A fabulosa Leslie Feist, cantora-compositora canadense, em um show completo em Paris, 2005, 59 min

A fabulosa Leslie Feist, cantora-compositora canadense “with a haunting soprano voice and a unique style that draws on indie rock, folk, bossa nova and jazz-pop” (All Music Guide) em primoroso show completo em Paris (Le Trabendo, 2005):

SETLIST:
1. When I Was Young Girl
2. Secret Heart 5:45
3. Gatekeeper 11:11
4. Somewhere Down the Road 15:45
5. One Evening 19:30
6. The Build Up 23:19
7. Inside and Out 28:40
8. Now at Last 32:20
9. 1234 37:05
10. I Feel It All 39:37
11. Sea Lion Woman 44:47
12. Let It Die 50:10
13. (?) 55:20

SIGA VIAGEM… ARTISTAS SIMILARES: Joni MitchellPJ Harvey – Aimee Mann

 

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O Queens of the Stone Age​ acaba de lançar seu oitavo álbum de estúdio: “Villains” (2017, 48 min). Ouça já!

Difícil contestar que o Josh Homme seja uma das grandes figuras em atividade no rock’n’roll global. Um maluco fantasticamente prolífico e criativo. Um maverick das 6 cordas que pilota uma guitarra com uma maestria raríssima de se encontrar e sem cair na maioria dos equívocos dos virtuoses exibicionistas. Também vem se mostrando como um cantor e compositor versátil, com sua marca pessoal inimitável. Ele e sua trupe lançam agora o 8º álbum de estúdio do Queens of the Stone Age, “Villains” (2017).

Eis um cara que trampa incansável e sua a camisa por sua arte. Que se envolve em vários projetos: desde tenra idade fez história na gênese do Stoner Rock através dos 4 primeiros álbuns do Kyuss e soltou inúmeras viagens turbulentas e ruidosas pelo Desert Sessions. Já consagrado com o Q.O.T.S.A., formou o mega power-trio Them Crooked Vultures juntando Dave Grohl (Foo Fighters & Nirvana) e o baixista do Led Zeppelin, que lançou um álbum de estréia que está entre as melhores coisas realizadas no reino do rock pauleira neste século. Pra não falar na recente colaboração com o monstro sagrado do punk Iggy Pop em seu mais recente disco sem os Stooges.

Só o que não entendo é isso: porque Josh e sua esposa, a vulcânica Brody Dalle, uma das vozes femininas mais poderosas e comoventes que já lideraram uma banda de punk rock flamejante – o genial The Distillers – não criaram ainda um projeto em parceria. A voz de Brody Dalle sobre as guitarras de Josh Homme são aquele tipo de união que só de imaginá-la a gente fica pogando de entusiasmo.

Taí o oitavo álbum de estúdio do Queens, “Villains” (2017, 48 min); ouça já na íntegra:

01) Feet Don’t Fail Me

02) The Way You Used to Do

03) Domesticated Animals

04) Fortress

05) Head Like a Haunted House

06) Un-Reborn Again

07) Hideaway

08) The Evil Has Landed

09) Villains of Circumstance

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Confira o review de Stephen Thomas Erlewine em AllMusic​:

It takes nearly a minute for Villains to begin its slow ascent from the murk and even longer before the clenched funk of “Feet Don’t Fail Me Now” clicks in, a deliberateness that suggests Josh Homme has supreme confidence in the seventh album from Queens of the Stone Age. Perhaps some of this swagger flows in Homme’s blood, perhaps it stems from QOTSA finally reaching Billboard’s pole position with 2013’s …Like Clockwork, but there’s an undeniable assurance to Villains that surely has something to do with the band — or specifically Homme, who is the only constant in QOTSA’s career — knowing precisely who they are as they close out their second decade. To that end, the hiring of Mark Ronson — the man whose star rose with Amy Winehouse and who’s sustained his fame through Bruno Mars — as producer feels like the move of a group who knows no outside influence will dilute their music, and Villains proves this to be true. QOTSA doesn’t come to Ronson, Ronson comes QOTSA, sharpening their attack and adding spooky grace notes to the margins. On these asides, QOTSA conjures the dark magic that’s been their calling card since the start, but where …Like Clockwork gained strength from its foreboding, Villains feels designed to lift spirits. For one, it’s filled with ravers and boogies, alternating between taut vamps and louche glam grooves. Homme goes so far as to tip his stove pipe hat to Marc Bolan on “Un-Reborn Again,” one of a few classic rock nods scattered throughout the album. As classic as Villains can sound — and there’s no doubting that Homme and company pledge allegiance to the sounds and styles patented in the ’70s — it feels fresh due to execution. At this stage, Queens of the Stone Age don’t have many new tricks in their bag, but their consummate skill — accentuated by the fact that this is the first QOTSA album that features just the band alone, not even augmented by Mark Lanegan — means they know when to ratchet up the tempo, when to slide into a mechanical grind, and when to sharpen hooks so they puncture cleanly. All that makes Villains a dark joy, a record that offers visceral pleasure in its winking menace.

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Ouça também os outros projetos do líder Josh Homme​: Kyuss​, Them Crooked Vultures​, Desert Sessions

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Gênios da Nossa Música: WILSON DAS NEVES (1936-2017)

WILSON DAS NEVES

O mestre Wilson das Neves (1936-2017) já descansa em paz, longe do escarcéu dos mortais, mas sua música viverá entre nós por inumeráveis amanhãs.

Relembrem:

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“Nascido no Rio de Janeiro, em 1936, o instrumentista, cantor e compositor Wilson das Neves foi iniciado na música aos 14 anos de idade, pelo percussionista Edgar Nunes Rocca, “O Bituca”. Aos 21, tornou-se baterista da Orquestra de Permínio Gonçalves e mais tarde acompanharia o Conjunto Ubirajara Silva, a Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o Conjunto Ed Lincoln e as orquestras da TV Globo e TV Excelsior.

Em 1968, lançou seu primeiro disco, Juventude 2000. Também fazem parte de sua discografia os discos Som Quente É o Das Neves (1969 e 1976), Samba-Tropi – Até aí Morreu Neves (1970) e O Som Sagrado de Wilson das Neves (1996).

Tocou com alguns dos maiores nomes da música brasileira de todos os tempos, entre eles Elizeth Cardoso, Chico Buarque, Elza Soares, Roberto Carlos, Elis Regina e Wilson Simonal. Em 2004, o selo Quelé (uma parceria entre as gravadoras Biscoito Fino e Acari Records) lança Brasão de Orfeu, que conta com parcerias com Paulo César Pinheiro, Aldyr Blanc e Claudio Jorge, entre outros.”

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O dia em que o morro descer e não for carnaval
(Wilson das Neves / Paulo César Pinheiro)

O dia em que o morro descer e não for carnaval
ninguém vai ficar pra assistir o desfile final
na entrada rajada de fogos pra quem nunca viu
vai ser de escopeta, metralha, granada e fuzil
(é a guerra civil)

No dia em que o morro descer e não for carnaval
não vai nem dar tempo de ter o ensaio geral
e cada uma ala da escola será uma quadrilha
a evolução já vai ser de guerrilha
e a alegoria um tremendo arsenal
o tema do enredo vai ser a cidade partida
no dia em que o couro comer na avenida
se o morro descer e não for carnaval

O povo virá de cortiço, alagado e favela
mostrando a miséria sobre a passarela
sem a fantasia que sai no jornal
vai ser uma única escola, uma só bateria
quem vai ser jurado? Ninguém gostaria
que desfile assim não vai ter nada igual

Não tem órgão oficial, nem governo, nem Liga
nem autoridade que compre essa briga
ninguém sabe a força desse pessoal
melhor é o Poder devolver à esse povo a alegria
senão todo mundo vai sambar no dia
em que o morro descer e não for carnaval

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OUÇA OS ÁLBUNS COMPLETOS:

OS IPANEMAS (1964)

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ELZA SOARES + WILSON DAS NEVES (1968)

1- Balanço Zona Sul (Tito Madi)-00:00
2- Deixa Isso Para lá (Alberto Paz / Edson Menezes)-02:18
3- Garota de Ipanema (Antonio Carlos Jobim / Vinicius de Moraes)-04:51
4- Edmundo(In The Mood) (Andy Razaf – vers. : Aloysio de Oliveira / Joe Garland)-07:19
5- O Pato (Jayme Silva / Neusa Teixeira)-09:18
6- Copacabana (Alberto Ribeiro / João De Barro)-11:04
7- Teleco Teco Nº 2 (Nelsinho / Oldemar Magalhães)-13:36
8- Saudade da Bahia (Dorival Caymmi)-16:08
9- Samba de Verão (Marcos Valle / Paulo Sérgio Valle)-18:26
10- Se Acaso Você Chegasse (Felisberto Martins / Lupicínio Rodrigues)-20:26
11- Mulata assanhada (Ataulfo Alves)-22:17
12- Palhaçada (Haroldo Barbosa / Luiz Reis)-24:19

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JUVENTUDE 2000 (1968)

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SOM QUENTE É O DAS NEVES (1969)

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SAMBATROPI (1970)

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O SOM SAGRADO (1996)

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THE IPANEMAS’ Samba Is Out Gift (2006)

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SAMBA NA GAMBOA (com Emicida):

LUIZ MELODIA (1951-2017) MORREU… VIDA LONGA À MELODIA! Aos 66 anos, cantor e compositor perde a batalha contra câncer na medula óssea

ABUNDANTEMENTE MORTE – Luiz Melodia

Sou peroba
Sou a febre
Quem sou eu
Sou um morto que viveu
Corpo humano que venceu
Ninguém morreu
Ninguém morreu
Ninguém morreu

Tabuletas
Grandes letras feito eu
Abundantemente breu
Abundantemente fel
Ninguém morreu
Ninguém morreu
Ninguém morreu

Conforme fiquei
O tempo me embalava
Se a chuva é mais forte
A enchente levava
Colete de couro
Com fios de nylon
No dia seguinte
O seguinte falhou

A dança da morte
Ninguém frequentava
A cruz a distância
Do povo de nada
Um morto mais vivo
De vida privada
No dia seguinte
O seguinte falhou

OUÇA OS DISCOS:

* Pérola Negra:

* Mico de Circo:

* Felino (1973):

* Maravilhas Contemporâneas (1976):

* Claro (1987):

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150 DOS MELHORES ÁLBUNS BRASILEIROS DO SÉCULO XIX – Ouça todos na íntegra no canal A Casa de Vidro no YouTube

150 DOS MELHORES ÁLBUNS BRASILEIROS DO SÉCULO XIX – Ouça todos na íntegra no canal A Casa de Vidro em YouTube: http://bit.ly/1Z9c2Ef. Seleção de ótimos discos da nossa música no período entre 2000-2017, em ordem decrescente de popularidade. Tem Criolo, Tom Zé, Sabotage, Pitty, Emicida, Nação Zumbi, Elza Soares, BaianaSystem, Planet Hemp, Tulipa Ruiz, BNegão & Seletores de Frequência, Céu, Metá Metá (oficial), Juçara Marçal, Kiko Dinucci, Rodrigo Amarante, Bixiga 70, Boogarins, Curumin, Karina Buhr, Carne Doce, Baleia, Abayomy, Vespas Mandarinas, Macaco Bong, Siba, O Terno, Vivendo do Ócio, Gustavito, Cidadão Instigado, Diego Mascate, Lenine, Hurtmold, Camarones Orquestra Guitarrística, Tagore, e por aí vai.

Acesse: http://bit.ly/1Z9c2Ef. Se curtiu, compartilhe e dissemine!

Adentre: www.acasadevidro.com – Link curto pro post: http://wp.me/pNVMz-3XP.

ARCADE FIRE – Everything Now (2017) – Conheça o novo álbum da banda canadense: download na íntegra, 4 videos-clipes, seleção de matérias e reviews etc.

ARCADE FIRE – Everything Now (2017)
download do álbum completo

N.º Título Duração
1. “Everything_Now (Continued)” 0:46
2. Everything Now 5:03
3. “Signs of Life” 4:36
4. Creature Comfort 4:43
5. “Peter Pan” 2:48
6. “Chemistry” 3:37
7. “Infinite Content” 1:37
8. “Infinite_Content” 1:41
9. “Electric Blue” 4:02
10. “Good God Damn” 3:34
11. “Put Your Money on Me” 5:53
12. “We Don’t Deserve Love” 6:29
13. “Everything Now (Continued)” 2:22
Duração total:
47:11

REVIEWS

DIY (By Will Richards): Arcade Fire’s fourth album, 2013’s ‘Reflektor’, saw the Canadians truly push the boundaries of their band for the first time. The James Murphy-produced epic of world-weary disco gave them a whole new lease of life. This time around, with follow-up ‘Everything Now’, they’ve taken the reinvention even further.

The album’s title track and first single opens with an Abba-lite piano riff while Win Butler muses on a culture of instant gratification. The song is an earworm, though, soon becoming irresistible. ‘Signs Of Life’ is similarly instant, incorporating pals LCD Soundsystem’s propulsive dance punk into a repetitive lyric that reads like a brilliantly apocalyptic nursery rhyme.

EVERYTHING NOW

SIGNS OF LIFE

(…) When ‘Everything Now’ clicks, it’s magical,  the band as cohesive and dynamic as ever. When pockets of the record feel more like an inside joke that could take time to cotton onto, there’s a sense that Arcade Fire’s urgent desire for, well, everything now, could be a leap too far. Their ambition is never in doubt though, and ‘Everything Now’ brings some of their most sky-reaching moments yet.

CREATURE COMFORT

ELECTRIC BLUE



Leia em mais em O GloboThe Independent (UK) Meta Critic

Cantora-compositora nascida na Guatemala é hoje uma das mais cultuadas artistas da Califórnia: conheça a música de Gaby Moreno, vencedora do Grammy Latino

Nascida em 1981 na Guatemala, onde viveu até os 19 anos, antes de emigrar à Califórnia/EUA,  Gaby Moreno é uma fonte jorrante de musicalidade e lirismo. Cantora-compositora e guitarrista de fácil e esplendoroso flow, Gaby é a fonte de uma música flui melíflua e aconchegante, cálida de afetos, aventurando-se nos dois idiomas que domina – o espanhol e o inglês.

Vencedora do Grammy Latino de 2013 na categoria Artista Revelação, Gaby elencou nesta entrevista algumas de suas inspirações maiores entre as cantoras: Nina Simone, Aretha Franklin, Koko Taylor, The Staple Singers etc. Só as divas do gogó de ouro.

Em um dos documentários musicais mais pertinentes lançados em 2017, The Art of Listening, de Michael Coleman, Gaby Moreno participa de modo muito inspirador dos debates que o filme realiza sobre a longa e complicada jornada da música, de suas dores de parto (ou melhor, de composição e gravação…) até os tímpanos, corações e mentes dos ouvintes.

A intenção deste doc é investigar todo o complexo e às vezes misterioso processo prévio à nossa experiência sensorial com a música gravada, desde os fabricantes de instrumentos musicais e luthiers, até os engenheiros de som e produtores musicais que são verdadeiros feiticeiros-dos-estúdios, passando também pela inspiração dos artistas, em uma miríade de formas, durante a captação de suas invenções e criações musicais.

Gaby Moreno contribui com The Art of Listening com ótimas reflexões e performances que sublinham a conexão umbilical entre música e afeto, canção e empatia, arte e justificação da vida. Começa parafraseando Nietzsche: “Life, without art, would be a mistake. Try to imagine life without music… it would be a mistake!” (assista acima, aos 32 minutos de duração).

Encantado com esta beldade guatemalteca, fui atrás de seus discos e estou conhecendo-os com muito gosto, já tendo adicionado Gaby ao rol das artistas de raízes latino-americanas que mais aprecio ouvir cantando na atualidade: Ana Tijoux (Chile), Rebeca Lane (Guatemala), Juçara Marçal (Metá Metá, Brasil), Salma Jô (Carne Doce, Brasil), dentre outras.

Ela estreou em disco com o álbum Still The Unkown (2008), que A Casa de Vidro compartilha na íntegra para download gratuito, contribuindo para abrir as primeiras portas para que vocês possam conhecer mais intimamente a obra desta artista magistral, ainda entre nós uma desconhecida… Em tempo, talvez a canção que mais gostei, “Letter To A Mad Woman”:

CLICK NA CAPA PARA BAIXAR O DISCO EM MP3

“Letter to a Mad Woman”
Acordes em Chordify

A letter came to him today
Said he really should obey
What an utter outrage
Someone could think that way
She said you better start to pray
If all you people wanna get saved
“We’re perfection, you’re a disgrace
Make no mistake!”

He’s just passing the days
Trying not to feel blue
But it’s all he can stand
They keep on feeding him the lies
Nothing else he can do
But to hope and to pray for this nonsense to change
But it won’t so he’s back in his gloom.

Sir you mean to imply
What I’ve said it’s all a lie
Can you look me in the eye
And justify
Well I think you’ve all gone mad
There’s so much loving to be had
Change your tune and I’ll be glad
Tolerance ain’t no fad

He’s just passing the days
Trying not to feel blue
But it’s all he can stand
They keep on feeding him the lies
Nothing else he can do
But to hope and to pray for this nonsense to change
But it won’t so he’s back in his room…

You offer solution
I’m hearing confusion
You stand there so proud and confident
I’m only one person
It could be so much worse
You say I must change what I believe it’s true

They keep on feeding us the lies
Nothing else for us to do
But to hope and to pray for this dust to disappear
So we all see a little more clear…

SITE OFICIAL – GABYMORENO.COM

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