XVI Encontro de Culturas Tradicionais @ Chapada dos Veadeiros: 15 a 30 de julho de 2016 na Vila de São Jorge

XVI Encontro de Culturas Tradicionais
De 15 a 30 de julho de 2016
Vila de São Jorge · Chapada dos Veadeiros · Goiás
http://www.encontrodeculturas.com.br/2016/

“Há 16 anos, em toda segunda quinzena do mês de julho, o Brasil se encontra na Chapada dos Veadeiros. Um Brasil que gostamos de chamar de profundo. Profundo geograficamente e em sua sabedoria. A vila de São Jorge, já tão abençoada com sua comunidade local, forte e batalhadora, recebe representantes de diversos povos como o seu. Durante 15 dias, os olhos do mundo se voltam aos interiores, às roças, às aldeias indígenas, aos remanescentes quilombolas, aos pequenos produtores, artesãos, raizeiros, rezadeiras, parteiras, batuqueiros, aos artistas do povo. Aqui, fazemos música, dançamos, rezamos, debatemos, denunciamos, comemos, bebemos, compartilhamos, nos emocionamos – nos entregamos à celebração de um grande encontro de saberes e fazeres. No Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, nos reconhecemos como brasileiros, compreendendo o quão complexa é essa definição.

4 edições

Darcy Ribeiro afirmava que “o povo que não conheça ou queira ignorar suas raízes culturais corre o risco de não avaliar corretamente sua realidade”. Em 2016, estamos em um momento propício para reflexão, diante de um governo que não compreende o lugar da cultura no projeto nacional. A extinção de políticas voltadas às mulheres, ao movimento agrário e aos direitos humanos é um retrocesso. A possibilidade da indicação de membros das bancadas ruralista e evangélica ao comando da Funai, assustadora. Diante deste cenário, a 16ª edição do Encontro de Culturas chega com uma boa notícia: nós não esmorecemos. Este ano, mais do que nunca, nos colocamos como um evento de resistência. Continuamos na luta pela construção de um Brasil verdadeiro.

Desde o início, o Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros incentivou grandes trocas. Para nos garantir como um evento transformador, aprendemos a lidar com as tecnologias sociais dos grupos tradicionais que recebemos e com eles construir diferentes espaços de conhecimento e formulação de estratégias que compreendam suas necessidades, demandas e dinâmicas, a fim de que, ao final, eles de fato se beneficiem. Foi assim que os povos tradicionais e indígenas tomaram para si o Encontro de Culturas como uma agenda coletiva de seus calendários e imaginário, mesmo com as dificuldades financeiras que muitas vezes ameaçam sua participação e a continuação do evento.

É por eles que continuamos. E por todos aqueles que de alguma forma se deixaram transformar pelos encontros que viveram em nosso grande Encontro. Também pelos tantos outros que virão. Nosso nome é pronto, como diz Seu Otávio, grande parceiro Kalunga. Quando dizemos que vamos, nós vamos mesmo. Coisa de gente da roça, pra quem palavra e confiança são as coisas mais importantes que se pode conquistar. Guiados pela fé, que não costuma faiá, preparem o coração. O XVI Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros vai começar.”

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PROGRAMAÇÃO NO AR!

Confira tudo o que vai rolar no XVI Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, de 15 a 30 de julho

A primeira etapa do Encontro começa com a Aldeia Multiétnica, de 15 a 22 de julho, quando receberemos cerca de nove etnias indígenas de diversas regiões do Brasil para uma semana de intercâmbio cultural. Entre elas, estão Fulni-ô, Kayapó, Krahô, povos do Alto Xingu, Guarani Mbya, Dessana, Xavante. Convidados como Denilson Baniwa, da Rádio Yandê, Rodrigo Siqueira, diretor deÍndio Cidadão, representantes do poder público, fotógrafos, cineastas e comunicadores vão compor rodas de prosa e oficinas ligadas ao tema do evento comemorativo deste ano: “10 anos de Aldeia Multiétnica: Comunicação, Saberes Tradicionais e Novas Linguagens”. Pautas importantes como saúde, educação escolar, afirmação da identidade indígena, conservação de sementes tradicionais e crioulas, segurança alimentar e sabedoria dos ciclos femininos também serão abordadas, como é prezado em todas as edições do evento. Ainda dá tempo de se inscrever pelo site www.aldeiamultietnica.com.br e garantir uma vaga.

Na Aldeia Multiétnica, respeitamos a dinâmica indígena, que é naturalmente mais livre. Por isso, a programação nunca é fechada: pode mudar a qualquer momento, conforme as decisões das lideranças. No dia 22 de julho, como manda a tradição, ao final da vivência na Aldeia os indígenas se direcionam à Vila de São Jorge e passam o “comando” da festa aos remanescentes quilombolas da Comunidade Kalunga e aos povos e comunidades tradicionais convidados. Até o dia 30, a vila será tomada por atividades, como shows, apresentações dos grupos de cultura tradicional, oficinas, rodas de prosa, intervenções artísticas e espetáculos teatrais.

Este ano, pela primeira vez, o Encontro de Culturas recebe o I Encontro de Raizeiros e Pajés na Chapada dos Veadeiros, que acontecerá de 20 a 22 de julho, na Aldeia Multiétnica, e o Encontro de Lideranças Negras, que será realizado de 23 a 25 de julho em São Jorge. A Feira de Experiências Sustentáveis do Cerrado, montada pelo terceiro ano consecutivo com o patrocínio do Sebrae, é um dos destaques desta edição e contará com 14 estandes, que terão como foco a economia criativa do Nordeste Goiano.

A programação cultural contará com a participação das cinco comunidades precursoras do evento, representantes da região da Chapada dos Veadeiros: a Caçada da Rainha de Colinas do Sul, a Comunidade do Sítio Histórico Kalunga, o Congo de Niquelândia e a Folia de Crixás.

Além destes grupos, a 16ª edição terá atrações selecionadas mediante edital lançado neste site. Foram 177 propostas, enviadas das cinco regiões do país, das quais a curadoria selecionou 24 para a composição da programação artística e de parte das oficinas em 2016. Já está confirmada a participação de artistas como Mariana AydarMestrinho, grupo BerimbrownGabriel LevyCaixeiras do Divino da Casa Fanti Ashanti e o grupo mexicano Danza Del Venado. Esta edição também contará com o Dia da Lavadeira, realizado em 26 de julho, uma releitura da tradicional Festa da Lavadeira, permeada pelas cores do maracatu e do samba de coco, marcantes na cultura pernambucana.

Também teremos três mostras de cinema ao ar livre: o Cineclube Brasileirando (15 a 30/07), oCinesolar (29 e 30/07) e o Projeto Cineclube na Praça (25 a 28/07), promovido pela UEG (Universidade Estadual de Goiás).

O Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros é um festival vivo, portanto a programação está sujeita a modificações. Sugerimos que não se atente a isso: entregue-se à celebração e deixe-se guiar pela energia que vibra pelas culturas tradicionais e pela Chapada dos Veadeiros.

Está chegando!

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Kickante
CONTRIBUA COM A CULTURA TRADICIONAL BRASILEIRA

“Há 16 anos, o Encontro de Culturas Tradicionais é realizado na Vila de São Jorge, na Chapada dos Veadeiros, com atividades gratuitas a todos. Um grande trabalho coletivo que reúne expressões culturais tradicionais de todo o Brasil. Este ano, pedimos a colaboração de todos para realizar nossa XVI edição. Escolhemos a cultura quilombola de nossos parceiros do Sítio Histórico Kalunga, o maior remanescente quilombola do Brasil, para chegar até vocês.

As recompensas para cada doação vêm diretamente de lá. Candeias, caixas de folia, tapetes feitos por nossa rainha Dona Dainda, buracas e uma viagem incrível, em agosto, até o Vão de Almas, quando acontece o Império do Divino Espírito Santo, uma das celebrações mais importantes desse povo e das mais bonitas de nosso País.

É muito fácil contribuir:

> Abra o link www.kickante.com.br/kalungas
> Clique no ícone “Quero contribuir!”
> Selecione a quantia com que pode colaborar
> Escolha a opção de pagamento: cartão de crédito ou boleto

Pronto! Colaborando, você contribui com a valorização da cultura tradicional brasileira e recebe em casa produtos únicos que expressam a riqueza da cultura quilombola.

Temos um mês para atingir nossa meta! Contamos com você para chegar ao valor que precisamos. A doação pode não fazer diferença no seu bolso, mas no nosso será fundamental para a realização de mais um encontro.

Compartilhe com todos os seus amigos! Convide a todos para este evento e nos ajude a divulgar a campanha.”

Encontro de CulturasCasa de Cultura Cavaleiro de Jorge

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NOTA DO EDITOR D’A CASA DE VIDRO: Estarei lá cobrindo o evento após ter sido selecionado pelo Edital de Voluntários de Produção e Comunicação para XVI Encontro de Culturas e postarei a cobertura oficial tb em A Casa de Vidro (fotos, vídeos e textos!). Mantenham-se antenados! (E. Carli de Moraes)


CONVENÇÃO SOBRE A PROTEÇÃO E PROMOÇÃO DA DIVERSIDADE DAS EXPRESSÕES CULTURAIS – UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura)

“A UNESCO é a única agência das Nações Unidas encarregada da cultura. O texto da sua Constituição (1946) lhe confia o duplo mandato de promover uma “salutar diversidade de culturas” e facilitar o “trânsito livre de idéias pelas palavras e imagens”.

Esses princípios fundamentais de diversidade e liberdade para o avanço da compreensão mútua operam sempre lado a lado na meta da Organização de assegurar a “orquestração de diferentes culturas, não rumo à uniformidade, mas, sim, à unidade na diversidade, para que os seres humanos não se fechem em suas próprias culturas, mas que compartilhem as riquezas de uma única cultura mundial diversificada (Relatório do Diretor-Geral, 1947).

A UNESCO faz da busca por essa meta – que se baseia não apenas no reconhecimento da diversidade, mas também nas oportunidades de um maior diálogo que ela oferece – o cerne de sua missão, renovando constantemente as suas abordagens e atividades. Essa atitude se consolida no reconhecimento da igual dignidade de todas as culturas, o respeito pelos direitos culturais, a formulação de políticas culturais pela promoção da diversidade, a promoção de um pluralismo construtivo, a preservação do patrimônio cultural etc.

Enquanto a cultura permanece, na UNESCO, uma plataforma essencial para a construção da paz nas mentes de homens e mulheres, a transformação gradual do ambiente internacional gerou mudanças nas abordagens conceituais, nos programas e nas formas de ação da Organização. Por que uma Convenção?

PARA CONTRIBUIR AO DESENVOLVIMENTO DA NOÇÃO DE CULTURA

Tendo sido por muito tempo vista pelo ângulo das belas artes e da literatura, a cultura abrange um campo muito mais amplo: “a cultura deve ser considerada como um conjunto distinto de elementos espirituais, materiais, intelectuais e emocionais de uma sociedade ou de um grupo social. Além da arte e da literatura, ela abarca também os estilos de vida, modos de convivência, sistemas de valores, tradições e crenças (Preâmbulo da Declaração Universal de Diversidade Cultural da UNESCO, 2001).

Em retrospectiva, é possível identificar quatro etapas principais na transformação do sentido e das funções atribuídas à cultura. Naturalmente, essas etapas não são rigorosamente separadas; do mesmo modo, as atividades conduzidas em cada uma delas prosseguiram durante as etapas seguintes:

(i) A ampliação do conceito de cultura como produção de arte, de modo a incluir a noção de identidade cultural (anos 50 e 60). Durante esse período, a UNESCO buscou defender culturas em resposta a situações específicas, tais como os contextos de descolonização, ao reconhecer a igual dignidade das culturas;

(ii) A construção da consciência de vínculo entre cultura e desenvolvimento como fundamento da cooperação internacional e da solidariedade para com os países em desenvolvimento (anos 70 e 80). Durante esse período e juntamente com as atividades anteriormente iniciadas, a UNESCO passou a enfatizar o intercâmbio recíproco dos países e das sociedades, de modo a tornar possível o estabelecimento de parcerias em igualdade entre os mesmos;

(iii) O reconhecimento das aspirações e bases culturais na construção das democracias (anos 80 e 90). Durante esse período, a Organização demonstrou ciência das várias formas de discriminação e exclusão vividas por pessoas que pertencem a minorias, povos indígenas e populações imigrantes;

(iv) O aprimoramento do diálogo entre culturas e civilizações em sua rica diversidade, considerada como patrimônio comum da humanidade pela UNESCO em sua Declaração Universal da Diversidade Cultural (anos 90 e 2000).

Em consonância com a definição mais ampla de cultura, a Declaração lida com o duplo desafio da diversidade cultural: por um lado, ao assegurar a interação harmônica entre pessoas e grupos com identidades culturais plurais, variadas e dinâmicas, bem como o desejo da vida em conjunto; e, por outro, ao defender a diversidade criadora, ou seja, a grande variedade de formas pelas quais as culturas revelam as suas próprias expressões tradicionais e contemporâneas no espaço e no tempo. Durante esse período, a UNESCO buscou atender às necessidades das sociedades cujo caráter plural foi ampliado pelo acelerado processo de globalização.

Por ser um processo contínuo, flexível e mutável, a cultura remodela o seu próprio patrimônio material e imaterial, enquanto novas formas de expressão são geradas, revelando, assim, a sua infinita diversidade. Em meio a um ambiente internacional em constante mudança, a UNESCO sempre buscou trazer soluções práticas para os desafios específicos apresentados por cada momento histórico. Com sua capacidade de promover o diálogo e a criatividade, a diversidade cultural se mostra como condição essencial para a paz e para o desenvolvimento sustentável.”

Convenção da Unesco

ACESSE:

CONVENÇÃO SOBRE A PROTEÇÃO E PROMOÇÃO DIVERSIDADE DAS EXPRESSÕES CULTURAIS

UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura)

Texto ratificado pelo Brasil por meio do Decreto Legislativo 485/2006

URL: http://unesdoc.unesco.org/images/0015/001502/150224por.pdf

A Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura, em sua 33ª reunião, celebrada em Paris, de 03 a 21 de outubro de 2005,

Afirmando que a diversidade cultural é uma característica essencial da humanidade,

Ciente de que a diversidade cultural constitui patrimônio comum da humanidade, a ser valorizado e cultivado em benefício de todos,

Sabendo que a diversidade cultural cria um mundo rico e variado que aumenta a gama de possibilidades e nutre as capacidades e valores humanos, constituindo, assim, um dos principais motores do desenvolvimento sustentável das comunidades, povos e nações,

Recordando que a diversidade cultural, ao florescer em um ambiente de democracia, tolerância, justiça social e mútuo respeito entre povos e culturas, é indispensável para a paz e a segurança no plano local, nacional e internacional,

Celebrando a importância da diversidade cultural para a plena realiza- ção dos direitos humanos e das liberdades fundamentais proclamados na Declaração Universal dos Direitos do Homem e outros instrumentos universalmente reconhecidos,

Destacando a necessidade de incorporar a cultura como elemento estratégico das políticas de desenvolvimento nacionais e internacionais, bem como da cooperação internacional para o desenvolvimento, e tendo igualmente em conta a Declaração do Milênio das Nações Unidas (2000), com sua ênfase na erradicação da pobreza,

Considerando que a cultura assume formas diversas através do tempo e do espaço, e que esta diversidade se manifesta na originalidade e na pluralidade das identidades, assim como nas expressões culturais dos povos e das sociedades que formam a humanidade,

Reconhecendo a importância dos conhecimentos tradicionais como fonte de riqueza material e imaterial, e, em particular, dos sistemas de conhecimento das populações indígenas, e sua contribuição positiva para o desenvolvimento sustentável, assim como a necessidade de assegurar sua adequada proteção e promoção,

Reconhecendo a necessidade de adotar medidas para proteger a diversidade das expressões culturais incluindo seus conteúdos, especialmente nas situações em que expressões culturais possam estar ameaçadas de extinção ou de grave deterioração,

Enfatizando a importância da cultura para a coesão social em geral, e, em particular, o seu potencial para a melhoria da condição da mulher e de seu papel na sociedade,

Ciente de que a diversidade cultural se fortalece mediante a livre circulação de idéias e se nutre das trocas constantes e da interação entre culturas,

Reafirmando que a liberdade de pensamento, expressão e informação, bem como a diversidade da mídia, possibilitam o florescimento das expressões culturais nas sociedades,

Reconhecendo que a diversidade das expressões culturais, incluindo as expressões culturais tradicionais, é um fator importante, que possibilita aos indivíduos e aos povos expressarem e compartilharem com outros as suas idéias e valores,

Recordando que a diversidade lingüística constitui elemento fundamental da diversidade cultural, e reafirmando o papel fundamental que a educação desempenha na proteção e promoção das expressões culturais,

Tendo em conta a importância da vitalidade das culturas para todos, incluindo as pessoas que pertencem a minorias e povos indígenas, tal como se manifesta em sua liberdade de criar, difundir e distribuir as suas expressões culturais tradicionais, bem como de ter acesso a elas, de modo a favorecer o seu próprio desenvolvimento,

Sublinhando o papel essencial da interação e da criatividade culturais, que nutrem e renovam as expressões culturais, e fortalecem o papel desempenhado por aqueles que participam no desenvolvimento da cultura para o progresso da sociedade como um todo,

Reconhecendo a importância dos direitos da propriedade intelectual para a manutenção das pessoas que participam da criatividade cultural,

Convencida de que as atividades, bens e serviços culturais possuem dupla natureza, tanto econômica quanto cultural, uma vez que são portadores de identidades, valores e significados, não devendo, portanto, ser tratados como se tivessem valor meramente comercial,

Constatando que os processos de globalização, facilitado pela rápida evolução das tecnologias de comunicação e informação, apesar de proporcionarem condições inéditas para que se intensifique a interação entre culturas, constituem também um desafio para a diversidade cultural, especialmente no que diz respeito aos riscos de desequilíbrios entre países ricos e pobres,

Ciente do mandato específico confiado à UNESCO para assegurar o respeito à diversidade das culturas e recomendar os acordos internacionais que julgue necessários para promover a livre circulação de idéias por meio da palavra e da imagem,

Referindo-se às disposições dos instrumentos internacionais adotados pela UNESCO relativos à diversidade cultural e ao exercício dos direitos culturais, em particular a Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural, de 2001,

Adota, em 20 de outubro de 2005, a presente Convenção.

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