Capitalismo é o motor do colapso ambiental, aponta livro de Luiz Marques (Entrevista ao Jornal da Unicamp)

Desmata

Na década de 1990, sete acordos multilaterais, somados a importantes documentos e protocolos, tais como a Agenda 21, a Carta da Terra e o Protocolo de Kyoto, alimentavam a promessa de um novo arranjo político, econômico e social internacional, capaz de conter o processo de degradação ambiental do planeta.

Duas décadas mais tarde, inúmeras pesquisas realizadas nas mais diversas áreas do conhecimento, apontam para uma situação significativamente diferente daquela preconizada pelos acordos firmados entre os países.

Um deles, o Protocolo de Kyoto é emblemático da mudança de perspectiva: os países signatários se comprometiam a reduzir a emissão de gases poluentes responsáveis pelo efeito estufa e o aquecimento global. Mas ao invés de redução, o que se assiste, nessas primeiras décadas do século 21, é o aumento das emissões, somado à tendência de esvaziamento dos compromissos então assumidos.

Esse é um dos cenários reconstituídos no livro Capitalismo e Colapso Ambiental, de Luiz Marques, professor do Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Unicamp. Reconhecido por sua produção intelectual sobre a Tradição Clássica, o historiador Marques apresenta, em sua nova obra um amplo e diversificado painel ilustrativo do que ele classifica como “caos socioambiental” no qual a sociedade contemporânea está imersa, além de analisar as condições sociais, políticas, históricas e econômicas que o desencadearam e o potencializam.

“As crises ambientais tornam inadiável a necessidade de uma reflexão sobre o caos socioambiental em que corremos risco de naufragar. Já de há muito a percepção desses riscos entrou na circulação sanguínea da Unicamp, tanto nas áreas das ciências quanto nas humanidades”, afirma Marques, ao explicar os motivos que o levaram a se envolver com as temáticas ambientais que resultaram no novo livro.

Atualmente, ele participa, com um coletivo de professores da Unicamp, da criação do portal Rio+40, voltado para informação, pesquisa, debate e mobilização acadêmica em torno das crises socioambientais contemporâneas. O portal deverá estar disponível para consulta até o final de 2015.

Leia, a seguir, a íntegra da entrevista que Luiz Marques concedeu ao Jornal da Unicamp.

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