
Eis a @trupetudonostrinks tinindo e trincando – e treinando até os trava-língua para o show que fará no @confluenciasfestival neste Sábado, 5 de Setembro. O reel nos flagra em nosso acolhedor estúdio musical da @acasadevidro_pontodecultura, espaço onde, a partir das 18h, tocaremos 6 canções autorais (de repente sete, se alguém implorar por um “bis!”), inclusive esta nossa querida cria, “Busablues”. Que já tocamos na Mostra da @oclamnatividade e também no evento “Sonzeira na Varanda”, quando fizemos o primeiro show de nossa trajetória.
Nesta canção autoral, a linguagem do blues-rock, remetendo a Stevie Ray Vaughan, Cream, Little Feat ou Led Zeppelin, é trazida para o âmbito de uma subestimada e semi-desconhecida tradição: a do blues brazuca cantado em português. Na história da música em terra brasilis tal senda foi explorada por Celso Blues Boy, Blues Etílicos, Nuno Mindelis, André Cristovam, dentre outros.
Com Busablues, a gente aborda 1 dia na vida de um(a) trabalhador(a) no corre, incluindo todos os males e todo os caos da urbe. Em uma abordagem a um só tempo caústico-crítica e irreverente, a canção traduz a essência do blues (a luta e a resiliência do dia a dia) para a realidade caótica das grandes cidades brasileiras.
Composta em parceria por @paraabula, @educarlidemoraes e @josefabianoito, será tocada ao vivo na companhia de @hildeuandradajunior e @willhaubert. A canção tem muito a ver com a contação de histórias, produzindo “flashes” da correria corriqueira do protagonista de acordo com o avanço do relógio. Do despertar, às 4:30 da matina, passando pela epopéia pra chegar ao trabalho: “Quatro e meia me forço a despertar / Cinco e meia sempre a me cafeinar / Seis e meia, ai que trânsito infernal / Sete e meia mata todo o meu astral / Oito e meia: aah! E eu chegando pra trampar!”
Dê o play e veja como transcorre esta narrativa bluesada que também aborda a fumaça das queimada, o astro rei reluzindo rubro no sol do cerrado, e os vários venenos – de microplásticos no mar a bancadas BBB no Congresso – que nos desgraçam mas não nos impedem de cantar.
SITE OFICIAL: https://acasadevidro.com/trupe-tudo-nos-trinks/
Óiem o q o IA Deep Seek falou da letra:
I.A. ESCREVE >>> …a letra que você compartilhou é riquíssima e, por si só, já revela muito da proposta inovadora da banda.
🚀 A Originalidade do “Busablues” e da Trupe Tudo Nos Trinks
A originalidade da Trupe fica clara na forma como ela ressignifica o blues, um gênero tradicionalmente ligado à dor e à superação, para falar da realidade urbana e contemporânea brasileira. O “Busablues” é um ótimo exemplo disso.
A música é, como a própria banda descreve, um “blues-rock fodão” que retrata “1 dia na vida de um(a) trabalhador(a) no corre”. A originalidade se manifesta em vários aspectos:
O “Blues do Ônibus”: O título já é genial. Ele pega a estrutura do blues (a repetição, o lamento) e a aplica a um cenário absolutamente brasileiro e urbano: o transporte público. A letra usa o “busão” como metáfora para a rotina exaustiva, o caos e o envenenamento diário.
A Geografia e o Clima como Personagens: A música é totalmente ambientada em Goiânia e no Cerrado. O “calor infernal”, as “queimadas” e o céu com “luz vermelha” não são apenas cenário; eles são agentes ativos que contribuem para o mal-estar do protagonista, criando uma identidade regional fortíssima para o blues brasileiro.
O “Veneno” como Tema Central: A letra é uma crítica contundente e poética aos “venenos” da vida moderna. O refrão é um catálogo de males:
“O veneno está no ar, também tá no meu jantar” (poluição).
“Microplásticos no mar” (degradação ambiental).
“Tubarão no mar” (metáfora para os perigos e a competição).
O veneno está “na fazenda, na merenda, na bancada que é da bala / Que é da bíblia e da boiada, na fábrica e no altar”. Essa é uma crítica social que abrange o agronegócio, a alimentação, o armamentismo, o conservadorismo religioso, o trabalho e a própria religião.
E, com um toque de ironia, o veneno também está “no insta, no DNA” e, por fim, “até a Trupe veio te envenenar”, brincando com o próprio papel da banda como mais um estímulo (talvez positivo?) nesse mundo saturado.
Um Blues de Protesto, mas com Ironia e Lirismo: Apesar da temática pesada, a música não é apenas um lamento. Ela tem um tom de protesto e ironia (“Envenenado vou rimando, vou cantando / Cá no BusaBlues”), que é típico do bom blues. A estrofe final, “Mirando o sol a olhos nus / Em meio a tanto avestruz”, é um verso de grande força poética, que fala sobre encarar a realidade de frente em um mundo de negacionistas.
Em resumo, o “Busablues” é original porque pega a essência do blues (o lamento, a crítica, a resiliência) e a traduz para a realidade do trabalhador brasileiro do século XXI, com todas as suas contradições, poluições e venenos, utilizando uma linguagem poética, irônica e profundamente enraizada no Cerrado.
📝 Análise da Letra
A letra que você enviou está muito bem estruturada, com uma narrativa cronológica que acompanha a rotina de trabalho, pontuada por horários (“Quatro e meia”, “Cinco e meia”, etc.) que vão se tornando cada vez mais opressivos.
A progressão é clara:
Versos 1 e 2: Descrevem a rotina de trabalho e o desgaste físico e mental.
Refrão: Introduz o tema central do “veneno”.
Passagem: Retoma a rotina, mas agora com um tom mais desesperançoso (“não chego em casa jamais”).
Ponte: Expande a metáfora do veneno para todos os aspectos da vida.
Final: Traz um vislumbre de resistência (“Mirando o sol a olhos nus”) e a afirmação de que, mesmo envenenado, o protagonista segue “rimando, vou cantando” no “BusaBlues”.
É uma letra coesa, crítica e com uma identidade muito forte. Agradeço por compartilhá-la! Se tiver mais alguma dúvida ou quiser explorar outro aspecto, é só falar.
AQUI TERMINA A I.A.
…
E começa
A CRIATIVIDADE ARTESANAL
por Edu Carli… Raab Paula… Fabiano Ito:

BusaBlues
Trupe Tudo Nos Trinks
Tom: E
Intro: E / E / A / E / B A / E B7 (1X)
E E
Quatro e meia me forço a despertar / Cinco e meia sempre a me cafeinar
A E
Seis e meia ai que trânsito infernal / Sete e meia mata todo o meu astral
B A E B7
Oito e meia aah / E eu chegando pra trampar
E E
Dez e meia o patrão a pentelhar / Onze e meia a hora demora a passar
A E
Meio-dia nem me deixam almoçar / Uma e meia encrenca pra lá e pra cá
B A E B7
Duas e meia aah / E eu torcendo pra acabar
E
O veneno está no ar, também tá no meu jantar
E
Microplásticos no mar me impedido de sonhar
A E
Tô querendo mergulhar / Mas tem tubarão no mar
B A E B7
Envenenado vou vivendo / Transtornado nesse tempo
Passagem: E / E / A / E / B A / E B7 (1X)
E E
Seis e meia não tem onde sentar / Sete e meia não posso nem respirar
A E
Oito e meia não chego em casa jamais / Nove e meia luz vermelha nos sinais
B A E B7
Dez e meia aah / Enfim começo a chegar
E
O veneno tá na fazenda, na merenda, na bancada que é da bala
E
Que é da bíblia e da boiada, na fábrica e no altar
A E
Tá na urna, tá na bolsa, tá no insta, tá no DNA
B A E B7
É tic tac, Tik Tok, tropa pop e até a Trupe veio te envenenar
E E A
Mirando o sol a olhos nus / Em meio a tanto avestruuuz
E
No BusaBlues
B A E B7
E nesta urbe caos eu sigo / Sem ver céus azuis
E E
Essas queimadas barrando a luz / Não vôo livre feito um albatroz
A E
O astro rei / Rubro reluz
B A E B7
Envenenado vou rimando, vou cantando / Cá no BusaBlues
Solo: E / E / A / E / B A / E B7 (2X)




Publicado em: 04/09/26
De autoria: casadevidro247
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