A fabulosa Leslie Feist, cantora-compositora canadense, em um show completo em Paris, 2005, 59 min

A fabulosa Leslie Feist, cantora-compositora canadense “with a haunting soprano voice and a unique style that draws on indie rock, folk, bossa nova and jazz-pop” (All Music Guide) em primoroso show completo em Paris (Le Trabendo, 2005):

SETLIST:
1. When I Was Young Girl
2. Secret Heart 5:45
3. Gatekeeper 11:11
4. Somewhere Down the Road 15:45
5. One Evening 19:30
6. The Build Up 23:19
7. Inside and Out 28:40
8. Now at Last 32:20
9. 1234 37:05
10. I Feel It All 39:37
11. Sea Lion Woman 44:47
12. Let It Die 50:10
13. (?) 55:20

SIGA VIAGEM… ARTISTAS SIMILARES: Joni MitchellPJ Harvey – Aimee Mann

 

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O Queens of the Stone Age​ acaba de lançar seu oitavo álbum de estúdio: “Villains” (2017, 48 min). Ouça já!

Difícil contestar que o Josh Homme seja uma das grandes figuras em atividade no rock’n’roll global. Um maluco fantasticamente prolífico e criativo. Um maverick das 6 cordas que pilota uma guitarra com uma maestria raríssima de se encontrar e sem cair na maioria dos equívocos dos virtuoses exibicionistas. Também vem se mostrando como um cantor e compositor versátil, com sua marca pessoal inimitável. Ele e sua trupe lançam agora o 8º álbum de estúdio do Queens of the Stone Age, “Villains” (2017).

Eis um cara que trampa incansável e sua a camisa por sua arte. Que se envolve em vários projetos: desde tenra idade fez história na gênese do Stoner Rock através dos 4 primeiros álbuns do Kyuss e soltou inúmeras viagens turbulentas e ruidosas pelo Desert Sessions. Já consagrado com o Q.O.T.S.A., formou o mega power-trio Them Crooked Vultures juntando Dave Grohl (Foo Fighters & Nirvana) e o baixista do Led Zeppelin, que lançou um álbum de estréia que está entre as melhores coisas realizadas no reino do rock pauleira neste século. Pra não falar na recente colaboração com o monstro sagrado do punk Iggy Pop em seu mais recente disco sem os Stooges.

Só o que não entendo é isso: porque Josh e sua esposa, a vulcânica Brody Dalle, uma das vozes femininas mais poderosas e comoventes que já lideraram uma banda de punk rock flamejante – o genial The Distillers – não criaram ainda um projeto em parceria. A voz de Brody Dalle sobre as guitarras de Josh Homme são aquele tipo de união que só de imaginá-la a gente fica pogando de entusiasmo.

Taí o oitavo álbum de estúdio do Queens, “Villains” (2017, 48 min); ouça já na íntegra:

01) Feet Don’t Fail Me

02) The Way You Used to Do

03) Domesticated Animals

04) Fortress

05) Head Like a Haunted House

06) Un-Reborn Again

07) Hideaway

08) The Evil Has Landed

09) Villains of Circumstance

* * * *

Confira o review de Stephen Thomas Erlewine em AllMusic​:

It takes nearly a minute for Villains to begin its slow ascent from the murk and even longer before the clenched funk of “Feet Don’t Fail Me Now” clicks in, a deliberateness that suggests Josh Homme has supreme confidence in the seventh album from Queens of the Stone Age. Perhaps some of this swagger flows in Homme’s blood, perhaps it stems from QOTSA finally reaching Billboard’s pole position with 2013’s …Like Clockwork, but there’s an undeniable assurance to Villains that surely has something to do with the band — or specifically Homme, who is the only constant in QOTSA’s career — knowing precisely who they are as they close out their second decade. To that end, the hiring of Mark Ronson — the man whose star rose with Amy Winehouse and who’s sustained his fame through Bruno Mars — as producer feels like the move of a group who knows no outside influence will dilute their music, and Villains proves this to be true. QOTSA doesn’t come to Ronson, Ronson comes QOTSA, sharpening their attack and adding spooky grace notes to the margins. On these asides, QOTSA conjures the dark magic that’s been their calling card since the start, but where …Like Clockwork gained strength from its foreboding, Villains feels designed to lift spirits. For one, it’s filled with ravers and boogies, alternating between taut vamps and louche glam grooves. Homme goes so far as to tip his stove pipe hat to Marc Bolan on “Un-Reborn Again,” one of a few classic rock nods scattered throughout the album. As classic as Villains can sound — and there’s no doubting that Homme and company pledge allegiance to the sounds and styles patented in the ’70s — it feels fresh due to execution. At this stage, Queens of the Stone Age don’t have many new tricks in their bag, but their consummate skill — accentuated by the fact that this is the first QOTSA album that features just the band alone, not even augmented by Mark Lanegan — means they know when to ratchet up the tempo, when to slide into a mechanical grind, and when to sharpen hooks so they puncture cleanly. All that makes Villains a dark joy, a record that offers visceral pleasure in its winking menace.

* * * * *

Ouça também os outros projetos do líder Josh Homme​: Kyuss​, Them Crooked Vultures​, Desert Sessions

* * * * * *

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R.I.P. CHESTER BENNINGTON – Suicídio do vocalista do Linkin Park e Stone Temple Pilots pouco tempo depois de Chris Cornell

R.I.P. CHESTER BENNINGTON (Nascimento: 20 de março de 1976, Falecimento: 20 de julho de 2017)

 

“Even if you are able to make a map out of your grief and trauma with the chart of a generous mapmaker, it doesn’t mean the mapmaker has figured their own way out of whatever maze their trauma has trapped them in. There is a difference between the work of not wanting others to die and the work that comes with keeping yourself alive.” – Hanif Abdurraqib

 


Nestes últimos tempos, dois suicídios por enforcamento foram praticados por duas das vozes mais impressionantes que atuavam no Rock global: Chris Cornell (Soundgarden, Audioslave, Temple Of The Dog)Chester Bennington. (Linkin ParkStone Temple Pilots).

Em biografia escrita para a AllMusic, Corey Apar lembra que Chester Bennington foi uma “vítima de abuso sexual e que teve uma infância que esteve longe da perfeição”; “quando seus pais divorciaram-se quando ele tinha 11 anos, ele apelou para as drogas para suportar seu sofrimento. Chegando à adolescência, Bennington tinha caído fundo na cocaína e nas meta-anfetaminas, alimentando seu vício com um trampo no Burger King…” (Leia a bio completa)

Em 20 de Julho de 2017, o vocalista do Linkin Park seguiu a trilha fatal aberta por Cornell e encerrou sua estadia entre os vivos. Calou-se aquela voz potente e arrebatada, capaz de atingir notas agudas e sustentá-las com gritos impressionantes. Uma voz que no Linkin Park, com sua melodiosidade e emocionalidade, contrastava com os vocais rappeados de Mike Shinoda. F

enômeno de público que despontou no ano 2000 e que foi um dos principais representantes do cenário de metal alternativo e pós-grunge neste jovem século XXI, o Linkin Park, em 2000, despontou com o álbum de estréia “Hybrid Theory” e hits como “Numb”. Explodiu nos EUA e vendeu milhões de cópias com seu som híbrido, mescla de rap, metal e grunge. Se não era nada imensamente original, já que esta senda já havia sido muito explorada pelo Rage Against The Machine e por outras bandas do new-metal (como Korn e Slipknot), o Linkin Park se distinguiu da manada principalmente pela exuberância das performances vocais de Bennington – que se tornariam também uma referência para tudo o que se faria depois no emocore.

Entre 2000 e 2017, a banda lançou uma vasta discografia que soma 11 álbuns, entre os de estúdio e os ao vivo (acesse discografia). Os inúmeros fãs da banda – que somam bem mais de um milhão! – fazem circular na Internet um mega-torrent com 69 lançamentos do Linkin Part reunidos do período entre 1997 e 2013 – é tudo o que você precisa baixar se quer conhecer a carreira da banda principal do falecido Chester. Após a morte de Scott Weiland, vocalista do Stone Temple Pilots, Bennington assumiu os vocais também do STP por um tempo e lançou com a banda um interessante EP ,”High Rise”, que serve como sua principal incursão na história do Grunge.

Chester Bennington tinha 41 anos de idade.


 Na sequência, trechos do texto de Hanif Abdurraqib para Buzzfeed:

“I’ve been thinking a lot lately about the artist who chooses to make themselves a mirror. It is brave work, and it should be hailed as such. The work of allowing people to see bits of their pain in your own pain is often thankless but needed labor — labor that takes on a heavier weight as the platform of an artist grows. But even if you are able to make a map out of your grief and trauma with the chart of a generous mapmaker, it doesn’t mean the mapmaker has figured their own way out of whatever maze their trauma has trapped them in. There is a difference between the work of not wanting others to die and the work that comes with keeping yourself alive.

I want to say that I hate the thing we do where we talk about suicide in terms of winning and losing: a person either beating their demons or losing to them. It boils down an ongoing struggle into a simple binary, to be celebrated and mourned — as if every day survived on the edge of anything isn’t simply gearing up for another day to survive and another day after that. And Chester Bennington was a survivor, of many things: sexual abuse as a child, violent bullying as a skinny high school student — things that he said pushed him to years of drug and alcohol addiction. And I believe survival of this — no matter how long — is a type of heroism.

I believe that any of us who faces trauma and still survives is heroic, even if we aren’t keeping anyone else alive but ourselves. But I don’t like to think of anyone who gives in to whatever they imagine waits on the other side of suffering as someone who has lost. We have lost them, sure. But who does it serve to create a narrative where there is a scoreboard for our pain and how we navigate the vastness of it? Death is the action — the end result, of course. But I have known people who didn’t want to die as much as they wanted to stop feeling a desire for death. A world without that always-hovering cloud. And I don’t think of those who are departed as people who lost, and when we frame these grand and nuanced battles as absolutes — with the “strong” people surviving and sometimes suffering and the “weak” people falling into the arms of absence — it does an injustice to the true machinery of the brain, of the body, of the heart, of anything responsible for keeping us here on the days we don’t want to be.

Chester Bennington is gone and I’m really fucked up about it because I could have been gone. Because people I love could have been gone if not for what he offered up about himself and his survival. There is no good way to talk about a person who kept you alive dying from what they could no longer endure. I have not wanted to die for a long time, but years ago, when I did, I looked for anyone who could offer me a lifeline out, and Bennington was one of the many arms reaching into that dark well, not to pull me out, but perhaps to hold my hand for a while.

I was alerted to the news because suicide hotline numbers were filling social media again. That’s how I knew something was wrong. I understand this action: Someone dies of something and people want to prevent it in their own corners of the world. After a high-profile suicide, I have, in my own circles, promised people that I would be there to talk to them if they needed to talk, or be there for them in the yawning mouth of their own darkness. And I don’t doubt that this helps, and is needed. But I am also thinking about how there is no one thing that will keep a person alive when they no longer want to be. Whatever engine pushes a person towards death is made up of a lot of parts that are not always singing to each other, or not always singing at the same pitch or volume. Chester Bennington was a whole, brilliant, successful person and a survivor. But that which he survived still sat on top of and underneath his skin. There is no fix for that, no matter how many of us want to see one…” – READ ON

 

Relembre alguns dos destaques de seu legado:

>>> Video-clipes:

* “Numb”

* “In The End”:

* “Crawling”:

* “Somewhere I Belong”:

* “Castle of Glass”:

>>> Álbuns

Stone Temple Pilots, “High Rise”:

Linkin Park, “Hybrid Theory” (2000)

“The Hunting Party”:

“Living Things”:

“Meteora”:

“One More Light” (2017):

Cantora-compositora nascida na Guatemala é hoje uma das mais cultuadas artistas da Califórnia: conheça a música de Gaby Moreno, vencedora do Grammy Latino

Nascida em 1981 na Guatemala, onde viveu até os 19 anos, antes de emigrar à Califórnia/EUA,  Gaby Moreno é uma fonte jorrante de musicalidade e lirismo. Cantora-compositora e guitarrista de fácil e esplendoroso flow, Gaby é a fonte de uma música flui melíflua e aconchegante, cálida de afetos, aventurando-se nos dois idiomas que domina – o espanhol e o inglês.

Vencedora do Grammy Latino de 2013 na categoria Artista Revelação, Gaby elencou nesta entrevista algumas de suas inspirações maiores entre as cantoras: Nina Simone, Aretha Franklin, Koko Taylor, The Staple Singers etc. Só as divas do gogó de ouro.

Em um dos documentários musicais mais pertinentes lançados em 2017, The Art of Listening, de Michael Coleman, Gaby Moreno participa de modo muito inspirador dos debates que o filme realiza sobre a longa e complicada jornada da música, de suas dores de parto (ou melhor, de composição e gravação…) até os tímpanos, corações e mentes dos ouvintes.

A intenção deste doc é investigar todo o complexo e às vezes misterioso processo prévio à nossa experiência sensorial com a música gravada, desde os fabricantes de instrumentos musicais e luthiers, até os engenheiros de som e produtores musicais que são verdadeiros feiticeiros-dos-estúdios, passando também pela inspiração dos artistas, em uma miríade de formas, durante a captação de suas invenções e criações musicais.

Gaby Moreno contribui com The Art of Listening com ótimas reflexões e performances que sublinham a conexão umbilical entre música e afeto, canção e empatia, arte e justificação da vida. Começa parafraseando Nietzsche: “Life, without art, would be a mistake. Try to imagine life without music… it would be a mistake!” (assista acima, aos 32 minutos de duração).

Encantado com esta beldade guatemalteca, fui atrás de seus discos e estou conhecendo-os com muito gosto, já tendo adicionado Gaby ao rol das artistas de raízes latino-americanas que mais aprecio ouvir cantando na atualidade: Ana Tijoux (Chile), Rebeca Lane (Guatemala), Juçara Marçal (Metá Metá, Brasil), Salma Jô (Carne Doce, Brasil), dentre outras.

Ela estreou em disco com o álbum Still The Unkown (2008), que A Casa de Vidro compartilha na íntegra para download gratuito, contribuindo para abrir as primeiras portas para que vocês possam conhecer mais intimamente a obra desta artista magistral, ainda entre nós uma desconhecida… Em tempo, talvez a canção que mais gostei, “Letter To A Mad Woman”:

CLICK NA CAPA PARA BAIXAR O DISCO EM MP3

“Letter to a Mad Woman”
Acordes em Chordify

A letter came to him today
Said he really should obey
What an utter outrage
Someone could think that way
She said you better start to pray
If all you people wanna get saved
“We’re perfection, you’re a disgrace
Make no mistake!”

He’s just passing the days
Trying not to feel blue
But it’s all he can stand
They keep on feeding him the lies
Nothing else he can do
But to hope and to pray for this nonsense to change
But it won’t so he’s back in his gloom.

Sir you mean to imply
What I’ve said it’s all a lie
Can you look me in the eye
And justify
Well I think you’ve all gone mad
There’s so much loving to be had
Change your tune and I’ll be glad
Tolerance ain’t no fad

He’s just passing the days
Trying not to feel blue
But it’s all he can stand
They keep on feeding him the lies
Nothing else he can do
But to hope and to pray for this nonsense to change
But it won’t so he’s back in his room…

You offer solution
I’m hearing confusion
You stand there so proud and confident
I’m only one person
It could be so much worse
You say I must change what I believe it’s true

They keep on feeding us the lies
Nothing else for us to do
But to hope and to pray for this dust to disappear
So we all see a little more clear…

SITE OFICIAL – GABYMORENO.COM

BAIXAR O ÁLBUM COMPLETO

Vinte anos após a obra-prima “OK Computer” (1997), Radiohead lança álbum duplo “OKNOTOK” (2017) com 11 faixas bônus

Duas décadas após o lançamento de OK Computer (1997),  álbum que redefiniu os horizontes estéticos noventistas na música global, tendo sido consagrado desde seu lançamento como uma obra-prima na história do rock, o Radiohead celebra seu clássico com o lançamento de “OKNOTOK” (2017).

Este álbum duplo da banda inglesa liderada por Thom Yorke chega com intensa celebração pela crítica especializada (nota 10 na Pitchfork, por exemplo), e traz as 12 faixas originais remasterizadas, além de um disco bônus com 11 faixas, incluindo lados-B e 3 canções nunca antes lançadas. O site oficial permite ao usuário adquirir o vinil, o CD ou a versão digital: http://www.oknotok.co.uk/.

recém-lançado videoclipe de “Man Of War” também faz parte das comemorações de 20 anos deste magnum opus na história da música contemporânea:

A Casa de Vidro facilita a vida de quem quer conferir e conhecer esta novidade magnífica na discografia do Cabeça De Rádio: estamos disponibilizando para download gratuito o Disco 2, a grande novidade deste lançamento radioheadiano, que conta com as seguintes músicas:

01. I Promise; 02. Man of War; 03. Lift; 04. Lull; 05. Meeting in the Aisle; 06. Melatonin; 07. A Reminder; 08. Polyethylene (Parts 1 & 2); 09. Pearly; 10. Palo Alto; 11. How I Made My Millions.

Baixaê: http://bit.ly/2uvpGbm (90 MB, Zip de Mp3 320kps)

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Curta também:

Clipes de OK Computer


Leia:

The Whispered Warnings of Radiohead’s “OK Computer” Have Come True

Though Thom Yorke insists that “OK Computer” was inspired by the dislocation of non-stop travel, it’s now understood as a record about how overreliance on technology can lead to alienation.

By Amanda Petrusich, The New Yorker [LINK]

Foto que abre o post: Radiohead, New York, 1997, by Danny Clinch

CONFLUÊNCIAS – Festival de Artes Integradas, 4ª Edição: Trip, 23/6, com Chá de Gim, Distoppia, Tião Locomotiva e Veneno, Exposição fotográfica “Caminho do Cerrado”, Discotecagem cannábica

Vem aí a 4ª edição do Confluências: Festival de Artes Integradas, propiciando altas viagens sensoriais e estéticas através de shows, exposição fotográfica, discotecagem cannábica, poesias de autores goianos, livros e HQs à venda, dentre outras atrações.

O evento vai acontecer na Trip (Rua 115e, Setor Sul, Goiânia), no dia 23/06 (Sexta-feira), a partir das 20h, no mesmo dia da Marcha da Maconha – Goiânia 2017. Confira nosso cardápio cultural para a ocasião:

* Shows: Chá de Gim; Distoppia, Tião Locomotiva & Veneno, Laptop Ensemble (Eduardo Kolody & Eufrasio Prates) da BSBLOrk – Orquestra de Laptops de Brasília.

* Exposição fotográfica: O Caminho do Cerrado, de Mel Melissa Maurer, trabalho de cunho artístico e denunciativo sobre a devastação crescente do Cerrado na região da Chapada dos Veadeiros. Conheça: https://ocaminhodocerrado.blogspot.com.br/.

* Feirão de livros e HQs com preços imbatíveis da Livraria A Casa de Vidro.

* Discotecagem: Canções cannábicas, nacionais e internacionais, dos mais variados gêneros musicais, que tematizam e/ou simulam a expansão de percepção e as situações sociais propiciadas pelo consumo da cannabis sativa. Amostras / aperitivos: #1: Quique Neira & Alborosie#2: Bezerra da Silva; #3: Steppenwolf; #4: Amy Winehouse; continua em breve.

Uma produção A Casa de Vidro – Livraria e Produtora Cultural. Siga Confluências no FacebookPágina do evento.

E MAIS:
►Cervejas e drinks com diversidade e preços acessíveis
►Massas e outros rangos deliciosos com Lobato Massas Artesanais
►Jardim good vibes
►Pet Friendly
►Bazar com livros, CDs e discos de vinis selecionados
►Ambiente seguro
►Chegou de bike ganha 10% de desconto!

Local:
Trip Música e Artes – Rua 115-E (entrada) com a 115, Setor Sul.
#entranatrip #trip #tripmusicaeartes
Entrada: R$10

Arte do flyer: Annie Marques

P.S. Em 23 de Junho, há a culminação dos trabalhos do Coletivo Antiproibicionista MenteSativa, organizador da Marcha da Maconha, que promove também a Semana pela legalização – Mente Sativa – eventos de crucial relevância para o debate público e a conscientização cívica, plenamente apoiados pelo Conflu. Conflua também!


SAIBA MAIS / RELEASES


Despontando no cenário rocker de Goiânia, Tião Locomotiva & Veneno, uma dupla de blues-rock turbinado e intenso, tocará nesta Sexta (23/06) na Trip no Confluências #4 – Festival de Artes Integradas. É pra chaqualhar o esqueleto com o groove intenso dos caras! Confira o mais recente videoclipe ao vivo como aperitivo:


A Chá de Gim lançou recentemente a bela “Canção do Futuro”, novidade no repertório da banda e que integrará o segundo álbum de estúdio, o sucessor de “Comunhão” (Ouça: http://bit.ly/2rdpvQU). No Confluências #4 – Festival de Artes Integradas, vocês poderão curtir esta pérola ao vivo e a cores, além de outras maravilhas do cancioneiro da Chá como “Zé”, “Samba Verde” e “Cordeiro do Mundo”. Borá pra Trip na Sexta 23/06 pra apreciar este showzaço?

O quarteto  surgiu no cenário artístico goiano dos últimos anos como uma das mais saborosas novidades ao sintonizar MPB, samba-rock e muita lisergia com letras cheias de lirismo e contestação. A Chá despontou no radar daqueles que estão antenados ao cenário musical de Goiânia com a canção “Zé”, consagrada com o prêmio do júri e do público no Festival Juriti de Música e Poesia Encenada em 2014 [assista à performance: http://bit.ly/2gQJZMl].

Na ocasião, o júri contou com a presença de Jorge Mautner e sob o impulso da premiação a banda pôde gravar este seu vigoroso debut. Uma digna reportagem no Monkeybuzz esclarece um pouco da inserção da Chá de Gim – que sempre marca presença em festivais como Festival Vaca Amarela e Grito Rock – no cenário alternativo de “Goiânia Rock City”:

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Festival Juriti de Música e Poesia Encenada 2014, uma produção da Matuto, durante a premiação do Chá de Gim por melhor música, segundo júri e público, com “Zé” – Fotografia: Layza Vasconcelos

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MONKEYBUZZ: “A rápida ascensão do grupo Chá de Gim deve-se puramente à cena efervescente de Goiânia. Já não é novidade para ninguém que a capital é um dos maiores expoentes brasileiros de revelações nos últimos anos. A sua cena musical é autosustentável e festivais como Bananada e Vaca Amarela são a porta de entrada para que artistas de outros estados possam entender o que parece ser mágico na cidade: o Rock’n’Roll. Nos últimos anos, inúmeros atos romperam o casulo e alcançaram projeção nacional, como Boogarins, Hellbenders, Black Drawing Chalks e Carne Doce, entre outros. No entanto, se cada um cria o Rock à sua maneira, o que parecia estar em evidência na região é a tal da Psicodelia – e é nesse quesito que esta nova banda Goiânia se encaixa perfeitamente.

Formada em 2014 por Diego Wander (vocal e percussão), Alexandre Ferreira (bateria), Bruno Brogio (baixo) e Caramuru Brandão (guitarra), o grupo surpreende pela rápida ascensão(…). Os singles e Samba Verde, no entanto, mostram que existe muita unidade por trás dos sons da banda e um futuro muito interessante pela frente. A mistura traz muito da música brasileira tradicional, como o Samba e o Forró, ao lado de Rock e Psicodelia – adereços que criam maior profundidade e impacto no som criado. (…) Auxiliada por acordes aéreos processados no atraso do delay e combinados a uma percussão marcante, a música torna-se um hit certeiro.” (Txt: Gabriel Rolim)

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Recentemente, a Chá também participou do IV Muvuca Festival, na Praça das Artes, e estivemos lá registrando a vibe no começo do show – sente a brisa do “Samba Verde”:

Relembre também a participação da Chá de Gim na primeira edição do Confluências.


O Distoppia, novidade no cenário do rock alternativo autoral com letras em português, é outra das atrações do Confluências #4. A banda já se apresentou em festivais como o Grito Rock (produção Fósforo Cultural) e já realizou show no Teatro do IFG – câmpus Goiânia. Confiram abaixo duas das canções da banda goianiense, “Morador” e “Alter Ego”:

Com o objetivo em dar vida às composições do vocalista Matheus Damasceno, a banda teve seu início com o intuito de participar de um Festival local (Bouga Fest) no ano de 2013, onde a mesma foi finalista.

Após essa experiência, a banda passou a permear a cena local da cidade e no ano de 2015 lançou duas singles de estréia. Através de amigos de faculdade e da cena musical, a banda passou a contar com uma formação fixa com Matheus Damasceno (vocais e violão), Pedro Guilherme(guitarra), Muryllo Pacheco (bateria), Emerson Fagundes (contrabaixo) e Matheus Guerra – Guitarrista (guitarra).

Desde então, com uma relação de amizade entre os músicos, a sonoridade passou a ser mais solta e a banda passou a se apresentar com mais frequência na cena local, com apresentações significativas no Grito Rock Goiânia (uma produçãoFósforo Cultural) e no Teatro do Instituto Federal de Goiás (IFG) – oficial – câmpus Goiânia.

Distoppia é distinguida pelas influências individuais de seus integrantes que ao se juntarem acabaram criando um belo mosaico sonoro. A intenção da banda é criar uma paisagem auditiva de modo a promover certa transcendência com o ouvinte à medida que ela é somada a poesia de suas canções.

O ano de 2017, marca a estreia do primeiro álbum em estúdio da banda, que além de contar com faixas inéditas, também terá uma regravação da Single ‘Morador”. O álbum esse que será divulgado junto a uma turnê por terras Portuguesas com o selo da Music For All.


O Caminho do Cerrado, impressionante projeto fotográfico de Mel Melissa Maurer, estará em exposição durante o Confluências #4 – Festival de Artes Integradas. Em parceria com a artista, selecionamos 15 das fotografias mais significativas deste projeto e elas irão decorar o ambiente e instigar a reflexão no evento. No vídeo abaixo, confira o making off da primeira etapa desta empreitada artística que tematiza e denuncia a devastação crescente do Cerrado, gerada principalmente pelo agronegócio.

As fotos, protagonizadas por uma modelo que vesta apenas botas e máscara anti-gás, propiciam alertas sobre a aproximação e extensão dessas atividades do agronegócio devastatório por todo o percurso entre Brasília e a Chapada dos Veadeiros. As imagens fazem com que um novo olhar se abra sobre o caminho que o Cerrado, considerado a savana com maior biodiversidade do planeta, e a região da Chapada dos Veadeiros (Patrimônio Natural da Humanidade – UNESCO), vem enfrentando.

A trilha sonora do vídeo é a canção “Não Dá Mais”, de MC Vacy, MC Pato Roco, com participação de Rafael Nunes.

Observe – Reflita – Curta – Compartilhe!
www.facebook.com/ocaminhodocerrado

Assista:



No Confluências #4 – Festival de Artes Integradas, teremos também Eufrasio Prates e Eduardo Kolody mostrando um pouco do trabalho da BSBLOrk – Orquestra de Laptops de BrasíliaLeia a matéria:

“Tecnologia alinhada à natureza, o Coletivo BSBLOrk utiliza inovação para criar música eletrônica experimental. Criado em 2012, na Universidade de Brasília, o grupo é formado por nove integrantes, entre ex-alunos e professores da UnB. Misto de arte, física e filosofia, a Orquestra de Laptops funciona com um software que transforma os movimentos em frente à webcam em som.

A inovação é resultado de muito estudo. Fruto do doutorado do maestro Eufrasio Prates, o software Holofractal Music é capaz de traduzir as distancias e velocidades dos movimento em frequências sonoras. Cada computador é ligado em uma hemisfera, caixa com vários alto-falantes em 360°. “A pessoa deve ouvir o seu próprio som e estar em harmonia com o do outro”, explica o estudioso. A ideia surgiu a partir de um simpósio de laptops em Louisiana (EUA), em 2012. A Orquestra foi lançada no evento Tubo de Ensaios, da Universidade de Brasília.

São sons da natureza, da vida cotidiana e de outros instrumentos que juntos entram em harmonia para criar algo totalmente novo. O suporte tecnológico utiliza os princípios da física, matemática e da música. “Para tocar um instrumento comum a pessoa precisa estudar, mas tirar som deste exige muito mais conhecimento”, comenta Eufrasio. – LEIA NA ÍNTEGRA



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MEU CARO AMIGO: Uma carta musicada, de Chico Buarque para Augusto Boal

Augusto Boal (Arena/Teatro do Oprimido)

Aproveitando a melodia de um choro de autoria de Francis Hime, Chico Buarque escreveu a letra desta canção/carta dando notícias do Brasil ao amigo Augusto Boal, que estava no exílio, em Lisboa, durante a ditadura militar no Brasil (1964-1985). Enviou-a em fita K7 e a gravaria no elepê Meus caros amigos, de 1976, com a participação da flauta de Altamiro Carrilho, do clarinete de Abel Ferreira, do bandolim de Joel Nascimento e, mais uma vez, com Francis Hime ao piano. – CORREIO IMS

Rio de Janeiro, 1976

Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n’roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando que, também, sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n’roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n’roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se me permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco
Aqui na terra tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock’n’roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol
Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta
A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo pessoal
Adeus