“O estrago vai ser pago pela gente toda” (Lenine)

Lenine2

Éramos uma pá de apocalípticos,
De meros hippies, com um falso alarme
Economistas, médicos, políticos
Apenas nos tratavam com escárnio

Nossas visões se revelaram válidas,
E eles se calaram mas é tarde.
As noites tão ficando meio cálidas…
E um mato grosso em chamas longe arde
O verde em cinzas se converte logo, logo…

É fogo! É fogo!

Éramos uns poetas loucos, místicos
Éramos tudo o que não era são;
Agora são com dados estatísticos
Os cientistas que nos dão razão.

De que valeu, em suma, a suma lógica
Do máximo consumo de hoje em dia,
Duma bárbara marcha tecnológica
E da fé cega na tecnologia?

Há só um sentimento que é de dó e de malogro…

É fogo… é fogo…

Doce morada bela, rica e única,
Dilapidada só como se fôsseis
A mina da fortuna econômica,
A fonte eterna de energias fósseis,

O que será, com mais alguns graus celsius,
De um rio, uma baía ou um recife,
Ou um ilhéu ao léu clamando aos céus,
se os Mares subirem muito, em Tenerife?

E dos sem-água, o que será
De cada súplica, de cada rogo

É fogo… é fogo…

Em tanta parte, do ártico à antártida
Deixamos nossa marca no planeta:
Aliviemos já a pior parte da
Tragédia anunciada com trombeta.

O estrago vai ser pago pela gente toda;

É foda! é fogo!…
É a vida em jogo!

“É Fogo”
de Lenine
do álbum Labiata
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Weird in the head and wild at heart.

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