Fala, galera! Sou Eduardo Carli, estou aqui no Ponto de Cultura d’A Casa de Vidro, e decidi hoje fazer mais um episódio do Kino Kritik, que é o nosso programa de crítica cinematográfica, após assistir Iracema, uma transa amazônica, no Cine Cultura, em sua versão 4K. E, novamente, fui muito impactado por esse petardo na
Publicado em: 12/08/25
“Somente quem tem o caos dentro de si pode dar à luz uma estrela bailarina.”Nietzsche (Assim Falou Zaratustra) A distinção entre os cisnes branco e negro, assim como a afirmação de que a dançarina protagonista do balé Tchaikovskyano teria...
Publicado em: 11/02/26
Amsterdam está sob ameaça de afundar como a mítica Atlântida descrita por Platão. Se a metrópole holandesa for mesmo pra baixo d’água, assim como boa parte dos Países Baixos, de Bangladesh e de várias ilhas e cidades costeiras (incluindo...
Publicado em: 20/01/26
Depois da vertigem diante da democracia em colapso, documentada com primor pelo documentário indicado ao Oscar da categoria, houve o destravamento pleno de um pandemônio que nos lembra do petardo de Shakespeare: “o inferno está vazio e todos os demônios estão...
Publicado em: 16/10/25A film should be judged not only by the aesthetic and intellectual experience it provides during the screening, but also by its resonance afterwards: does it evanesce quickly from memory, or does it linger on the mind, continuing to stimulate it? This seems to entail that a film critic shouldn’t rush to publish a text
Publicado em: 19/10/23OUR FOSSIL FOOLISHNESS The climate catastrophe we’re immersed in has become “an existential crisis for manking” (Naomi Klein) and yet products made from oil are frighteningly everywhere. We’re addicted to many of them, junkies of gadgets made from fossil fuel extraction. We’re entangled inside this Oil Machine like <Chaplin caught in the cogs of the
Publicado em: 09/10/23Sobre “Triângulo da tristeza” – Dir. Ruben Ostlund e “Por um Destino Insólito” – Dir: Lina Wertmüller (Itália, 1974) No <filme de Wertmüller>, o azul paradisíaco murmura junto das acaloradas discussões sobre capitalismo e comunismo. A satisfação de um grupinho de super ricos (deitados) é motor para que os serviçais (em pé, ajoelhados) desse iate
Publicado em: 16/08/23O PROMETEU ATÔMICO A epígrafe do 12º filme do <cineasta inglês Christopher Nolan> é uma evocação do <mito de Prometeu>, o Titã que “stole fire from the gods and gave it to man. For this he was chained to a rock and tortured for eternity.” A alusão ao roubo do fogo mítico, que antes era
Publicado em: 01/08/23Esse belíssimo filme começa cômico quando o pastor de ovelhas Pádraic (Colin Farrell) bate à janela de Colm (Breendan Gleeson) para convidá-lo a visitar o pub do povoado. Evento banal demais para dar em qualquer dor de cabeça, certo? Errado. Surdo às investidas, o velho companheiro fita o vazio, mas não diz palavra. Surpreso, Pádraic
Publicado em: 05/07/23por Eduardo Carli de Moraes para A Casa de Vidro “Goiânia Distópica” foi o nome que o sugeri a Lucas Nakamura, meu colaborador na curadoria, para batizar uma das mostras que promovemos no evento “Viva o Centro” (que rolou no feriado da padroeira, em 24 de Maio de 2023). Na mostra exibimos e debatemos, lá
Publicado em: 29/05/23É o século 29 d.C. e a humanidade inteira já abandonou uma Terra arruinada. Nosso ex-lar planetário – apelidado pela Mafalda de “hospício esférico” – foi transformado numa mega wasteland. Habitada apenas por baratas e pelo simpático e solitário robôzinho compactador de lixo que protagoniza o filme, o planeta distópico nele retratado é <“urgentemente relevante”,
Publicado em: 23/03/23por Eduardo Carli de Moraes para A Casa de Vidro A Humanidade inteira agindo como o Narciso do mito grego: eis o que Sigmund Freud diagnostica, com o frio escalpelo de sua razão crítica, quando fala nas três feridas narcísicas que até hoje sofremos como efeitos das revoluções científicas. Fernando Savater, em As Perguntas da
Publicado em: 18/02/23Gosto daquela que mandou o Chico: quando compôs Gota D’Água, peça escrita em parceria com Paulo Pontes, o artista apostava numa ideia atrevida, a de transpor para um típico subúrbio carioca a trama de Medéia, clássica tragédia grega de Eurípides. Esta trama, já adaptada para o cinema por Lars Von Trier (1988) e Pier Paolo Pasolini (1969), retrata o destino inglório
Publicado em: 27/01/23“Quanto mais rude fosse a piada, maior a chance de aparecer no filme. Quanto mais obscena a piada, melhor. Pois não havia nada mais obsceno do que esses jovens sendo despedaçados e mandados para esse lugar para serem remendados e mandados de volta à batalha. Pra mim essa era a obscenidade!” (ALTMAN) Mesmo em Hollywood, há
Publicado em: 18/01/23A Casa de Vidro Ponto de Cultura e Centro de Mídia