalhador. A esse quadro Marx acrescenta a descrição das condições materiais nas quais o trabalho é realizado: falta de espaço, de luz ou de ar, barulho ensurdecedor, atmosfera impregnada de pó, mutilações e homicídios cometidos pela máquina e uma infinidade de doenças relacionadas à ‘patologia industrial’.

A concepção marxiana do socialismo está intimamente ligada à crítica radical da civilização burguesa moderna. Pressupõe uma mudança qualitativa, uma nova cultura social, um novo modo de vida, um tipo de civilização diferente (…) que exige a emancipação do trabalho não somente pela ‘expropriação dos expropriadores’ e pelo controle do processo de produção, mas também por uma transformação completa da própria natureza do trabalho.

Nos ‘Grundrisse’ (1857-58), Marx diz que na comunidade socialista, o progresso técnico e a maquinaria reduzirão drasticamente o tempo do ‘trabalho necessário’ – o trabalho exigido para satisfazer as necessidades fundamentais da comunidade. A maior parte do tempo cotidiano será livre para o que ele denomina, seguindo Fourier, de trabalho atraente, isto é, um trabalho realmente livre, um trabalho que seja a autorealização do indivíduo. Tal trabalho não é simplesmente passatempo, mas pode exigir grande esforço e seriedade: Marx menciona como exemplo a composição musical.” (p. 130)

LÖWY e SAYRE.
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Como argumenta M. Löwy, o romantismo não deve ser compreendido apenas como uma escola literária do século XIX, mas como “algo muito mais vasto e profundo: a grande corrente de protesto contra a civilização capitalista/industrial moderna, em nome de valores do passado, que começa no século XVIII com Rousseau e que persiste, passando pela Frühromantik alemã, pelo simbolismo e pelo surrealismo, até os nossos dias. Trata-se, como o próprio Marx já constatara, de uma crítica que acompanha o capitalismo como uma sombra a ser arrastada desde o seu nascimento até o dia (bendito) de sua morte. Como estrutura de sensibilidade, estilo de pensamento, visão do mundo, o romantismo atravessa todos os domínios da cultura – a literatura, a poesia, as artes, a filosofia, a historiografia, a teologia, a política. Dilacerado entre nostalgia do passado e sonho do porvir, ele denuncia as desolações da modernidade burguesa: desencantamento do mundo, mecanização, reificação, quantificação, dissolução da comunidade humana. Apesar da referência permanente à idade de ouro perdida, o romantismo não é necessariamente retrógado: no decorrer de sua longa história, ele conheceu tanto formas reacionárias quanto formas revolucionárias.” (LÖWY, 2002. pg. 83)

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