A NAU DOS LOUCOS de Hieronymus Bosch + POEMA “Tu és o louco da imortal loucura…” de CRUZ E SOUZA (1861 – 1898)

Hieronymus Bosch (1450–1516) - LOUVRE

“A Nau dos Loucos” (à esq.), de Hieronymus Bosch (1450–1516) – LOUVRE

O ASSINALADO

Tu és o louco da imortal loucura;
O louco da loucura mais suprema.
A terra é sempre a tua negra algema,
Prende-te nela a extrema desventura.

Mas essa mesma algema de amargura,
Mas essa mesma desventura extrema;
Faz que tu’alma suplicando gema
E rebente em estrelas de ternura.

Tu és o poeta, o grande assinalado;
Que povoas o mundo despovoado
De belezas eternas, pouco a pouco.

Na natureza prodigiosa e rica,
Toda a audácia dos nervos justifica,
Os teus espasmos imortais de louco!

Cruz e Sousa

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