Re-eleição de Dilma comentada por Jean Wyllys, Cynara Menezes, Fernando Haddad, The Guardian, Sakamoto, dentre outros [A CASA DE VIDRO.COM]

Dilma Muda Mais

É TETRA! PT É ELEITO PARA A PRESIDÊNCIA PELA 4ª VEZ CONSECUTIVA

Jean Wyllys comenta a re-eleição da presidenta Dilma Roussef: “Não passarão, a gente disse — e não passaram! (…) Tem momentos históricos em que a gente precisa se unir para impedir um retrocesso, para não perder o que conquistamos, mesmo que esteja aquém dos nossos sonhos e utopias”, declarou Wyllys.

“A eleição do Aécio Neves teria sido uma tragédia para o Brasil não apenas pelo que ele mesmo representa, com sua arrogância machista, seu macartismo vintage, seu neoliberalismo radical e seu udenismo, falso como todo udenismo, mas também pelo conteúdo que sua campanha representou”, completou. [Jornal GGN]

O Brasil barrou o retrocesso… agora é expandir os avanços, nas redes e nas ruas, na demanda e na luta, puxando o PT pra esquerda com as múltiplas vozes dos movimentos sociais… Avante, MST – Movimento dos Trabalhadores Sem TerraPasse Livre São PauloMovimento Xingu Vivo para SempreNINJAJornal A Nova DemocraciaMtst Trabalhadores Sem Teto, Marcha da Maconha, PSOL (Partido Socialismo e Liberdade), Agência Pública, Mães de Maio, entre tantos outros corações valentes!

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EXISTE AMOR EM SP?

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Fernando Haddad (o provável candidato do PT à presidência em 2018?), na Avenida Paulista, discursa frente à multidão que comemora a re-eleição de Dilma Rousseff. Haddad garante que a reforma política será prioridade, que os entulhos autoritários da sociedade brasileira precisam ser superados, e que o Brasil não deve se cindir em dois mas abraçar sua unidade. Ele aproveita também para alfinetar a sórdida campanha de Aécio Neves e do PSDB, em conluio com a imprensa burguesa golpista (vulgoP.I.G.), bradando: “Não se vence eleição no tapetão!” Não há dúvidas de que a revista Veja, da Abril, não escapará de punições na justiça e boicotes da população após seu crime eleitoral. Confira o vídeo de Haddad:

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Cynara

“A elite brasileira e a imprensa que a representa odeiam, em primeiro lugar, Lula. Não porque Lula despreza as famílias que são donas dos meios de comunicação. É o contrário: Lula despreza as famílias que são donas dos meios de comunicação porque sempre foi maltratado por seus jornais, TVs e revistas, porque foi vítima de seu enorme preconceito de classe. A elite e a imprensa que a representa não suportam que não seja um dos seus que esteja à frente do poder no Brasil. Dilma Rousseff achou que podia seduzir a imprensa, atraí-la para seu lado. Doce ilusão. Foi um dos maiores erros do primeiro mandato e espero que corrija no segundo.” Cynara Menezes, a Socialista Morena

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COMO VOTOU O BRASIL:

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AMERICA LATINA

Líderes da América Latina, relata a Carta Capital, também celebram a re-eleição de Dilma Rousseff: os presidentes da Venezuela (Nicolás Maduro), do Equador (Rafael Correa) e da Argentina (Cristina Kirchner) mandam suas saudações à presidenta re-eleita. O sucessor de Chávez na presidência venezuelana, Maduro, manifestou-se pelo twitter: “Dilma venceu a guerra suja e a mentira” (uma menção às calúnias golpistas a que o PSDB de Aécio Neves recorreu, em conluio com a imprensa burguesa?) “Pôde mais a verdade de um povo que mira o futuro com esperança.” Pelo jeito, a VEJA pode até esbravejar e a Rede Globo pode até espernear, mas nos próximos anos a reforma da mídia e a reforma política vão ser top-prioridade do governo federal e do PT, assim como a estreitação dos laços e dos intercâmbios latino-americanos, para horror dos paranóicos reacionários que tem pavor do “bolivarismo”… 

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REPERCUSSÃO INTERNACIONAL: THE GUARDIAN

Glenn Greenwald

Dilma Rousseff pledges unity after narrow Brazil election victory

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Leia também:

 

Dois Brasis Em Embate: #Eleições2014 @ A CASA DE VIDRO (http://www.acasadevidro.com)

Dilma Campanha

Campanha de Dilma Roussef, na foto acompanhada pelo ex-presidente Lula, o prefeito de São Paulo Fernando Haddad, e o deputado e liderança do PSOL Jean Wyllys.

“Ganhe ou perca Dilma Rousseff (e o Ibope e Datafolha repetem a vantagem dela sobre o adversário tucano Aécio Neves), o PT fez nesta empolgante jornada eleitoral do segundo turno a sua campanha mais autêntica desde 1989.

Em vez dos slogans limpinhos e brilhantes dos marqueteiros, o que se viu foi a multiplicidade de vozes, sotaques, reivindicações e cores.

Se, na campanha do primeiro turno, Dilma aparecia um dia em um templo evangélico – e no seguinte também –, nesta, ela surgiu em ato na periferia de São Paulo ladeada por representante devidamente paramentada de uma religião de matriz africana. E defendeu, ao lado do imprescindível Jean Wyllys, do PSOL, a criminalização da homofobia, para horror do fundamentalismo religioso de Marco Feliciano e Silas Malafaia.

Foi uma Dilma ativista dos Direitos Humanos a que se viu –comprometida com a luta “contra a discriminação da juventude negra deste país, contra os ‘autos de resistência’, contra esse morticínio”, disse ela em Itaquera, bairro da zona leste paulistana. (Os “autos de resistência” são instrumentos jurídicos que têm servido para mascarar os homicídios praticados pela Polícia Militar, acusando as vítimas de ter tentado resistir à abordagem policial.)

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“Achei foda a Dilma falar de ‘auto de resistência’… Foi bem bonito hoje. Tô emocionado e acho que isso aqui hoje é histórico. Nunca fui tão convicto para as urnas igual eu vou no dia 26. É 13 mesmo!”, declarou ao fim do ato o rapper Emicida, uma das maiores referências do hip hop nacional.

Saíram do proscênio os petistas amigos de banqueiros e do agronegócio e entraram outros tipos de dirigentes, mais ligados à militância das ruas, como o ex-ministro da Cultura Juca Ferreira e o ex-ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social Franklin Martins –ambos escanteados durante o primeiro governo Dilma.

Eles ajudaram a campanha petista a desenvolver o encantamento da “continuidade que segue sonhando”, esvaziando o discurso meramente mudancista da oposicão.

Foi como transfundir sangue em paciente anêmico. “Em vez da medíocre e derrotista política do possível, a grandiosidade de lutar para tornar possível o impossível”, conforme descreveu um militante.

O resultado tem sido o reencontro do PT com a espontaneidade das ruas. Se, em outras campanhas abundavam as monótonas camisetas distribuídas gratuitamente pelos comitês eleitorais, nesta, são os militantes que fazem a moda-PT, usando o avatar que inunda as redes sociais, de uma Dilma guerrilheira, retratada ainda jovem e de óculos. Nos comícios petistas em Recife e São Paulo, garotos levavam suas camisetas para serem impressas com silk screen ali mesmo.

Do lado de Aécio Neves, uma militância também aguerrida tem disputado as ruas, com uma narrativa bem diferente. Na concentração realizada no largo da Batata, em Pinheiros, na quarta-feira, 22/outubro, colada ao centro fashion-financeiro da avenida Faria Lima, os tucanos (Fernando Henrique Cardoso presente) gritavam em uníssono “Fora PT! Viva a PM!”

Como se vê, da atual campanha pode-se dizer tudo. Menos que tenha sido despolitizada. Os dois projetos de Brasil estão expostos em toda a sua nudez. Que falem as urnas.

Laura Capiglione, publicada no Yahoo.
Via Mídia Ninja.

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11de setembro
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P.S.

O P.I.G. E SEU CANDIDATO, AÉCIO NEVER

Qualquer cidadão brasileiro que tenha ficado indignado com o #DesesperoDaVeja, que conduziu a revista da Abril a realizar crime eleitoral através da calúnia e da difamação mais desavergonhadas, faz um favor a todos a nós nesta ampla pátria que sonhamos como um futuro melhor para as comunicações no Brasil ao recusar-se a votar em Aécio Neves, o candidato do P.I.G. (o Partido da Imprensa Golpista). O modo como Aécio e a mídia corporativa agiram nesta reta final é mais um imenso argumento contra sua pretensão, cambaleante, de tornar-se presidente da República: Aécio age como Silvio Berlusconi, o tirano italiano hoje já afastado do cargo e condenado na justiça.

O Tucanato faz tempo que pensa na mídia como sua serviçal, sua putinha de luxo, que publicará tudo o que PSDB pagar de jabá. Geraldo Alckmin dá uma dinheirama de dinheiro público para a Veja, e quem sofre a infelicidade de ter que ler o panfletário hebdomadário tucano são as crianças paulistas do sistema público de ensino (pô, Geraldinho, não as exponha a tal tortura, a tal lavagem cerebral! Dê-lhes Júlio Verne, dê-lhes Ziraldo, mas não estraçalhe mentes com o jornalixo vejístico!).

A Rede Globo – que na última hora parece ter desistido de acompanhar Veja na tentativa de golpe – deve ter se contido por medo, de modo que Junho de 2013 até que serviu para alguma coisa: obrigado aos Black Blocs que expulsaram repórteres do P.I.G., e ativistas que pintaram com esterco a sede da TV Globo no Rio de Janeiro. Eles mereciam muito mais do que uma salva de vaias na lingagem da merda: nunca fomos devidamente informados pela Rede Globo da Privataria Tucana da Era FHC (comandada pela parentada de José Serra, como o livro de Amaury Jr. documenta com farto material comprobatório). A mesma Globo teria a cara-de-pau de ficar apontando o dedo para o PT como se ele fosse o mais sórdido e horrendo dos antros de corrupção, quando a própria Globo é acusada de tentar ludibriar o Fisco, furtando aos cofres públicos um valor que devia ser pago que ultrapassa os 500 milhões de reais?

Tanto Globo quanto Veja tem que responder na justiça e diante do povo brasileiro por seus crimes, pela sistemática desinformação que veiculam, pela perseguição política contra o PT que os torna bem assemelhados aos magnatas elitistas da imprensa venezuelana em sua campanha neurótica contra o “bolivarismo”.

Aécio Neves, que é notório censor da imprensa em MG, que pensa poder ser o caubói que “põe ordem na Internet” (através do ataque a blogueiros e jornalistas independentes), que é um empresário com capitais aplicados na imprensa corporativa mineira incapaz de respeitar a liberdade de imprensa e opinião, é uma péssima escolha para a democracia do Brasil que precisa urgentemente ser refrescada e renovada por projetos extraordinários e brilhantes como a Mídia Ninja, A Nova Democracia, Outras Palavras, Pública, dentre outras.

Avante, juntos, fiéis ao commons, não vamos permitir que a praga do P.I.G. prossiga. “Don’t hate the media… become the media!”

Eduardo Carli de Moraes

Imprensa
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Privataria Tucana. A gente nao ve por aqui