A arte e a educação em confluência, vibrando juntas num caldeirão efervescente de linguagens e expressividades. Foi o que pudemos vivenciar entre 17 e 19 de Novembro de 2025, na Cidade de Goiás, através de um rico cardápio artístico-cultural: oficinas, exposições, performances, shows, peças, debates, filmes e muito mais puderam ser desfrutados pelo público, constituído em sua maioria por “caravanas” provenientes de quase todos os campus do Instituto Federal de Goiás.
Realizado pelo IFG com recursos públicos de aproximadamente R$400.000/ano, o Festival de Artes de Goiás, com 18 edições já realizadas, destaca-se no panorama brasileiro como o mais consolidado e grandioso evento deste tipo no âmbito dos Institutos Federais do país. Eventos desta estirpe costumam ser realizados a partir das pró-reitorias de extensão (neste caso, a PROEX-IFG) e buscam integrar múltiplas linguagens como dança, música, artes visuais, literatura, teatro, contação de histórias, audiovisual, dentre outros, além de eventos mais acadêmicos (como a Jornada de Pesquisas em Artes, onde há partilha entre pesquisadores da área).
Em 2025, realizado na semana do feriado nacional da Consciência Negra, o F.A.G. trouxe “um tema intrigante e reflexivo, Encruzilhadas, que representa as travessias, os cruzamentos e os caminhos que a vida propõe ao ser humano”, como está descrito no site oficial da Instituição, no qual a reitora pontuou:
– Ao celebrarmos a 18ª edição do nosso Festival de Artes de Goiás, celebramos também a força e a resiliência da cultura em nossa instituição e em nosso estado. São quase três décadas de um evento que se consolidou como um palco vibrante para a expressão artística, a formação de novos talentos e o diálogo com a sociedade. O Festival é a materialização do nosso compromisso com uma educação que transcende a sala de aula, que pulsa vida, criatividade e senso crítico”, ressalta a reitora do IFG, Oneida Cristina Gomes Barcelos Irigon.

O Festival inclui ainda 3 dias da Feira da Economia Solidária no Mercado Municipal da Cidade de Goiás: De acordo com a professora Elza Gabriela, responsável pela atividade, “a Feira de Economia Solidária do IFG é um evento de exposição, divulgação e comercialização de produtos e serviços para apoio e fortalecimento a pequenos empreendimentos de base social, negócios solidários e cooperativas, valorização de saberes e promoção do desenvolvimento socioambiental local, com princípios da extensão, práticas de base ecológica e de economia solidária, artes, artesanato e/ou de estímulo à agricultura familiar e à segurança alimentar”, comenta.
Já a identidade visual foi outro destaque: criada pelo professor do Câmpus Aparecida de Goiânia, Alexandre Guimarães, “tem como principais referências a ancestralidade, as travessias, as matrizes culturais brasileiras e a diversidade de territórios”, afirma. “Para representar essa gama de referências, o professor se baseou nos trabalhos gráficos do artista plástico e professor brasileiro Rubem Valentim e nos símbolos ideográficos originários dos povos Akan Gana, na África, os Adinkras, em suas versões geométricas.
– Essa fusão resultou num conjunto visual que tem um símbolo composto por variações da tipografia AM Tripoli (Adobe), de peso visual forte, além de geométrica e pontiaguda. A repetição e combinação de algumas letras formam esse símbolo, uma versão particular de um Adinkra no meu imaginário gráfico e, ao mesmo tempo, um totem bidimensional”, afirma o designer. (Site do IFG)
Estive eu (Eduardo Carli) acompanhando a “caravana” do câmpus Anápolis, com 23 estudantes, na companhia também dos profs. Marcelo Milhomens, Elza Gabriela e Maria Mineiro, a este evento que já marcou minha vida de várias maneiras: durante a pandemia, assumi o cargo de Coordenador de Eventos do IFG e pude trabalhar na organização das 3 fases da edição “pandêmica” do Festival, com o tema “Risco”. Também já estive realizando cobertura audiovisual na edição ocorrida em Itumbiara, 2017, com o tema “Pô!Ética”.
Expresso mais uma vez minha admiração e reverência ao IFG, instituição que integro como docente efetivo, pela excelência deste Festival de Artes de Goiás que é referência nacional na área e que nesta bela edição de 2025 também nos instigou a pensar caminhos fecundos para a educação que nos vem sendo apontados por autores brilhantes como Luiz Rufino.

COBERTURA D’A CASA DE VIDRO:

ENCHENDO O SAX – Grupo de saxofones 🎷 do IFG apresenta-se na primeira noite do F.A.G. do I.F.G. 2025 interpretando um clássico do rhythm and blues / funk de Mr. James Brown. Vídeo por @educarlidemoraes para @acasadevidro_pontodecultura:

Alexandre Civardi interpreta ao violão as composições de Garoto na primeira noite do XVIII Festival de Artes de Goiás.
Artista de muita expressividade na nova Música Popular Brasileira (MPB), a empoderada cantora Dandara Manoela fez show no Palco do Mercado Municipal de Goiás nesta terça-feira, às 21 horas, como atração musical do XVIII Festival de Artes de Goiás (IFG) – “Encruzilhada”. Vídeo realizado pelo professor Eduardo Carli de Moraes para a cobertura d’ @acasadevidro_pontodecultura
“Vencedora do Prêmio Catarinense de melhor cantora, em 2017, e melhor álbum, em 2018, ela vem de Santa Catarina e traz para o festival ritmos brasileiros como samba e nova MPB, com influências pop, afro e latinas, cantando lutas, afetos e subjetividades.” (www.ifg.edu.br/component/content/article/17-ifg/ultimas-noticias/44620-shows-no-18-festival-de-artes)

As estudantes do campus Luziânia Ana Julia Marcondes (@anaj.marcondes), Fernanda Ribeiro (@nannda_ribeiro) e Larissa Costa (@larii_costaxz), orientadas pela professora Giselle (@giselleadss), apresentam as obras que realizaram e estiveram expostas no câmpus Cidade de Goiás durante o XVIII Festival de Artes de Goiás (IFG), “Encruzilhadas” (2025). Esta cena documental foi filmada por @educarlidemoraes para a cobertura publicada no canal da @acasadevidro_pontodecultura .

Em 14 oficinas, participantes do 18° Festival de Artes puderam conhecer um pouco de fazeres diversos no campo das artes. Elas são marca do festival e atraem principalmente os estudantes.
Nesta 18 edição, foram ofertadas as oficinas “Na encruzilhada da rima: palavras e pontos riscados”, ‘Ginga por resiliência – capoeira e filosofia africanas”, “Máscara afrogoianas”, “Omulu em palha de milho”, “Caracterização para cinema e audiovisual”, “OBS studio descomplicado”, “O sorriso do palhaço”, “Consciência corporal através da parada de mão”, “Danças contemporâneas e artes visuais: poéticas em aproximação”, “Vogue old way – leveza, elegância e força”, “O caminho do Beat”, “Solta o canto”, “Fabulações coletivas: a encruzilhada de corpos-agulha” e “Teatro do oprimido”.
MAIS SOBRE AS OFICINAS: Aprender, refletir, fazer: oficinas proporcionam vivências diversas









Publicado em: 21/11/25
De autoria: Eduardo Carli de Moraes educarlidemoraes
O Festival de Artes de Goiás 2025 trouxe muita vida e cultura para a Cidade de Goiás. Durante vários dias, estudantes, professores, artistas e moradores puderam participar de oficinas, apresentações, debates e filmes, criando um ambiente de troca e aprendizado.
O tema “Encruzilhadas” convidou o público a refletir sobre caminhos, encontros e diversidade, dando um significado especial às atividades. A Feira da Economia Solidária também teve grande destaque, valorizando o artesanato, os saberes tradicionais e os pequenos empreendedores locais.
Com uma identidade visual inspirada na ancestralidade e em símbolos africanos, o festival reforçou a importância da cultura como forma de expressão e de união. No geral, foi um evento marcante que mostrou a força do IFG e o quanto a arte pode transformar e conectar as pessoas.
A Casa de Vidro Ponto de Cultura e Centro de Mídia
Mayza Victória Belarmino
Comentou em 03/12/25