Vem aí, em Goiânia: Márcia Tiburi falando sobre “FILOSOFIA, FEMINISMO E POLÍTICA” @ “Filosofia no Centro”: No próximo Sábado, 27 de Junho, no Cine Ouro [CLICK e SAIBA MAIS]

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“FILOSOFIA, FEMINISMO E POLÍTICA”
MÁRCIA TIBURI no FILOSOFIA NO CENTRO #6
Goiânia / Go – 27 de Junho – Cine Ouro – 18h40

MOSTRA PÚBLICA DE PESQUISAS DA FACULDADE DE FILOSOFIA DA UFG

O encontro foi elaborado em vista da atual discussão sobre Filosofia, Feminismo e Política.

A relação entre Filosofia e Feminismo não é historicamente inusitada. Desde as campanhas sufragistas do século XIX, seu auge ocorreu na década de 1960, com o surgimento de verdadeiros ícones que se tornaram referência internacional na luta pela emancipação das mulheres, tais como Simone de Beauvoir e Angela Davis, e a belga Luce Irigaray com maior radicalidade. Recentemente, a estaduniense Judith Butler tem elevado a discussão a outro patamar ao elaborar noções importantes para os estudos culturais e de gênero, como a de corpos abjetos. Admitindo tratar-se de uma “contradição performativa”, Butler insere os feminismos mais tradicionais na esfera da alteridade não reconhecida, não nomeada e existente apenas pela negatividade que a caracteriza como uma das dobras de um leque maior: a dos excluídos. Como excluídos, os corpos abjetos, mais do que serem objetos da indiferença, teoricamente ignorados e irrefletidos, passam a ser inseridos em um novo domínio ontológico e discursivo.

Ao serem reconhecidos como excluídos, torna-se então possível a ação política, inseparável de seus pressupostos filosóficos.

Márcia Tiburi, filósofa e escritora, tem se ocupado desta relação há muitos anos, seja na organização de eventos em Universidades, na publicação de coletâneas de artigos e livros, na pesquisa científico- acadêmica, e, mais recentemente, ao iniciar a discussão sobre a formação de um partido político feminista: o PartidA.

Nosso diálogo com Márcia Tiburi será formado por perguntas elaboradas por professoras da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal de Goiás – UFG, a fim de motivar uma discussão maior com o público presente.

Convidamos a tod@s para este evento de imprescindível interesse acadêmico e público.”

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Sobre o Projeto Filosofia no Centro:

“Em certas ocasiões, é importante servir ao público aquilo que ele já deseja. Em outras, porém, é necessário mostrar a existência de algo que esse mesmo público talvez não suspeitasse que também poderia desejar. A cidade de Goiânia já conta com cafés filosóficos e ciclos de palestras abertas, que discutem temas solicitados pela vida cotidiana nas sociedades contemporâneas. Todavia, ainda restava vazio um espaço no qual a filosofia comparecesse, não tanto para atender a tais solicitações, mas principalmente para apresentar-se como atividade de pesquisa, para mostrar-se em seus modos de produção e, nessa medida, colocar a si própria no centro da atividade. É no intuito de dar início à ocupação desse espaço que pesquisadores, docentes e convidados da Faculdade de Filosofia da UFG vêm ao centro da cidade, ao Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro, para mostrar “o que fazemos, como fazemos e por que fazemos”. Oferta-se, assim, à sociedade goianiense um espaço público e gratuito de contato com a produção filosófica acadêmica, no qual, equilibrando o rigor e a seriedade com a acessibilidade exigida por uma situação pública, é dada a palavra a especialistas cujo trabalho vai muito além da mera retransmissão de um saber já constituído, porque, com suas pesquisas, originam novos conhecimentos através do incontornável diálogo com a tradição filosófica e sua história. E por ocorrerem na sala de cinema do Goiânia Ouro, as exposições poderão contar com recursos didáticos audiovisuais, desde a exibição de filmes completos até a simples projeção de textos filosóficos a serem analisados e comentados. Aproximando Universidade e Sociedade, esta mostra permanente de pesquisas filosóficas de excelência procura evidenciar que o refinamento da cultura e da civilização na região do Brasil central, bem como a defesa de que este centro geográfico não seja tratado como periférico em outros sentidos, são tarefas impossíveis sem que se retire o trabalho em filosofia da condição lateral de “serviço ancilar” para situá-lo, corretamente, no centro de uma visão de mundo que se queira ampla e cosmopolita de verdade. Sem que se coloque a filosofia no centro, perde-se, de imediato, a possibilidade da radical ampliação dos horizontes do pensamento, que se torna incapaz de pensar um universo infinito. E apenas em um universo infinito o centro estará em todas as partes.”

Marcia Tiburi

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