


A Meta é uma peça-chave na eleição que se aproxima. Os recentes banimentos da conta de anúncios do Lula e a derrubada provisória do perfil Revelando no Insta após o vídeo-viral de Porchat – Grandes Igrejas, Master Negócios – são sintomas graves do que está rolando.
A empresa encabeçada pelo bilionário Zuckerberg, como sabemos, foi instrumento crucial no advento do Trumpismo: sem o escândalo Facebook & Cambridge Analytica, será que o Agente Laranja que mandou sequestrar Maduro e assassinar o aiatolá iraniano teria sido eleito para seu primeiro mandato?
Para a inauguração do segundo mandato de Trump, lá estava o Mr. Zuckerberg, apoiando o empresário neofascista e xenófobo que comanda o Império Mentecapto que hoje genocida Gaza em aliança com a entidade sionista.
O Brasil agora tá no epicentro deste debate pois tudo indica que a Meta tá fechadona com Bozo Jr. E eis que a AlJazeera (Aj+Plus) pôs isto em pauta para todo o globo e apontou também que a ONG Anistia Internacional vem comprovando inúmeras violações da empresa no que tange ao controle das fake news e dos discursos de ódio.


A Meta já se tornou uma das empresas mais poderosas e lucrativas de toda a história da comunicação social e hoje em dia o impacto nas eleições dos “posts impulsionados” no Metaverso é muito maior do que aquele que tiveram um dia TVs, jornais e webportais.
É chocante o quanto estamos coletivamente reféns de uma corporação estadunidense, dona do Zap, do Insta e do Face, e o quanto nosso “ativismo de sofá” hoje é feito quase que inteiramente dentro de um ambiente on-line controlado pela Meta. Nenhum CEO ou diretor da Meta foi eleito por ninguém, no entanto estão interferindo em eleições e mandando e desmandando na geopolítica global.
A Human Rights Watch é uma ONG muito respeitável e responsável que publicou robustos relatórios sobre o modo como a Meta é cúmplice do genocídio do povo palestino. A Meta atua, através da programação algorítmica e do deletamento, censurando e shadowbanindo os conteúdos em solidariedade à causa da soberania e auto-determinação palestina.




Muito me preocupa que estejamos quase todos viciadíssimos nas dopaminas que a Meta aprendeu a disparar em nossos cérebros, presos nas malhas de uma armadilha publicitária poderosa, doom scrolling como se ouvesse pedrinhas de crack na telinha do celular que não conseguimos deixar de fumar, e permitimos que uma corporação dessas seja tão descaradamente uma agente da empreitada neo-imperial do Trumpismo.
Há quem tema uma intervenção militar Trumpista no caso da vitória de Lula em 2026. É possível mas improvável – agora, a intervenção cyber-comunicacional já está a todo gás e vocês se lembram que o Jair Genocida, o Capitão Cloroquina, só foi eleito por motivos que incluem: 1) o fato de que Lula estava injustamente encarcerado na masmorra de Curitiba pelas calhordices de Moro e do LavaJatismo, e 2) também pelo #Caixa2 usado pelos bolsofascistas e seu empresariado para impulsionar fake news (mamadeira de piroca e que tais) no Zapistão e no Metaverso pra aniquilar a reputação de Haddad e Manu – revelado por Patrícia Campos Mello à época.
Lula não vai ao debate na Rede Globo. O que talvez seja mesmo a decisão mais sábia, a julgar pela verdade dura de que ela apoiou a Ditadura e muito provavelmente esteja em sua tradicional vibe antipetista. Mas a Rede Globo importa tanto assim? Ou já entramos numa fase histórica onde a Meta é mais importante que a Globo? E ambas estão, ainda que vistam a máscara da democracia burguesa liberal, em pleno devir-fascista?
Vejam o post importantíssimo da AJ+ Plus em https://www.instagram.com/p/Dd41hE4E37H/ e me contem: o que faremos?
VEJA TB:
Eleições brasileiras em foco no excelente programa da Al Jazeera – As Brazilians head into national elections, there’s a familiar name on the ballot: Bolsonaro. Not former President Jair Bolsonaro. It’s his son Flavio, who is presenting himself to the electorate as a more moderate version of his father.
Election coverage has been dominated by a major corruption scandal – the biggest banking fraud case in the country’s history. Brazilians are accustomed to corruption scandals involving political figures. The coverage tends to be framed as: they’re all equally corrupt.
Contributors:
Andrew Fishman – President & co-founder, Intercept Brasil
David Nemer – Professor, University of Virginia
Andre Pagliarini – Professor, Louisiana State University
Nátalia Portinari – Reporter, UOL
Presenter: Richard Gizbert
Producers: Iraklis Taxiarchis, Monazza Farooqi and Kritika Jindal
Editor: Sidney Sonnerberg
Publicado em: 01/10/26
De autoria: Eduardo Carli de Moraes educarlidemoraes
A Casa de Vidro Ponto de Cultura e Centro de Mídia