[#CinephiliaCompulsiva] “A ESCOLHA DE SOFIA” (Sophie’s Choice), de Alan J. Pakula (1982)

Se isto é um homem
Primo Levi (1919 – 1987)

Vós que viveis tranquilos
Nas vossas casas aquecidas,
Vós que encontrais regressando à noite
Comida quente e rostos amigos:
Considerai se isto é um homem
Quem trabalha na lama
Quem não conhece a paz
Quem luta por meio pão
Quem morre por um sim ou por um não.
Considerai se isto é uma mulher,
Sem cabelo e sem nome
Sem mais força para recordar
Vazios os olhos e frio o regaço
Como uma rã no Inverno.
Meditai que isto aconteceu:
Recomendo-vos estas palavras.
Esculpi-as no vosso coração
Estando em casa, andando pela rua,
Ao deitar-vos e ao levantar-vos;
Repeti-as aos vossos filhos.
Ou que desmorone a vossa casa,
Que a doença vos entrave,
Que os vossos filhos vos virem a cara.

(tradução de Simonetta Cabrita Neto)
Via Modo de Usar

Em um cáustico comentário sobre a atual tirania do capitalismo de “livre mercado”, Eduardo Galeano sugeriu que hoje o sistema eleitoral, todo sequestrado pelo poder econômico e pelo financiamento privado de campanhas, permite-nos apenas “escolher com que molho seremos devorados”. De modo similar, a personagem vivenciada por Meryl Streep em “A Escolha de Sofia” – performance que rendeu-lhe o Oscar de Melhor Atriz – passa por um trauma radical ao chegar ao campo de concentração de Auschwitz: o soldado nazista, em seu sadismo estratosférico, impõe-lhe uma escolha das mais terríveis que se pode imaginar, uma opção sobre que tipo de execrável ferida ela prefere ter-lhe infligida. Uma escolha entre o terrível e o horrível; uma opção entre duas perdas igualmente mutilantes. Diante de alternativas tão tenebrosas, o afeto que domina o espectador é o de indignação: ninguém deveria ser obrigado a escolhas que parecem uma caricatura sádica do livre-arbítrio.

A lembrança deste episódio, sofrido em tempos bélicos de barbárie extrema, é tão dolorosa e insuportável que só ao fim do filme Sophie enfim revela seu segredo, tendo antes que tragar uma boa dose de uísque e alertar seu amigo Stingo que nunca havia confessado aquilo antes. Que a revelação venha somente ao final da película parece-me mais do que uma tática cinematográfica para manter o suspense. Soa mais como uma técnica narrativa que mimetiza a dificuldade psíquica da protagonista, embarcada no fluxo temporal, em “digerir” e comunicar certas experiências que sangram na lembrança.

“O espírito é um estômago”, dizia Nietzsche, tese brilhantemente explorada na obra de Maria Cristina Franco Ferraz. No caso de Sophie, o filme ilustra que há vivências pretéritas tão sofridas que às vezes permanecem por longo tempo no âmbito do incomunicável e do inefável – e não por ser excesso de sublime, mas por sua carga excessiva de horror. Certas memórias, parece dizer a atitude de Sophie, seria melhor calar ou afundar no olvido total. Porém, não existe borracha mágica que aniquile as cicatrizes interiores. O trauma insiste em habitar os recessos psíquicos e os subterrâneos mentais. Nem todo inesquecível provêm dos dias felizes: a atrocidade também captura a memória, tornando-nos reféns dos machucados de outrora. 

PawnbrokerNeste sentido, “A Escolha de Sofia” – adaptação de um livro de William Styron – dialoga com uma obra-prima filmada por Sidney Lumet, em 1965, “The Pawnbroker – O Homem do Prego”: em ambos os filmes, sobreviventes do Holocausto, que estiveram em campos-de-concentração e lá sofreram perdas brutais de entes amados, tentam sobreviver após fugir da Europa e buscar refúgio nos EUA. Ambos os filmes são brilhantes no raio-X que fornecem da experiência existencial dos protagonistas em seu duelo com situações extremas; ambos habitam um presente que não se reduz ao aqui-e-agora, mas está saturado de um passado que, por mais recalcado que seja, não cessa de impor-se. O retorno do reprimido é mais forte que a repressão que procura torná-lo irretornável. Ambos os filmes evocam uma das teses enunciadas pelo narrador de Magnolia, de Paul Thomas Anderson: “We may be through with the past, but the past is never through with us.”

A vida de europeus que escaparam da maquinaria genocida do nazi-fascismo europeu, conseguindo chegar vivos à América do Norte, é também um dos eixos temáticos que orienta a obra de alguns dos mais brilhantes artistas da literatura judaica no século XX: caso de um Isaac Bashevis Singer ou um Bernard Malamud. Em um livro acabrunhante mas extremamente revelador, “Em Face do Extremo”, T. Todorov forneceu uma das melhores análises das vivências das vítimas das “máquinas da morte” instaladas pela Europa afora nos tempos da “Solução Final” e da “banalidade do mal” (Hannah Arendt). “A Escolha de Sofia” fornece um impressionante retrato da condição no exílio da católica polonesa Sophie, que só escapou da câmara-de-gás por um triz – o que não é exatamente uma felicidade, mas conduz àquela peculiar condição psicológica, analisada por Todorov ou Primo Levi: uma certa vergonha por ter sobrevivido, um horror diante da desumanização geral que se vivenciou e testemunhou.

Sophie, vivendo no Brooklyn com seu companheiro Nathan (Kevin Kline), parece ter tentado afundar no esquecimento o passado distante e suas perdas inolvidáveis. Porém, não são as rodas-gigantes de Coney Island que apagarão a marca na memória desta ex-mãe que, em Auschwitz, foi posta em uma situação existencial inacreditavelmente dolorosa: escolher qual de seus filhos salvar do extermínio. O sadismo-nazi talvez jamais tenha encontrado, na história do cinema, um emblema como este.


A vida pacata num casarão pink no Brooklyn parece simbolizar um desejo de kitsch, tipicamente americano, que pretende esconder num baú os fantasmas de um passado tenebroso. Mas não é fácil varrer cicatrizes para baixo de tapetes cor-de-rosa. O relacionamento entre Sophie e Nathan, com certos elementos sado-masô, está todo assombrado pela Shoah – e ele é às vezes muito cruel em suas alfinetadas contra Sophie, que em sua loirice e branquice tão “arianas”, é acusada de ter sobrevivido ao genocídio perpetrado pelos nazis por sua aparência e anatomia, que se adequavam aos paradigmas racistas do ideal eugênico nazista.

 A chegada do novo inquilino, o escritor sulista Stingo, será o elemento detonador de uma viagem-fílmica pelos trilhos da memória. Nesta viagem, Alan J. Pakula (Todos Os Homens Do Presidente, Klute, O Dossiê Pelicano) irá dirigir seus atores com a maestria de um dramaturgo experiente que dirige uma peça de Strindberg ou Ibsen. As relações entre Sophie e Nathan, oscilantes entre a ternura carnal mais intensa e as agressões mais cruéis, são um retrato dum nó emocional que faz o espectador estarrecer perante os mistérios do coração humano. A entrada do “terceiro elemento”, Stingo, só complicará ainda mais o quadro. O triângulo é uma figura geométrica adorada pelos autores de tragédia…

Sophie, a princípio, parece uma pessoa bastante extrovertida e aberta em sua relações com Stingo – que só bem mais tarde descobrirá a avalanche de mentiras que ela lhe contou. Assistindo ao filme, ocorreu-me um verso da canção do Wilco em que Tweedy diz: “All my lies are always wishes.” Sophie não quis revelar ao seu novo amigo que seu pai, professor de Direito na Polônia, havia escrito panfletos defendendo que a solução para o “problema judeu” na Europa era o extermínio. A filha quis pintar um retrato nobre do pai falecido, idealizando-o diante de Stingo: a lie that springs from a wish…

A escolha de Alan J. Pakula foi por concentrar os flashbacks, que nos levam de volta à realidade da 2ª Guerra Mundial, na segunda metade do filme: revela-se então que Sophie, por ser loirinha e de pele alva, com um rostinho bem “alemão”, foi tratada com privilégios no campo-de-concentração pois supostamente se adequava aos parâmetros raciais do “ariano”. Como serviçal doméstica de Rudolf Hoess, vê-se na situação ética dificílima de, movida por seu élan vital de preservação da vida, ter que fingir ser pró-nazi, obediente e submissa aos ditames do chefe, ao mesmo tempo que ainda sangram na lembrança as atrocidades cometidas pelos nazistas e na urgência de salvar seu filho, preso no campo-de-concentração infantil que está infestado por uma epidemia.

Em uma cena carregadíssima de drama, páthos e tensão, Sophie vê-se diante de outra escolha ética dificílima entre duas alternativas igualmente horríveis: deve ela deixar-se explorar sexualmente por Hoess, barganhando assim sua libertação, numa espécie de pacto sombrio onde a mulher deixa-se estuprar tendo em vista uma vantagem posterior? Ou deve recusar-se, esperneando e debatendo-se, a ser violada por um canalha genocida? No caso, o dilema é dissolvido – ela é “salva pelo gongo” que bate à porta… – mas não sem antes termos a sensação desnorteante de que A Escolha de Sofia é uma obra-de-arte tão notável por ser uma espécie de campo-minado, repleto de dilemas éticos e conflitos intersubjetivos, sempre prestes a explodir na tela. E os estilhaços ferem bem mais que nossos olhos. Ferem mais fundo.

Lista
298pianistaAclamadíssimos filmes posteriores também forneceriam retratos históricos e personagens memoráveis tendo como pano-de-fundo os horrores da Shoah – caso de “A Lista de Schindler” de Spielberg ou “O Pianista” de Roman Polanski. Uma obra como “A Escolha de Sofia” merece fazer companhia a estes filmes: está entre as melhores criações cinematográficas sobre aqueles “tempos sombrios” (expressão que pego emprestada do livro de Arendt, no qual é relatada, por exemplo, a via crúcis que conduziu ao suicídio de Walter Benjamin).

O filme revela, através da personagem de Sophie tão comoventemente encarnada por Meryl Streep, uma complexa e multifacetada subjetividade singularíssima, mutilada pela exorbitância de mal no mundo. Não se trata de uma santa que o filme pretenda canonizar, desenhando auréolas sobre sua cabeça: ela é simplesmente uma mulher, em circunstâncias terríveis, que faz o que pode para driblar os horrores com que se confronta. Em Auschwitz, sua postura não é de solidariedade, de “comunhão de destino” com os judeus – ela inclusive clamará aos nazistas para ser salva, com o argumento de que é católica, que está ali por engano, que não merece aquilo (como se os outros merecessem…).

Que Sophie, após ter passado pelo que passou, seja descrita como alguém que não tenha perdido totalmente a delicadeza, a ternura e a capacidade de alegrar-se é uma espécie de milagre-terrestre, pequeno lume de esperança num filme bastante desesperante. Um filme que faz refletir sobre o “conatus” spinozista, essa perseverança tenaz da força vital, que em situações extremas – como também ilustrado pelo The Revenant de Iñarritu – abandona todos os escrúpulos morais. Além disso, parece-me que o filme é veículo da intuição de que, na vulnerabilidade radical dos mortais em meio aos temporais da história, o amor e o apoio mútuo são tão raros e difíceis quanto preciosos e necessários. No entanto, a ideia de que um amor presente possa apagar e curar todas as perdas e cicatrizes do passado, porém, talvez não passe de uma idealização ilusória: o amor não é divino nem mágico, mas frágil e oscilante como os mortais.

Na cena onde Sophie e Stingo concretizam seu enlace carnal, o desejo dela de obliterar a lembrança de um passado doloroso demais é explicitamente exposto, numa cena de denso erotismo, que revela a efêmera capacidade do amor físico intenso de tornar esquecidas – por um tempo! – todas as cicatrizes: “Sophie’s lust was both a plunge into carnal oblivion and a flight from memory and grief”, descreve Stingo. “More than that, it was a frantic attempt to beat back death.”

Quanto ao benefício ou aprendizado que podemos colher ao nos deixarmos emocionar e sofrer com um filme desses (que contêm uma cena-chave que mais parece uma estaca-no-coração!), creio que pode ser resumido na fórmula lapidar de George Santayana (1863-1952): “Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo.” Ao que eu acrescentaria: aqueles que não conseguem se compadecer das vítimas de outrora estão condenados a serem os cúmplices, indiferentes e desatentos, dos algozes de agora.

 

(Carli, 31/01/13)

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Parte 2

Leia também: Roger Ebert

Capitalismo à la Pinochet: O neoliberalismo latino-americano segundo Naomi Klein em “A Doutrina do Choque”

Neoliberal

Um dos “heróis” mais celebrados por aqueles que defendem o capitalismo neoliberal, ou seja, uma economia de “free market” sem nenhuma regulação social ou estatal, é o economista Milton Friedman, figura que teve tenebrosas conexões com a ditadura militar de Augusto Pinochet no Chile.

Após o golpe violento de 11 de Setembro de 1973, que derrubou o governo democraticamente eleito de Salvador Allende, o conluio entre as elites financeiras dos EUA e o novo regime ditatorial de Pinochet pôs em ação aquilo que Naomi Klein chamou de “A Doutrina do Choque”. Os “Chicago Boys”, gangue liderada por Friedman e seus comparsas, só pôde impor a “liberalização dos mercados” utilizando-se simultaneamente da proliferação de atrocidades contra todos os cidadãos chilenos que se opunham ao novo regime de ultra-capitalismo que foi imposto de modo autoritário após o assassinato de Allende. A tal da “liberdade dos mercados” andou pari passu com a tortura de 100.000 a 150.000 pessoas, além do assassinato sistemático de opositores do regime (entre eles, o cantor folk Victor Jara e o genial poeta Pablo Neruda).

Em outros cantos da América Latina, ditaduras militares semelhantes também impuseram a abertura dos mercados aos capitais estrangeiros e as portas escancaradas para a chegada das mega-corporações trans-nacionais. Sob a mão férrea dos tiranos de fardas, o Brasil e a Argentina também vivenciaram a truculência da aliança entre a barbárie militarizada e a doutrina econômica neoliberal de Friedman e seus comparsas.

Em um dos livros políticos mais importantes deste século, Naomi Klein expôs claramente esta ainda reprimida verdade histórica sobre o nosso continente: por aqui, o capitalismo neoliberal não chegou após ser escolhido nas urnas pela vontade soberana do povo, mas foi imposto pelos tanques e soldados de ditaduras militares entreguistas, apoiadas ideológica e financeiramente pelos tubarões de Washington e Wall Street. É que a famosa “mão invisível” de Adam Smith jamais pode funcionar sem o truculento punho, muito visível e ameaçador, de um complexo militar-policial-carcerário que foi tão brilhantemente criticado por Foucault e Angela Davis. A “liberdade econômica” pregada pelos neoliberais não passa, assim, de uma farsa sangrenta diante da pilha de cadáveres e dos gritos infindáveis dos torturados e exilados que o “free market” pôs como preço para seu triunfo.

LEIA TAMBÉM: NAOMI KLEIN, “MILTON FRIEDMAN NÃO SALVOU O CHILE”: “Depois do golpe e da morte de Allende, Pinochet e os Chicago Boys fizeram de tudo para desmantelar a esfera pública do Chile , leiloando empresas estatais e cortando as regulações financeiras e comerciais. Foram criadas enormes fortunas neste período de tempo a um custo terrível…”

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Cito um trecho crucial de “The Shock Doctrine“:

Naomi Klein Shock“Milton Friedman first learned how to exploit a large-scale shock or crisis in the midseventies, when he acted as adviser to the Chilean dictator, General Augusto Pinochet. Not only were Chileans in a state of shock following Pinochet’s violent coup, but the country was also traumatized by severe hyperinflation. Friedman advised Pinochet to impose a rapid-fire transformation of the economy—tax cuts, free trade, privatized services, cuts to social spending and deregulation. Eventually, Chileans even saw their public schools replaced with voucher-funded private ones.

It was the most extreme capitalist make over ever attempted anywhere, and it became known as a “Chicago School” revolution, since so many of Pinochet’s economists had studied under Friedman at the University of Chicago. Friedman predicted that the speed, suddenness and scope of the economic shifts would provoke psychological reactions in the public that “facilitate the adjustment.” He coined a phrase for this painful tactic: economic “shock treatment.”

In the decades since, whenever governments have imposed sweeping free-market programs, the shock treatment, or “shock therapy,” has been the method of choice. Pinochet also facilitated the adjustment with his own shock treatments; these were performed in the regime’s many torture cells, inflicted on the writhing bodies of those deemed most likely to stand in the way of the capitalist transformation. Many in Latin America saw a direct connection between the economic shocks that impoverished millions and the epidemic of torture that punished hundreds of thousands of people who believed in a different kind of society.

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As the Uruguayan writer Eduardo Galeano asked, “How can this inequality be maintained if not through jolts of electric shock?” Exactly thirty years after these three distinct forms of shock descended on Chile, the formula reemerged, with far greater violence, in Iraq…

Since the fall of Communism, free markets and free people have been packaged as a single ideology that claims to be humanity’s best and only defense against repeating a history filled with mass graves, killing fields and torture chambers. Yet in the Southern Cone, the first place where the contemporary religion of unfettered free markets escaped from the basement workshops of the University of Chicago and was applied in the real world, it did not bring democracy; it was predicated on the overthrow of democracy in country after country. And it did not bring peace but required the systematic murder of tens of thousands and the torture of between 100,000 and 150,000 people.

Salvador Allende, as he watched the tanks roll in to lay siege to the presidential palace, had made one final radio address suffused with this same defiance: “I am certain that the seed we planted in the worthy consciousness of thousands and thousands of Chileans cannot be definitively uprooted,” he said, his last public words. “They have the strength; they can subjugate us, but they cannot halt social processes by either crime or force. History is ours, and the people make it.”

The seed that Allende referred to wasn’t a single idea or even a group of political parties and trade unions. By the sixties and early seventies in Latin America, the left was the dominant mass culture — it was the poetry of Pablo Neruda, the folk music of Victor Jara and Mercedes Sosa, the liberation theology of the Third World Priests, the emancipatory theater of Augusto Boal, the radical pedagogy of Paulo Freire, the revolutionary journalism of Eduardo Galeano and Rodolfo Walsh. It was legendary heroes and martyrs of past and recent history from José Gervasio Artigas to Simon Bolivar to Che Guevara.

Victor Jara

Mural em homenagem ao cantor chileno Victor Jara, assassinato pela ditadura Pinochet

In Santiago, the legendary left-wing folk singer Victor Jara was among those taken to the Chile Stadium. His treatment was the embodiment of the furious determination to silence a culture. First the soldiers broke both his hands so he could not play the guitar, then they shot him forty-four times, according to Chile’s truth and reconciliation commission. To make sure he could not inspire from beyond the grave, the regime ordered his master recordings destroyed. Mercedes Sosa, a fellow musician, was forced into exile from Argentina, the revolutionary dramatist Augusto Boal was tortured and exiled from Brazil, Eduardo Galeano was driven from Uruguay and Walsh was murdered in the streets of Buenos Aires. A culture was being deliberately exterminated.

In Chile, Pinochet was determined to break his people’s habit of taking to the streets. The tiniest gatherings were dispersed with water cannons, Pinochet’s favorite crowd-control weapon. The junta had hundreds of them, small enough to drive onto sidewalks and douse cliques of school children handing out leaflets; even funeral processions, when the mourning got too rowdy, were brutally repressed.

In Brazil, the junta did not begin mass repression until the late sixties, but there was one exception: as soon as the coup was launched, soldiers rounded up the leadership of trade unions active in the factories and on the large ranches. According to “Brasil: Nunca Mais (Never Again)”, they were sent to jail, where many faced torture, “for the simple reason that they were inspired by a political philosophy opposed by the authorities.” This truth commission report, based on the military’s own court records, notes that the General Workers Command (CGT), the main coalition of trade unions, appears in the junta’s court proceedings “as an omnipresent demon to be exorcised.” The report bluntly concludes that the reason “the authorities who took over in 1964 were especially careful to ‘clean out’ this sector” is that they “feared the spread of. . . resistance from the labor unions to their economic programs, which were based on tightening salaries and denationalizing the economy.”

Some of the most infamous human rights violations of this era, which have tended to be viewed as sadistic acts carried out by antidemocratic regimes, were in fact either committed with the deliberate intent of terrorizing the public or actively harnessed to prepare the ground for the introduction of radical free-market “reforms.” In Argentina in the seventies, the junta’s “disappearance” of thirty thousand people, most of them leftist activists, was integral to the imposition of the country’s Chicago School policies, just as terror had been a partner for the same kind of economic metamorphosis in Chile.”

NAOMI KLEIN.
The Shock Doctrine: The Rise Of Disaster Capitalism.

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+ RITA LEE, – RITALINA >>> Ouça dois duetos de Rita com Pitty em “Esse Tal de Roque Enrow” e com Zélia Duncan em “Pagu!”

Rita Lee

* * * * **

ESSE TAL DE ROQUE ENROW

Ela nem vem mais pra casa, Doutor!
Ela odeia meus vestidos.
Minha filha é um caso sério, Doutor!
Ela agora está vivendo com esse tal de…
Roque enrow, roque en row!

Ela não fala comigo, Doutor,
Quando ele está por perto.
É um menino tão sabido, Doutor,
Ele quer modificar o mundo
Esse tal de roque enrow, roque en row!

Quem é ele?
Esse tal de roque enrow?
Uma mosca, um mistério, uma moda que passou
Ele, quem é ele?
Isso ninguém nunca falou.

Ela não quer ser tratada, Doutor,
E não pensa no futuro.
E minha filha está solteira, Doutor,
Ela agora está lá na sala com esse tal de
Roque enrow, roque en row!

Eu procuro estar por dentro, Doutor,
Dessa nova geração.
Mas minha filha não me leva à sério, Doutor,
Ela fica cheia de mistério com esse tal de
Roque enrow, roque en row!

Quem é ele?
Esse tal de roque enrow?
Um planeta, um deserto, uma bomba que estourou
Ele, quem é ele?
Isso ninguém nunca falou

Ela dança o dia inteiro, Doutor
E só estuda pra passar.
E já fuma com essa idade, Doutor
Desconfio que não há mais cura pra esse tal de
Roque enrow, roque en row!

* * * * *

PAGU

Mexo, remexo na inquisição
Só quem já morreu na fogueira
Sabe o que é ser carvão
Hum! Hum!

Eu sou pau pra toda obra
Deus dá asas à minha cobra
Hum! Hum! Hum! Hum!
Minha força não é bruta
Não sou freira, nem sou puta

Porque nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem

Nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem

Ratatá! Ratatá! Ratatá!
Taratá! Taratá!

Sou rainha do meu tanque
Sou Pagu indignada no palanque
Hanhan! Ah! Hanran!
Fama de porra louca, tudo bem!
Minha mãe é Maria Ninguém
Hanhan! Ah! Hanran!

Não sou atriz, modelo, dançarina
Meu buraco é mais em cima

Porque nem toda feiticeira é corcunda
Nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone
Sou mais macho que muito homem

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BONUS TRACKS

Carona com Cornel West – Trecho do filme “Examined Life” de Astra Taylor


Carona filosófica com o figuraça Cornel West!
Trecho do filme “Examined Life” de Astra Taylor

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examined-lifeASSISTA O FILME COMPLETO:

COLLISION: o Cristianismo é bom para o mundo? – Documentário completo em que debatem Chris Hitchens e o pastor Douglas Wilson

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“COLLISION carves a new path in documentary film-making as it pits leading atheist, political journalist and bestselling author Christopher Hitchens against fellow author, satirist and evangelical theologian Douglas Wilson, as they go on the road to exchange blows over the question: “Is Christianity Good for the World?”. The two contrarians laugh, confide and argue, in public and in private, as they journey through three cities. And the film captures it all. The result is a magnetic conflict, a character-driven narrative that sparkles cinematically with a perfect match of arresting personalities and intellectual rivalry. COLLISION is directed by prolific independent filmmaker Darren Doane (Van Morrison: Astral Weeks Live at the Hollywood Bowl, The Battle For L.A., Godmoney).” – Official Web Site

Download: http://bit.ly/1f7iCUG (torrent).

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OVERVIEW

In May 2007, leading atheist Christopher Hitchens and Christian apologist Douglas Wilson began to argue the topic “Is Christianity Good for the World?” in a series of written exchanges published in Christianity Today. The rowdy literary bout piqued the interest of filmmaker Darren Doane, who sought out Hitchens and Wilson to pitch the idea of making a film around the debate.

In Fall 2008, Doane and crew accompanied Hitchens and Wilson on an east coast tour to promote the book compiled from their written debate titled creatively enough, Is Christianity Good for the World?. “I loved the idea of putting one of the beltway’s most respected public intellectuals together with an ultra-conservative pastor from Idaho that looks like a lumberjack”, says Doane. “You couldn’t write two characters more contrary. What’s more real than a fight between two guys who are on complete opposite sides of the fence on the most divisive issue in the world? We were ready to make a movie about two intellectual warriors at the top of their game going one-on-one. I knew it would make an amazing film.”

In Christopher Hitchens, Doane found a celebrated prophet of atheism. Loud. Funny. Angry. Smart. Quick. An intimidating intellectual Goliath. Well-known for bullying and mocking believers into doubt and doubters into outright unbelief. In Douglas Wilson, Doane found the man who could provide a perfect intellectual, philosophical, and cinematic counterpoint to Hitchens’ position and style. A trained philosopher and and deft debater. Big, bearded, and jolly. A pastor, a contrarian, a humorist–an unintimidated outsider, impossible to bully, capable of calling Hitchens a puritan (over a beer).

It was a collision of lives.

What Doane didn’t expect was how much Hitchens and Wilson would have in common and the respectful bond the new friend/foes would build through the course of the book tour. “These guys ended up at the bar laughing, joking, drinking. There were so many things that they had in common”, according to Doane. “Opinions on history and politics. Literature and poetry. They agreed on so many things. Except on the existence of God.”

BIOS

CHRISTOPHER HITCHENS
Christopher Hitchens (b. April 13, 1949) is a popular political journalist and the author of several books, including “God Is Not Great: How Religion Poisons Everything”. Hitchens is regarded as one of the most fundamental figures of modern atheism. A regular contributor to Vanity Fair, The Atlantic Monthly and Slate, Hitchens also appears regularly on The Daily Show, Charlie Rose, Washington Journal, and Real Time with Bill Maher. He was named one of the US’s “25 Most Influential Liberals” by Forbes and one of the world’s “Top 100 Public Intellectuals” by Foreign Policy. Hitchens died in December, 2011.

DOUGLAS WILSON
Douglas Wilson (b. June 18, 1953) is a pastor of Christ Church, editor of Credenda/Agenda magazine, and a Senior Fellow at New Saint Andrews College. A prolific writer, he is the author of many books, including The Case for Classical Christian Education, Letter from a Christian Citizen, Reforming Marriage and Heaven Misplaced: Christ’s Kingdom on Earth. Wilson lives in Moscow, Idaho.

DARREN DOANE
Darren Doane is a Los Angeles-based independent filmmaker. Doane made his name as a music video director. His work for Blink-182, AFI, Jimmy Eat World and Pennywise is credited for helping bring punk rock into the mainstream in the 1990s. His previous documentary film, The Battle For LA, explored the underground battle rap scene in Los Angeles. Doane is currently in production on the documentary film To Be Born Again about legendary musician Van Morrison and has also written and directed several feature films, including Godmoney, 42K and Black Friday.

“IF YOU WANT TO BE AWE-INSPIRED…”

A Ilusão Tripla da Consciência Cristã – por Hasana Sharp em “Spinoza e a Política da Renaturalização”

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THE TRIPLE ILLUSION OF CHRISTIAN CONSCIOUSNESS
by Hasana Sharp (McGill University)

 DeleuzeIn  Spinoza: Practical Philosophy, Gilles Deleuze writes that “consciousness is inseparable from the triple illusion that constitutes it, the illusion of finality, the illusion of freedom, and the theological illusion.” The triple illusion that Deleuze identifies belongs to a fantasy of human exceptionalism. Consciousness of one’s desire, especially as it is described in the appendix to part I of the Ethics, includes a notion of reality designed for human use and enjoyment (finalist illusion) by a God who can offer or withhold love (theological illusion) from an individual who can freely earn or fail to be worthy of salvation (freedom illusion).

Yet the “triple illusion” that Deleuze describes seems to be historically specific. Rather than constituting consciousness as such, it aptly describes what might loosely be called Christian psychology. It is the psychology of those who believe that we are divine creations, endowed with free will, who may or may not use this will to earn salvation.

Spinoza begins with the premise that we desire and pursue our advantage, convinced that our desire signals our freedom. We typically perceive something as desirable and believe that we pursue it by virtue of a self-originating appetite. (…) From the pursuit of self-preservation,  Spinoza describes God as a kind of narcisistic self-projection (one that is developed by Feuerbach in The Essence of Christianity). 

The tendency to imagine God as a power that arranges things purposefully for human pleasure is prompted by our experience of the excellent design of our bodies and things that meet our basic needs. In Spinoza’s words, “they find – both in themselves and outside themselves – many means that are very helpful in seeking their advantage, for example, eyes for seeing, teeth for chewing, plants and animals for food, the sun for light, the sea for supporting fish” (Ethics, I, appendix).

The pleasures of food, visible beauty, and the sun’s warmth please humans all too well and prompt us to infer that there must be a “ruler of Nature” who arranged everything to suit us. (…) From the belief that their actions are prompted by self-generated goals, humans tend to be falsely convinced that God, too, acts with an end in view, that end being, simply, humanity. Yet nature does not always provide, and while the successful pursuit of self-satisfaction generates the notion that pleasant things exist for the sole purpose of enriching human life, unpleasant things are seen to reflect human vice.

Misfortune incites superstition and fear of divine punishment but does not interrupt the narcissistic notion that good or bad events, pleasant or repugnant things, point to oneself as a member of God’s most beloved creation, humanity. Insofar as we are trapped within the triple illusion of (Christian) consciousness, we are convinced that the external world, no less than our bodies, exists for us, and, the more we find ourselves to be favored, the more we are convinced that God recognizes, validates, and rewards us.

71Q6lKunzxLAs Spinoza puts is, “So it has happened that each of them thought up from his own temperament different ways of worshipping God, so that God might love him above all rest, and direct the whole of Nature according to the needs of their blind desire and insatiable greed” (Ethics, I, appendix). In accord with a certain worldview that arguably persists today, our desire prompts a portrait of God and nature as instruments of self-satisfaction…

For Spinoza, desire is liberated by establishing a distinctive kind of relationship to oneself and others. Spontaneous desire is less free insofar as we persist in the belief that desire is not constrained, provoked, and oriented by a complex history of causal determinations. We remain servile as long as we do not see ourselves as relational beings. Rather than socializing desire, however, we must naturalize it. We must come to act in light of being but a tiny “part of nature”, one singularity submerged within an acentric force of powers and counterpowers.

Spinoza comes to view freedom as a coordination of strenght and vitality in relationship to others. (…) Nature is absolute and self-caused, but freedom requires that we cease to see ourselves as independent in the same way as God. Human freedom is won only by coming to terms with our lack of freedom. We come to act effectively only when we appreciate that our agency is infinitely surpassed by the totality of other natural beings (Ethics, IV, p. 3).

The initial desire to be affirmed or loved by God above all others as a unique and irreplaceable being must be surrendered. The politics of renaturalization denies the possibility of mutual recognition between God and humanity, the Other and the self. (…) We are singular expressions of the power of infinite nature, knowledge of which Spinoza calls beatitude or glory.

Rather than personal salvation or recognition, freedom involves a kind of depersonalization. The irrecoverable loss of oneself in God is precisely what Hegel rejected in Spinoza’s system, yet, in an epoch where the risk of too much man is arguably greater than the risk of too much nature, let us see whether we might find ressources for a posthumanist view of agency in Spinoza’s account…

For Spinoza, the highest form of self-knowledge that accompanies intuition involves the intellectual love of God (nature), which is decidedly not mutual. “He who loves God cannot strive that God should love him in return” (Ethics, V, p. 19). The lack of mutuality is two-sided. God does not create humans in order to be loved and glory in his almighty power. Humans are not God’s self-image, the vehicles of his glorious self-representation. God is an entirely impersonal natural force that is not oriented around humanity. Loving nature or God is nothing other than the active joy by which we love ourselves, not as exemplars of human goodness, but as absolutely unique instances of nature’s power.”

HASANA SHARP (Academia.edu)
Spinoza and the Politics of Renaturalization.
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97802267507431

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“O APÓSTOLO DA RAZÃO” (escrito por Tariq Ali)

70 DOCUMENTÁRIOS COMPLETOS SOBRE A MÚSICA BRASILEIRA

“Chorinho” (1942),
de Candido Torquato Portinari (1903 — 1962)

 

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Tropicalia-Salas

Tropicália (de Marcelo Machado, 2012)
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Canções do Exílio: A Labareda que Lambeu Tudo

Canções do Exílio: A Labareda que Lambeu Tudo (2011),
Diretor: Geneton Moraes Neto, Duração: 1h 31min
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Humberto Teixeira: O Homem Que Engarrafava Nuvens (2008)
um filme de Lírio Ferreira


nasparedes-594x848Nas Paredes da Pedra Encantada (2011, 1h57min)
A história por detrás do mítico álbum “Paêbirú” – Caminho da Montada do Sol, de Lula Côrtes e Zé Ramalho

Leia: Scream and Yell


A MPB nos Tempos da Ditadura


Chico Buarque – O País da Delicadeza Perdida (2003)


Chico Buarque – Meu Caro Amigo


Itamar Assumpção – Daquele Instante em Diante


Elza Soares – O Gingado da Nega


Vinícius de Moraes – Centenário (Globo News)


Isto é Noel Rosa (de Rogério Sganzerla, 1990)

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Cartolacartola-musica-para-os-olhosCARTOLA – MÚSICA PARA OS OLHOS (de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda)
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BBC – Brasil Brasil, Episódio 01: DO SAMBA À BOSSA


BBC – Brasil Brasil, Episódio 02: REVOLUÇÃO TROPICÁLIA


BBC – Brasil Brasil, Episódio 03: UMA HISTÓRIA DE QUATRO CIDADES


A Música Segundo Tom Jobim


Tom Brasileiro (1987)


 

Clara Nunes – Band, 1973


LokiiiiLÓKI – ARNALDO BAPTISTA (de Paulo Henrique Fontenelle, 2009)
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Candeia – 80 Anos


Eclats Noirs Du Samba (de Janine Houard, 1987)


Napalm – o Som da Cidade Industrial


Do Underground ao Emo


Saravah (1969, de Pierre Barouh)


Clube da Esquina – Sobre Amigos e Canções

História do Clube da Esquina – A MPB de Minas Gerais


Elis Regina – Por Toda A Minha Vida


Filhos de João – O Admirável Mundo Novo Baiano (2009)


Novos Baianos F. C. (1973)


Paulinho da Viola – Meu Mundo É Hoje (2003, de Izabel Jaguaribe)


Adoniran Barbosa – Por Toda a Minha Vida


Velha Guarda da Portela – O Mistério do Samba


Nelson Cavaquinho (de Leon Hirszman)


Partido Alto (de Leon Hirszman, com Candeia, Paulinho da Viola e outros)


Samba (2000, de de Theresa Jessouroun)


Bezerra da Silva: Onde a Coruja Dorme


A Sede do Peixe – Milton Nascimento e amigos


Uma Noite Em 67


dvd-coraco-vagabundo-semi-novo-668301-MLB20320968176_062015-F
Coração Vagabundo – Uma Viagem Com Caetano Veloso (2008)
de Fernando Grostein Andrade
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Mosaicos – A Arte de Caetano Veloso


Lenine – Isto É Só O Começo


Alquimistas do Som


Os Doces Bárbaros (Gil, Caetano, Bethânia e Gal)


062649Cássia Eller (de Paulo Henrique Fontenelle)


O Som do Vinil –  Tropicália


Fabricando Tom Zé (2007)


Jards Macalé – Um Morcego Na Porta Principal


Chico Science e o Movimento Manguebeat


Wilson Simonal – Ninguém Sabe o Duro Que Eu Dei


Raul Seixas – Por Toda a Minha Vida


Revista Bizz – Jornalismo, Causos e Rock’n’Roll


Titãs – A Vida Até Parece Uma Festa


Botinada – A História do Punk No Brasil (2006, de Gastão Moreira)


Guidable – A História dos Ratos de Porão


Ruído das Minas – Heavy Metal em Belo Horizonte


Tim Maia – Por Toda a Minha Vida


Siba – Nos Balés da Tormenta


Los Hermanos – Esse É Só O Começo Do Fim Da Nossa Vida


Sabotage – Nós


O Rap Pelo Rap


Psicodália – Consciência em Transe


Hang The Superstars – Causos do Rock Proibidão


Zimbo Trio – Jazz Brasileiro

MÚSICA CLÁSSICA

Nelson Freire (de João Moreira Salles)


Heitor Villa-Lobos – O Índio de Casaca (1987)


História da Música Brasileira – Episódio 01 a 10









Ernesto Nazareth


A Maestrina Chiquinha Gonzaga – Série 500 anos de História do Brasil (1999)


Entrevista com o Maestro Julio Medaglia (Provocações)