FÁBULAS MUSICAIS: CIGARRAS E FORMIGAS [O poeta José Paulo Paes e o cartunista Lafayette, fabulando…]

DUAS REFÁBULAS

Cigarra, Formiga & Cia

Cansadas dos seus papéis fabulares, a cigarra e a formiga resolveram associar-se para reagir contra a estereotipia a que haviam sido condenadas.

Deixando de parte atividades mais lucrativas, a formiga empresou a cigarra. Gravou-lhe o canto em discos e saiu a vendê-los de porta em porta. A aura de mecenas a redimiu para sempre do antigo labéu de utilitarista sem entranhas.

Graças ao mecenato da formiga, a cigarra passou a ter comida e moradia no inverno. Já ninguém a poderia acusar de imprevidência boêmia.

O desfecho desta refábula não é róseo. A formiga foi expulsa do formigueiro por lhe haver traído as tradições de pragmatismo à outrance e a cigarra teve de suportar os olhares de desprezo com que o comum das cigarras costuma fulminar a comercialização da arte.

[JOSÉ PAULO PAES. Socráticas, pg. 490]

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Um pensamento sobre “FÁBULAS MUSICAIS: CIGARRAS E FORMIGAS [O poeta José Paulo Paes e o cartunista Lafayette, fabulando…]

  1. Mariana disse:

    isso é Brasil .. :@

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