INFILTRADO NA KLAN – Espremido entre os Panteras Negras e a KKK, um policial negro protagoniza o novo filmaço de Spike Lee

“BlacKkKlansman – Infiltrado na Klan”, um filme de Spike Lee (2018, 130 min)

Leia em BBC News Brasil: a extraordinária história do policial negro que se infiltrou na Ku Klux Klan.

Assista também a entrevista do cineasta à BBC sobre Donald Trump e a ascensão da Direita:

SUPREMACISMO BRANCO: UMA ESTUPIDEZ QUE AINDA RELINCHA

Assim que Trump assumiu a presidência dos EUA em 2016, os caras da Ku Klux Klan já foram saindo dos armários e reacendendo suas tochas. Um supremacista branco dentro da Casa Branca era tudo o que a KKK queria para se sentir autorizada a voltar a tocar o terror com suas práticas racistas, xenofóbicas e fundamentalistas. Na cidade de Charlottesville, no Estado da Virgínia, os ânimos se acirraram em Agosto de 2017:

O caos se apoderou neste sábado (13) de Charlottesville, uma pacata cidade de 45 mil habitantes na Virgínia, nos Estados Unidos. A maior marcha dos supremacistas brancos nos últimos anos nos EUA  levou a confrontos com manifestantes contrários aos racistas e deixou três mortos, uma mulher de 32 anos e dois policiais, pelo menos 34 feridos e um número indeterminado de pessoas presas. A mulher morreu depois que um carro foi jogado contra manifestantes críticos aos grupos racistas. Foi um crime “premeditado”, disse a polícia. [LEIA A REPORTAGEM DO EL PAÍS]

Este é o pano-de-fundo para um dos maiores cineastas vivos, Spike Lee, expressar com sua maestria costumeira os conflitos étnico-raciais na nação que, após 8 anos sendo governada por Barack Obama, o primeiro afroamericano a ocupar tal posição na história do país, hoje convive com a “governança” ultra-liberal de um empresário bilionário, racista e de extrema-direita. Que aplica à risca a Shock Doctrine conceituada por Naomi Klein, e que é também a plataforma “Pinochetista” de Bolsonaro para o Brasil.

A Era Trump é aquilo que emerge na tela, no fim de BlacKkKlansman, em cenas documentais que mostram todo o caos e violência que saíram de controle em Charlottesville – inclusive a mais chocante de todas as ocorrências: um carro, dirigido por alguém que só pode ser corretamente descrito como um psicopata fascista, acelera contra a multidão de pessoas que protesta contra o racismo e que defende Black Lives Matter (Vidas Negras Importam). São dezenas de pessoas atropeladas, que tem seus ossos fraturados, que perdem seus dentes, ou que ficam banhadas em sangue e mutiladas para a vida. Uma delas, Heather Heyer, morreu. E à ela o filme dedica seu réquiem.

White nationalists carry torches on the grounds of the University of Virginia, on the eve of a planned Unite The Right rally in Charlottesville, Virginia, U.S. August 11, 2017. Picture taken August 11, 2017. Alejandro Alvarez/News2Share via REUTERS.

 

A demonstrator holds signs during a rally in response to the Charlottesville, Virginia car attack on counter-protesters after the “Unite the Right” rally organized by white nationalists, in Oakland, California, U.S., August 12, 2017. Picture taken August 12, 2017. REUTERS/Stephen Lam

 

A photograph of Charlottesville victim Heather Heyer is seen amongst flowers left at the scene of the car attack on a group of counter-protesters that took her life during the “Unite the Right” rally as people continue to react to the weekend violence in Charlottesville, Virginia, U.S. August 14, 2017. REUTERS/Justin Ide/File Photo

Os filmes de Spike Lee queimam no incêndio de uma urgência que anima este irrequieto artista, consciente da missão histórica do cinema, sobretudo quando ele é uma arma nas mãos dos oprimidos em processo de libertação. Não são apenas os seus filmes mais explicitamente históricos – como a biografia de Malcolm X ou os documentários sobre New Orleans após o Furacão Katrina (When The Levees Broke) – que revelam densidade histórica.

É toda a filmografia de Spike Lee, mesmo em seus filmes mais delirantes e lúdicos (como Bamboozzled), expressa a visão de um artista que deseja ensinar à América aquilo que ela esqueceu: to love again. Amar para aléns das falsas fronteiras e injustas segregações produzidas pelas opressões de classe, raça, gênero, religião.

Infiltrado na Klan, ainda que tenha uma dose suficiente de humor e aventura para entreter e divertir o público, numa sessão de cinema deliciosamente excitante, no fundo é bastante sério em suas apologias – do Black Power, dos Panteras Negras, das oratórias e das práxis de líderes históricos como Angela Davis e Stokely Carmichael, mas também em suas críticas – que envolve até mesmo uma crítica cinematográfica embutida na própria obra e que incide sobre o filme O Nascimento de Uma Nação de D. W. Griffiths (1915).

É espantoso o brilhantismo com que Spike Lee, em um filme de 2018, é capaz de inserir em seu enredo as cenas de um filme de 1915, de modo a provar que há uma espécie de força genética dos produtos culturais audiovisuais que fizeram história. O épico de Griffiths foi primeiro filme a ser exibido na Casa Branca e o presidente Woodrow Wilson teria dito que o filme é “a história escrita em relâmpagos”. Spike Lee não concorda que o filme seja história, pois na verdade é ideologia. Em O Nascimento de Uma Nação, vemos o cinema transformado em um artefato de doutrinação ideológica de imenso poderio – digno das análises de um Slavoj Zizek.

 Na gênesis de muitos dos ritos e cerimônias, das práticas de morticínios e linchamentos praticados pela KKK, está a inspiração deste filme que Griffiths fez em 1915 descrevendo um passado que já ia ficando distante: a Guerra Civil (1861 a 1865). Esta, também conhecida como Guerra de Secessão (entre o Norte industrializando-se e o Sul agrário-escravocrata), é o pano-de-fundo de Griffiths. Como nos relata a sinopse do filme,  a guerra civil “divide amigos e destrói famílias, como a dos Stoneman e dos Cameron. O filme retrata a história dessas duas famílias em meio aos conflitos da Guerra da Secessão, o assassinato de Abraham Lincoln e o nascimento da Ku Klux Klan.”

Jornal da KKK, Julho de 1926

Para Spike Lee, um mesmo fluxo histórico de racismo, supremacismo e eugenia parece atravessar as épocas, desde a Guerra Civil até 2018, com Trump na Casa Branca. A Ku Klux Klan permanece ativa, tendo vivido até mesmo um re-ascenso que integra este horrendo ciclo de ascensão da extrema-direita xenófoba pelo mundo afora.

Assistir a Infiltrado na Klan no Brasil, ao fim de 2018, ganha sentidos novos: na tela, um dos personagens é o líder da KKK, David Duke, que recentemente declarou à BBC, em entrevista, que “Jair Bolsonaro soa como nós”.

Bolsonaro é o típico líder de extrema-direita, que não entende bulhufas sobre políticas públicas, mas quer cagar regra de modo ditatorial para cima das classes oprimidas e subalternizadas. Bolsonaro é a encarnação da Barbárie, a nova versão do bandeirante genocida, do senhor de escravos, do cara pálida ignorantão e cruel; é, de novo, a repetição do supremacista da branquitute, que adere a uma ideologia muito semelhante ao arianismo dos nazistas.

Declarações de Bolsonaro sobre povos indígenas e quilombolas são de revirar o estômago e prenunciam práticas de extermínio e genocídio que ele sempre defendeu. A cada vez que abre a boca para falar sobre o tema, só vomita desrespeito aos povos originários, sendo ele mesmo um descendente de italianos, um seja, um xenófobo com mentalidade de colonizador… É uma vergonha que 57 milhões de eleitores, imbecilizados pela propaganda fascista nas mídias sociais e pelas fraudes eleitorais (caixa 2 e abuso de poder econômico, além de conluio com o Judiciário Golpista e com Sérgio Moro), tenham dado seu voto a esse fuhrerzinho do nazifascismo teocrático à brasileira. É vergonhoso para o Brasil ter uma figura tão medíocre e nefasta como chefe de estado.

Infiltrado na Klan, neste contexto, é um filme essencial para dar ânimo à resistência, à qual será essencial o Black Power, o Black Lives Matter, em suas versões afrotupiniquins, com intensa participação do Hip Hop e do Feminismo Negro. É que, para resistir à enxurrada de regressões e retrocessos que a ditadura neoliberal do Bolsonarismo fascista virá nos impor com tanques, tropas e fuzis, faremos bem em aprender com Spike Lee, mas também com Emicida, com Djamila, com Conceição Evaristo, com Mano Brown, com Bia Ferreira, com… todos e todas que querem um mundo onde caibam todas as vidas.

Que as adversidades sejam estímulos para a solidariedade e que os mártires que entre nós tombem, injustamente assassinados pelos algozes dentre nossos adversários, possam ser as sementes do que um dia serão as árvores frutíferas de nosso mundo novo.

APRECIE TAMBÉM:

“O Brasil foi construído sobre a maior migração forçada da História, tendo recebido cerca de 4 milhões de escravos africanos…” – Veja o documentário da BBC, “BRAZIL: AN INCONVENIENT HISTORY” (BRASIL: UMA VERDADE INCONVENIENTE)

 Documentário da BBC, “BRAZIL: AN INCONVENIENT HISTORY”
(BRASIL: UMA VERDADE INCONVENIENTE)
Ano de produção: 2001. Diretor: Phil Grabsky. 47 minutos. Legendas: português.

While the history of slavery in the US is widely known, few people realize that Brazil was the largest participant in the slave trade. Forty percent of all slaves that survived the Atlantic crossing were destined for Brazil, while only four percent were sent to the US. At one time half of the population of Brazil were slaves, and it was the last country to officially abolish slavery in 1888.

This well-researched BBC production charts Brazil’s history using original texts, letters, accounts, and decrees. From these original sources, we learn firsthand about the brutality of the slave traders and slave owners, and the hardship of plantation life. With the Portugese colony of Angola acting as a “factor” supplying Africans to Brazil, it was cheaper to replace any slave starved and worked to death than to extend his life by treating him humanely. Few plantation owners sent for their wives to live in this hot climate, so the softening effect of family life was absent among the rough white settlers.

Historians Joao Jose Reis, Cya Teixeira, Marilene Rosa Da Silva, anthropologist Peter Fry, and others recount the effect of centuries of slavery on Brazil today.This is an important documentary for Black history, African history, and Latin American studies.

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“O Banquete” (Symposium) de Platão

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Pintura de Anselm Feuerbach que representa O Banquete ou Simpósio, diálogo de Platão

O Banquete, também conhecido como Simpósio (em grego antigo: Συμπόσιον), é um diálogo platônico escrito por volta de 380 a.C.. Constitui-se basicamente de uma série de discursos sobre a natureza e as qualidades do amor (eros). O Banquete é, juntamente com o “Fedro”, um dos dois diálogos de Platão em que o tema principal é o amor.

Tò sumpósion, em grego, é em geral traduzido como O Banquete, mas, no sentido atual, equivaleria a uma festa mundana, em que quase sempre se bebe mais do que se come. Trata-se, pois, de um festim na casa de Agatão, poeta trágico ateniense. Sócrates é o mais importante dentre os homens presentes. Entre outros, também ali estão Aristodemo, amigo e discípulo de Sócrates; Fedro, o jovem retórico; Pausânias, amante de Agatão; o médico Eriximaco; Aristófanes, comediante que ridicularizava Sócrates, e o político Alcibíades.

O exagero cometido na festa do dia anterior, sobretudo o excesso de bebida, fatigara os convidados de Agatão. Pausânias propõe, então, que, em lugar de beber, ficassem ali a conversar, a discutir ou que cada um fizesse algo “diferente”. A proposta de Pausânias é aceita por todos. Eriximaco sugere que fossem feitos elogios a Eros: os convidados deveriam fazer discursos para louvar o amor… – WIKI

O “MITO DOS ANDRÓGINOS”, EXPOSTO NO DIÁLOGO POR ARISTÓFANES, TRANSFORMADO EM ANIMAÇÃO

PAPO COM O PROF. ADRIANO RIBEIRO MACHADO (FFLCH/USP) NO PROGRAMA DA UNIVESP TV, “LITERATURA FUNDAMENTAL

TELE-PEÇA DA BBC, BASEADA NO BANQUETE:

BBC // Jonathan Miller’s play “The Drinking Party”

“A Via Láctea aceitará numerar suas estrelas”? – Shakespeare e a desmesura (por Victor Hugo)


SHAKESPEARE por VICTOR HUGO

– Ele é reservado e discreto. Com ele estais sossegado; ele não abusa de nada. Ele tem, acima de tudo, uma qualidade muito rara; é sóbrio.

Que é isso? Uma recomendação para um empregado doméstico? Não. É um elogio a um escritor. Uma certa escola, dita ‘séria’, ostentou atualmente este programa de poesia: sobriedade. Parece que toda a questão é preservar a literatura das indigestões. Outrora se dizia: fecundidade e poder; hoje se diz: tisana. Eis que estais no resplandecente jardim das Musas em que desabrocham, em tumulto e multidão nos galhos todos, essas divinas eclosões do espírito a que os gregos chamavam Tropos, por toda parte a imagem-idéia, por toda parte o pensamento-flor, por toda parte os frutos, as figuras, as maçãs de ouro, os perfumes, as cores, os raios, as estrofes, as maravilhas, não toqueis em nada, sede discretos. É por não colher nada disso que se reconhece o poeta. Sede da sociedade da temperança. Um bom livro de crítica é um tratado sobre os perigos da bebida. Se quiserdes fazer a Ilíada, fazei dieta. Ah! Foi em vão que esbugalhaste os olhos, velho Rabelais!

O lirismo é capitoso, o belo grisalho, o grande subir à cabeça, o ideal provoca deslumbramentos, quem dele sai não sabe mais o que faz; quando se andou sobre os astros, pode-se recusar uma subprefeitura; não estais mais de posse do vosso bom senso, ser-vos-ia oferecido um posto no senado de Domiciano que recusaríeis, não dais mais a César o que é de César, chegastes a esse ponto de desvario de nem mesmo saudar o senhor Incitatus, cônsul e cavalo. A isso chegais por terdes bebido nesse lugar ruim, o Empíreo. Ficastes altivo, ambicioso, desinteressado. Dito isto, ficai sóbrios. É proibido freqüentar o cabaré do sublime.

Liberdade é libertinagem. Limitar-se é bom, castrar-se é melhor.

Passai vossa vida a vos conter.

Sobriedade, decência, respeito pela autoridade, toalete irrepreensível. Não há poesia senão vestida com apuro. Uma savana que não se penteia, um leão que não faz as unhas, uma torrente não peneirada, o umbigo do mar que se deixa ver, a nuvem que se arregaça até mostrar o Aldebarã, é chocante. Em inglês: shocking. A vaga espuma no recife, a catarata vomita no golfo, Juvenal escarra no tirano. Ui, que nojo!

Preferimos o de menos ao demais. Sem exageros. Doravante a roseira terá de contar as suas rosas. O prado será convidado a ter menos margaridas. A ordem da primavera é moderar-se. Os ninhos caem no excesso. Digamos, portanto, arvoredos, não tantas toutinegras, por favor. A Via Láctea aceitará numerar suas estrelas; há muitas.

Tomai por modelo o grande Círio Serpentário do Jardim das Plantas que só floresce a cada cinqüenta anos. Eis uma flor recomendável.

Um verdadeiro crítico da escola sóbria é esse zelador de um jardim que a esta pergunta: ‘Há rouxinóis em vossas árvores?’, responderia: ‘Ah! Não me faleis disso, durante todo o mês de maio esses animais ruins só gritam.’

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Se houve um homem que não mereceu a boa observação: ele é sóbrio, esse homem foi, com certeza, William Shakespeare. Shakespeare é um dos maiores maus sujeitos que a estética ‘séria’ jamais teve de dominar.

Shakespeare é a fertilidade, a força, a exuberância, a mama cheia, a taça espumante, a cuva transbordando, a seiva em excesso, a lava em torrente, os germes em turbilhões, a vasta chuva de vida, tudo aos milhares, tudo aos milhões, nenhuma reticência, nenhuma ligadura, nenhuma economia, a prodigalidade insensata e tranqüila do criador. (…) Shakespeare é o semeador de deslumbramentos.

Shakespeare não tem reservas, retenções, fronteiras, lacunas. O que lhe falta é a falta. Nenhuma economia. Nada de abstinência. Transborda, como a vegetação, como a germinação, como a luz, como a chama. (…) Ele se dá, se espalha, se prodigaliza; não se esvazia. Por quê? Não pode. O esgotamento lhe é impossível. Tem dentro de si o infindável. Enche-se e gasta-se, depois recomeça. É o saco sem fundo do gênio.

Como todos os altos espíritos em plena orgia de onipotência, Shakespeare derrama sobre si toda a natureza, bebe-a e vos dá de beber. (…) Não pára, não se cansa, é impiedoso com os pobres estômagos fracos que são candidatos à Academia. Essa gastrite, que chamamos de “bom gosto”, ele não a tem.

Shakespeare, como todos os grandes poetas e como todas as grandes coisas, está repleto de um sonho. Sua própria vegetação o assusta; sua própria tempestade o apavora. Dir-se-ia por momentos que Shakespeare mete medo em Shakespeare. Tem horror à sua profundeza. Isso é o sinal das supremas inteligências. É a sua própria extensão que o sacode e que lhe comunica sabe-se lá que oscilações enormes. Não há gênio que não tenha ondas. Selvagem ébrio, seja. Ele é selvagem como a floresta virgem; é ébrio como o alto-mar…

Há gênios com as rédeas soltas de propósito por Deus para que sigam selvagens e em pleno vôo rumo ao infinito.”

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Siga viagem… 

Série da BBC “The Themes of Shakespeare”
4 episódios completos – legendado em português

só se sabe que são coisas que são







Tô numa onda de assistir Life e Human Planet, séries natureba e alta-produça da BBC britânica e que são repletas de imagens bonitas de estontear. A pátria nativa de Charles Darwin (e Richard Dawkins) parece bem mais… evoluída do que outras culturas, ainda presas a caduquices teológicas/supersticiosas/criacionistas, no sentido de divulgar massivamente, utilizando os meios cinematográficos e fotográficos de ultimíssima geração, as evidências às toneladas que corroboram como verdades o cerne do evolucionismo. Acima, uma pequena seletinha de screenshots das séries, tão competentes em pintar um mosaico da complexidade e diversidade febricitantes da vida: paisagens, flores, jellyfishs, estrelas-do-mar, ocelots, abelhas mamando néctar em girassóis, macacaquinhos… e gente. Tudo junto e misturado como é nisto que é. São imagens que, dentre muitas outras, me fascinam, me deixam boquiaberto ou me despertam o lado bucólico-idílico-kitsch. Mas que, sobretudo, chamam a atenção para o quão estarrecedor e infinitamente complexo é o processo de Evolução das Espécies [by the means of natural selection…], que como uma clareza completa revela-se não como uma mera teoria, mas uma força concreta, uma realidade natural, em ação há centenas de milhões de anos, e do qual somos apenas um dentre milhões de outros resultados.